quinta-feira, 16 de abril de 2015

Da amizade





Quando o amor chega ao fim, os outrora enamorados seguem as suas vidas. Quando só o amor não chega cada um segue o seu caminho. Não interessam os motivos. Não há culpados. Acabam. Com a amizade é igual. Podemos gostar muito de alguém. Reconhecer-lhe as virtudes. Desejar-lhe o melhor. Mas simplesmente não estarmos dispostos a voltar sempre à mesma casa de partida, ao mesmo lugar comum. Não temos que insistir. Não temos que dar um sem fim de oportunidades. E tal como numa relação não temos que nos punir por isso. Não temos que nos culpar. Guardemos os bons momentos e prossigamos viagem.



Ps. Bolas... Há precisamente 2 anos escrevi sobre o mesmo assunto. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Where the wild things are


ella


Alguém que me explique o raciocínio do meu filho que insiste que o melhor sítio para montar o jardim zoológico é atrás do móvel...
Será isto que ele aprendeu com a ida ao jardim zoológico?


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ode aos dias cinzentos


ella



Não há visão mais deprimente que esta. Chegamos à estação e ups.... Onde esta o meu comboio? Olhamos para o painel e é isto. Mas afinal o que é que se passa? Atirou-se outra vez alguém para a linha? Será que estão outra vez em greve? Andamos ali de um lado para o outro sem perceber, até que ouvimos alguém comentar que "sim senhora, estão com perturbações por motivo de greve". Olhando para o placar eu deveria ter percebido, mas não. E porquê? Porque nos dias de hoje suprimir comboios quando lhes apetece é absolutamente banal. Sim, banal. Eu uso a linha de cascais há mais de 10 anos e sempre considerei um excelente serviço público. Nos últimos anos os serviços deterioram-se como com muitos outros serviços públicos e empresas públicas. A finalidade de todas estas medidas não é a salvação mas a venda. Mais uma política deste governo: a destruição. Convencer as pessoas de que não vale nada, de que é um peso morto. Como os CTT ou a TAP. E depois vamos vender baratinho. Os comboios onde eu ando, estão cheios. E poderiam ainda estar mais cheios se não fossem todas estas novas medidas. Assim como o metro. Os passes não são baratos. Os bilhetes de uma viagem são ao nível de outras cidades europeias com salários mínimos que ao pé dos nossos nada têm de mínimos. Querem repensar os serviços, repensem mas para melhor. Façam greves mas não avisem só com uma semana de antecedência. (E só em português.) Porque por vossa causa também nós temos que repensar as nossas rotinas e gastar em transportes mais do que aquilo que ganhamos por dia a trabalhar. Façam greve mas não em véspera de fim-de-semana ou só por 4 ou 5 horas. Lamento mas isso não é greve.




sábado, 28 de março de 2015

Do tempo que é nosso

ella


Como é que tu tens tempo para fazer isso? A resposta é simples não tenho. Hoje a minha gestão é feita por opções, escolhas. Ou isto ou aquilo. Para fazer umas coisas não faço outras. E sobretudo não durmo. Se faço exercício, acordo cedo. Não durmo. Se aterro no sofá a ver séries, filmes ou a escrever, deito-me tarde. Não durmo. Basicamente é isso. Mas também desde quando é que dormimos tudo o que gostaríamos? Às vezes pergunto-me que raio fazia eu com o tempo antes de ser mãe? Parece-me hoje que tinha todo o tempo do mundo e por minha conta. Admiro outras mães que fazem tudo. Mães que riscam todos os itens da lista. Eu não. Eu sou a mãe que termina o dia com menos dois itens na lista e ainda acrescenta mais dois ou três. E fico contente. Porque o mais importante não está na lista. E foi feito.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Not that Kind of Girl

ella

Por altura do Natal enquanto andava em busca de prendas de Natal encontrei o livro da Lena DunhamNot that Kind of Girl. Depois de ter lido uma entrevista com ela fiquei com vontade de a conhecer melhor. Lena Dunham é tudo menos consensual. Quando comecei a ver a série foram precisos uns quantos episódios para entrar no espírito. Primeiro estranha-se depois entranha-se. Tal como na série também no livro Lena é igual a ela própria. Lena é verdadeira e assume-se. O livro não é literatura mas não tem pretensão de o ser. É descontraído, tem momentos divertidos e outros que claramente não foram editados. Lena (ainda) não está ao nível de uma Tina Fey mas está a tentar. Lena não faz um retrato do que é a sua geração, mas faz um retrato do que é a sua realidade. E a verdade é que por muito diferentes que as nossas realidades sejam há certos pontos que são transversais a todas nós.


