sábado, 31 de março de 2007


Há muito que esses olhos me intrigam. Olhos que não moram aqui, olhos que fogem para outro mundo. E que mundo será esse que habitas? Pareces feliz por lá, mas aqui não tens lugar.
Pequenina de mão dada com o papá ao passares era sempre: Olá Senhor Doutor, como está? Por acaso não tem um cigarrinho? E ele dava-te o maço, sempre. Com um obrigada acendias um cigarro e voltavas a esse sítio onde vives feliz.
Hoje quando passas por mim não me reconheces. Cresci. Tu continuas a fumar o teu cigarro, e os teus olhos ainda moram no mesmo lugar enquanto vagueias por entre nós indiferente. Sempre. Espero que nesse mundo que habitas permaneças feliz. Sempre.

Ella

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