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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Whiplash


Whiplash, Damien Chazelle (2014)


Terence Fletcher: I was there to push people beyond what's expected of them.
I believe that's an absolute necessity.


Há imagens que ficam para sempre gravadas na nossa memória. Lembro-me de estar com o meu pai a ver televisão. Como sempre, eu aninhada no seu abraço. Coltrane. Coltrane foi a minha primeira paixão pelo Jazz. John Coltrane Quartet em concerto. Quatro tipos em ebulição impecáveis nos seus fatos a escorrer de suor. Eu não conhecia aquelas pessoas. Ou achava que não conhecia. Na realidade sempre foram a banda sonora da minha vida. Impressionou-me naquela gravação a preto e branco, a tranquilidade, a segurança mas sobretudo a forma como aqueles quatro tipos mostravam que estavam a dar tudo o que tinham e o prazer que isso lhes dava. Era essa a lição que o meu pai me queria dar.

Whiplash é sobre isso. Uma história simples e mais comum do que podemos pensar. Um professor tenta elevar os seus alunos e descobrir neles uma centelha de genialidade através do mais antigo e menos ortodoxo dos métodos. Ninguém ou quase ninguém deve concordar com o método e atrevo-me a dizer que é o método adoptado por aqueles que se sentem frustrados por nunca terem ascendido ao que sonharam. Duvido que seja o melhor meio de atingir um fim, mas falta nos dias de hoje essa vontade de querer fazer melhor. De ser melhor. Ou pelo menos tentarmos. É difícil quando as portas se fecham tantas vezes. Cansa. Mas também é triste optarmos pelo bonzinho. Simplesmente.

Terence Fletcher: There are no two words in the English language more harmful than good job.

Muito bom filme. Sobretudo pela história e pelos actores.
Não percam!


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Música muito boa


Não é todos os dias que apetece falar apenas de um disco. Mas, felizmente, existem excepções. Para mim, a dificuldade em descobrir o disco perfeito é o impossível desafio entre um primeiro impacto “whaaauuu”, um segundo impacto “maaaannnnnnn” e um terceiro impacto “fod........ssssssssssssss que isto é muita bom”. Traduzindo as onomatopeias pouco claras, é um equilíbrio perfeito entre originalidade, groove vs qualidade e o quanto continua interessante ao fim de uma semana a ouvir incessantemente o mesmo disco. Falo do incrível “Shadow Theater” do fascinante pianista (e mais novo do que eu uma porrada de anos....!!!) Tigran Hama...coiso. Vá, faço o esforço porque o moço merece, Tigran Hamasyan. Um jovem prodígio arménio que, pelos vistos, para além de ser um pianista explosivo é um compositor (e esteta!) do caraças. Fez um disco que não se pode dizer que seja de jazz, é sim uma mistura entre música tradicional, pop, rock progressivo e....também jazz! Vá, para os sépticos do costume, sim tem voz, não é só instrumental. Mas não se percebe nada da letra, aviso já. Têm aqui o link do spotify com o disco completo, façam um favor a vocês mesmo e ouçam isto com alguma atenção e abertura de espírito, vão ver que a viagem vale mesmo a pena!


 Já agora se gostarem mesmo comprem o disco. Viva o cd! 
Por vezes sinto-me mesmo velho...



Louis


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Finalmente o Hot Club reabre


Foi com grande satisfação que recebi a notícia pela BB*. Pois é, após 2 anos do incêndio que o transformou em ruínas, o Hot vai reabrir numa nova casa. Esta, a da foto, ficará para sempre na memória dos que por lá passaram. Em particular para nós, pois o Hot tem um lugar especial nas nossas recordações mais felizes. Estou curiosa para conhecer essa nova casa. 

Concertos de reabertura com a prata da casa dia 21,22 e 23 de Dezembro, entrada livre.
Nova morada: nº48 Rua da Alegria.

Ps. Djibicou pelo que li não me parece que vás ter problemas de claustrofobia!
ella