A Cup of Jo: You've talked about your fascination/fear of death. What would you want written on your tombstone?
Lena Dunham: I know exactly. When my great aunt Doris died last December, she was almost 101. I got a beautiful small watercolor she had painted during her life, and it was of a tombstone. And the tombstone said, "She has done her best."
in A Cup of Jo


PS. Esta semana o meu chérie chamou-me a atenção para este artigo de opinião sobre a série. 

domingo, 22 de março de 2015

Da mamã para o papá com amor

ella


É nos dias em que estou sozinha e tenho que fazer tudo sozinha que me apercebo o quão mais fácil é ter alguém com quem partilhar as rotinas. O quão bom é ter uma boa equipa. Alguém que antecipa as nossas jogadas e nos apoia, alguém que partilha da mesma táctica e conhece todas as jogadas, alguém que festeja e chora connosco, alguém que nos dá uma palmadinha e diz "foi bem!", ou "não desiste!" ou "para próxima é melhor!". Alguém que quer o mesmo que nós para NÓS. Tenho a certeza que não poderia ter escolhido um melhor pai. Sempre soube. E sei que um dia também o Kirikou vai dizer de sorriso nos lábios e de peito cheio de orgulho... O meu pai é o melhor do mundo. E é mesmo.


sexta-feira, 13 de março de 2015

Não te faz lembrar ninguém?


Brevemente em Hotel Transylvania 2


Se calhar já está na altura de lhe cortarmos outra vez o cabelo?



quinta-feira, 5 de março de 2015

Exemplar


ella



Um dia depois do intervalo enquanto a professora não vinha a menina sentou-se em cima da sua secretária. Quando a professora chegou pregou-lhe um raspanete porque não era de boa educação sentar-se em cima da secretária. Ao que a menina respondeu: Mas a senhora professora senta-se em cima da sua?

Toda a gente sabe que as crianças aprendem com os exemplos. Mais com os exemplos do que com aquilo que lhes dizemos. Aos poucos com o tempo vão processando, assimilando e sem darem por isso faz parte delas. Como dizemos muitas vezes são “macaquinhos de imitação”. E são. E nós somos um exemplo para eles. Não basta dizermos que temos de lavar as mãos antes de comer temos que lhes mostrar o quão banal isso é para nós, para também um dia o ser para eles. É connosco que aprendem a relacionar-se com o mundo e o que esperar ou não dele. Hoje pensava nisto enquanto ia para o trabalho. E pensava na nossa classe política... Mais propriamente no nosso PM que prega A e faz B. Que exemplo é este? Bolas?! Com que moral, com que direito podemos exigir dos outros o que não exigimos a nós próprios? Mudar o rumo de Portugal é também mudar esta mentalidade. Exigirmos mais. Exigirmos pessoas capazes de dar o exemplo.



terça-feira, 3 de março de 2015

Oh Mr. Darcy I knew you had it in you!


Kingsman: The Secret Service,
Matthew Vaughn, 2015


Sexta-feira e mais uma semana que termina. Sistersitter in the house. Há que aproveitar. The Imitation Game, The Theory of Everything ou Still Alice? Bah... Tudo bom, tudo um pouco deprimente para uma sexta-feira desgastante. Hum... Então nada melhor que um combi de Kill Bill-James Bond-Kick Ass para desanuviar e começar o fim-de-semana em grande. AWESOME. Divertimento garantido. É tudo aquilo que promete e muito mais.


sábado, 28 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mini biblioteca II

foto ella


Como criar um bébé bilingue? Não sei, não faço ideia. Não temos regras por aqui. Aliás, minto, temos apenas uma: ser o mais natural possível. E tem corrido bem. Como desde que nasceu que o papá e a restante família paterna lhe falam em francês para ele é algo natural. Aqui ficam alguns dos livros da mini frenchie biblioteca do kirikou que também servem para a mamã aprender.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Oceanário

A primeira ida ao oceanário com o nosso pequeno explorador foi absolutamente fantástica. Ver aqueles pequenos olhinhos fascinados a abrirem-se para o mundo, a explosão de alegria... Enche-nos o peito e derrete-nos o coração. Não há palavras. Os filhos têm esse poder de nos mostrar o que é ver o mundo pela primeira vez. E também para nós o mundo ganha novas cores, novas texturas, novos sons. Fazem-nos regressar e reviver. Mas a maior lição que o meu filho me ensina todos os dias é a distinguir o que é essencial do que é supérfluo. 














Todas as fotos são do louis!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Um livro e um filme VIII


Gone Girl
Filme de David Fincher (2014)
Livro de Gillian Flynn (2012)


Gostei muito do filme. Intrigada pelo final alternativo do livro e pelas excelentes críticas que me chegaram aos ouvidos, resolvi pegar no livro. E gostei muito. Tanto ou mais que o filme. Se é melhor que o filme? O que é que interessa, se a literatura e o cinema são linguagens diferentes. O que peço/espero de um livro não é o mesmo que de um filme. Por isso acho que estão bem cada um no seu género. Ou talvez por ter visto o filme antes do livro não seja tão crítica relativamente ao filme. Quanto à história? Uma mulher desaparece e todos os olhares se voltam  para o marido revelando aos poucos as falhas do que parecia ser um casamento perfeito. Esta frase é muito redutora e fica muito aquém da perversidade e complexidade da história, mas tudo o que se possa revelar ou opinar estraga. E aí sim o livro é infinitamente mais intricado, interessante e obscuro. Apesar da singularidade da história leva-nos a reflectir sobre a nossa própria relação. Sobre aquilo que cada um de nós quer do outro e de como isso pode mudar com o tempo, a imagem que temos do outro e aquilo que revelamos. Então e quanto ao final? Para mim não são diferentes. O livro vai mais além, ou descreve no fundo aquilo em que fiquei a pensar. Só tenho pena que tenham eliminado a última frase que é tão aterradora, e teria resultado no cinema de forma brilhante.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Whiplash


Whiplash, Damien Chazelle (2014)


Terence Fletcher: I was there to push people beyond what's expected of them.
I believe that's an absolute necessity.


Há imagens que ficam para sempre gravadas na nossa memória. Lembro-me de estar com o meu pai a ver televisão. Como sempre, eu aninhada no seu abraço. Coltrane. Coltrane foi a minha primeira paixão pelo Jazz. John Coltrane Quartet em concerto. Quatro tipos em ebulição impecáveis nos seus fatos a escorrer de suor. Eu não conhecia aquelas pessoas. Ou achava que não conhecia. Na realidade sempre foram a banda sonora da minha vida. Impressionou-me naquela gravação a preto e branco, a tranquilidade, a segurança mas sobretudo a forma como aqueles quatro tipos mostravam que estavam a dar tudo o que tinham e o prazer que isso lhes dava. Era essa a lição que o meu pai me queria dar.

Whiplash é sobre isso. Uma história simples e mais comum do que podemos pensar. Um professor tenta elevar os seus alunos e descobrir neles uma centelha de genialidade através do mais antigo e menos ortodoxo dos métodos. Ninguém ou quase ninguém deve concordar com o método e atrevo-me a dizer que é o método adoptado por aqueles que se sentem frustrados por nunca terem ascendido ao que sonharam. Duvido que seja o melhor meio de atingir um fim, mas falta nos dias de hoje essa vontade de querer fazer melhor. De ser melhor. Ou pelo menos tentarmos. É difícil quando as portas se fecham tantas vezes. Cansa. Mas também é triste optarmos pelo bonzinho. Simplesmente.

Terence Fletcher: There are no two words in the English language more harmful than good job.

Muito bom filme. Sobretudo pela história e pelos actores.
Não percam!


sábado, 31 de janeiro de 2015

Novo desporto

Mamã tem rodas...
Desliza... 
É um carro!

by ella


Ou como eu gosto de chamar...
Curling with droids!


(E sim... É o aspirador!)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Banda do Mar

by ella


Quarta-feira, concerto da Banda do Mar no Tivoli. Com a semana pela metade e a cabeça atolada em trabalho e frustrações, o concerto foi uma lufada de ar fresco. Em duas palavras: BOA ONDA! Tão boa onda! "Légau" mesmo! Ideal para levantar a moral. Gosto destes concertos/espectáculos assim... Pequenos intervalos na rotina. A meio da semana, a começar cedinho, sem nos roubarem o sono. (E agora que páro para ler o que escrevi digo para mim própria que isto é mesmo coisa de velha! Bolas!)

Obrigada querida BB*, adorei saborear a minha prenda de aniversário na tua companhia!
Iremos certamente repetir!
E sim tens razão, a Mallú, é uma querida.


Ps. Malta do som para a próxima façam um melhor trabalho.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Surpresa mamã!

 

Todo e qualquer sítio é uma potencial garagem!


Mamã: Então era aqui que a ambulância estava escondida...
Kirikou: Nãooooooo!


E pronto...



domingo, 18 de janeiro de 2015

Birdman


Sistersitter in the house... Movie night! Yeah! 




Hum... Como descrever... A sensação não é a de que saímos de uma sala de cinema mas de uma peça de teatro. Portanto, é um filme que é uma peça de teatro sobre uma peça de teatro e de um homem à procura de significado. Gostei muito. Muito. Birdman é um trabalho de actores, todos os actores spot on. Aliás ficamos a pensar se o Michael Keaton foi uma escolha ou se o filme foi feito para ele. Birdman é também tecnicamente incrível, um verdadeiro "tour de force" cinematográfico, com provavelmente o maior plano sequência (virtual) de que há memória. E a banda sonora é a cereja no topo do bolo, tornando toda a experiência um verdadeiro solo de bateria... Não percam, num cinema próximo de vocês!


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Epá já é sexta-feira outra vez...


Não sei se a vossa semana passou tão rápido quanto a minha, na realidade nem dei por ela. Fiz mil e uma coisas, risquei muitos itens da minha lista. Só que por cada um que desaparece aparecem mais dois ou três. É uma história interminável. O que bem vistas as coisas é bom sinal. Um dia de cada vez. Tudo se faz.

Esta semana os meus "miúdos graúdos" deram a conhecer à "cota" este rapaz com cara de menino e voz de quarentão... George Ezra. Achei piada. Serei a única que ainda não o conhecia?



Budapest,
by George Ezra

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Amadora BD



Não é de hoje, mas achei uma pena não partilhar... Aqui ficam algumas fotos da nossa breve visita ao 25º Festival de Banda Desenhada da Amadora com a atenção dividida entre as pranchas de BD e um pequenote à descoberta do mundo. Uma tradição que esperamos manter ao longo dos anos.
Para o ano não percam! Diversão para miúdos e graúdos!





















Todas as fotos são do Louis!


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Música para o fim-de-semana




A minha amiga BB* presenteou-me com um bilhete para o concerto destes senhores...
Banda do Mar
Não conhecia, ouvi e gostei.
Enquanto aguardamos pelo concerto aqui fica em modo repeat...



Mais Ninguém,
Banda do Mar


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Je suis Charlie


Hemingway once wrote,
"The world's a fine place and worth fighting for."
I agree with the second part.

William Somerset, in Seven (1995) by David Fincher


An Age of License


by Lucy Knisley


Então é isso?
E quando é que acaba?


Primeiro livro de 2015... An Age of License: a Travelogue, de Lucy Knisley.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Séries que papámos como se não houvesse amanhã



Mozart in the Jungle... Um olhar sobre a vida de uma orquestra dos seus músicos profissionais e wannabe's. Original e divertida, com a participação de grandes actores e a realização de não menos grandes cineastas!



Luther podia ser mais uma série de polícias mas não é. E não é graças ao Luther. Ele é aquele tipo que anda com ar de quem dá um enxerto de porrada ao primeiro que lhe aparece à frente mas na realidade é uma joia de moço. Luther é uma grande personagem com carisma de super herói. Impossível resistir.