quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Sugestões de uma Viciada em Podcasts

Estamos rendidos ao mundo dos podcasts. É um facto. A caminho do trabalho, quando corro, no carro, ou até quando se passeia o cão... Quando se tem pouco tempo para ler jornais e ouvir as notícias para pôr a actualidade nacional e mundial em dia parece-me a opção perfeita. Mas alto lá ainda estou longe de me render aos audiobooks ou aos podcasts profundamente geeks do meu chérie. Gosto de ouvir o Governo Sombra, Bloco Central, Bullseye, Fresh Air, O Amor é, o PRIMO e a Prova Oral...
Deixo-vos aqui algumas coisas que gostei ouvir no último ano... Experimentem que vale a pena!



“The hardest thing for me as a parent that I didn’t really expect was to what extend my experiences are a little irrelevant to them. Their childhood it’s so completely there own and that they are not having my childhood. I think that I thought that they would. I found myself, particularly with my son when he was young, buying the same toys that I have played with like I wanted him to have my childhood in same way. I don’t think this was intellectual our conscious, I think I just imagined that’s what childhood was and so it must be the same. And yet his childhood it’s much different than mine. (…) Accepting your kids and their own terms and speaking to them in ways that are relevant to them and not just making this assumptions of what its like to be them.” Ethan Hawke




“(...) Qualquer processo de crescimento visa a maior autonomia dos nossos filhos sem comprometer os laços afectivos. Exemplo que desde logo podemos dar de um comportamento desadequado consciente ou inconsciente é porque temos um medo pânico de os perder nós prendemo-los. Prendemo-los ás vezes com determinados álibis... É tudo para o bem deles, o mundo é perigoso, mais isto, mais aquilo. Na realidade o que se passa é que nós precisamos deles e não conseguimos ter uma atitude eu diria saudável em termos psicológicos de: ele ou ela vai crescer, é um homem ou uma mulher, como eu, mas além disso com uma dimensão magnífica... É meu filho. E porque nos amamos eu não o vou perder. Nem perder ponto. Nem perder para a mulher dele ou para o marido dela. Ou isto ou aquilo. Há confiança nisto.” Júlio Machado Vaz


  • Fresh air, entrevistas a não perder:






sábado, 7 de novembro de 2015

Amadora BD 2015

Este é o último fim-de-semana do 26º Festival Internacional de Banda Desenhada. Não percam a oportunidade de ir até lá. Este ano é dedicado aos mais pequenos, ou melhor dizendo, a crianças de todas as idades. Nós mantivemos a tradição e saímos de casa no fim-de-semana passado debaixo de um temporal para passar por lá. É de louvar o design e criatividade de toda a exposição bem como os conteúdos... Sente-se que melhora de ano para ano. Obrigada Amadora Bd por uma manhã em boa companhia!
































"RECEÇÃO."... WHAT?! 


sábado, 23 de maio de 2015

We Are All Completely Beside Ourselves


de Karen Joy Fowler

by ella


"The happening and telling are very different things. This doesn’t mean that the story isn’t true, only that I honestly don’t know anymore if I really remember it or only remember how to tell it. Language does this to our memories, simplifies, solidifies, codifies, mummifies. An off-told story is like a photograph in a family album. Eventually it replaces the moment it was meant to capture."


Emprestaram-me este livro com uma grande recomendação e não desapontou em nada. Uma história original que nos deixa agarrados desde o início. Sobre a família. Sobre a memória e os seus mecanismos. Sobre a ausência. Sobre o que faz de nós humanos. A realidade pelos olhos de uma criança. As recordações que se guardam e o modo como as revisitamos em adultos. E muito mais... Da história nada vos direi senão perde-se o melhor pois é um livro para twist lovers que me fez ficar a pensar: desta não estavas à espera! Muito bom, daqueles livros que passado semanas ainda pensamos neles.


Se quiserem um teaser!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Ir... Génesis, Sebastião Salgado


ella


No sábado fomos espreitar a exposição. Esperávamos uma enchente em dia de feriado nacional, mas pela manhã estava tudo tranquilo. Tinha muita curiosidade pela exposição não só porque sou uma apaixonada pelo seu trabalho e pelos muitos elogios que já tinha ouvido de quem já tinha visto, mas também porque parte da exposição é dedicada aos mesmos locais por onde nós já passamos. E não desiludiu. Sebastião Salgado não é aquilo a que se chama um fotógrafo de sorte. Isto é, não é aquele fotógrafo que está no sítio certo no momento certo. Pelo contrário ele tira o melhor partido do sítio onde está, sem encenação. E Génesis é isso... A essência pura capturada a preto e branco. E o melhor elogio da exposição acho que é dizer que era feliz se trouxesse qualquer uma daquelas fotos para casa. (Excepto talvez as que têm pessoas...)

Até dia 2 de Agosto na Cordoaria Nacional.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Da amizade





Quando o amor chega ao fim, os outrora enamorados seguem as suas vidas. Quando só o amor não chega cada um segue o seu caminho. Não interessam os motivos. Não há culpados. Acabam. Com a amizade é igual. Podemos gostar muito de alguém. Reconhecer-lhe as virtudes. Desejar-lhe o melhor. Mas simplesmente não estarmos dispostos a voltar sempre à mesma casa de partida, ao mesmo lugar comum. Não temos que insistir. Não temos que dar um sem fim de oportunidades. E tal como numa relação não temos que nos punir por isso. Não temos que nos culpar. Guardemos os bons momentos e prossigamos viagem.



Ps. Bolas... Há precisamente 2 anos escrevi sobre o mesmo assunto. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Where the wild things are


ella


Alguém que me explique o raciocínio do meu filho que insiste que o melhor sítio para montar o jardim zoológico é atrás do móvel...
Será isto que ele aprendeu com a ida ao jardim zoológico?


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ode aos dias cinzentos


ella



Não há visão mais deprimente que esta. Chegamos à estação e ups.... Onde esta o meu comboio? Olhamos para o painel e é isto. Mas afinal o que é que se passa? Atirou-se outra vez alguém para a linha? Será que estão outra vez em greve? Andamos ali de um lado para o outro sem perceber, até que ouvimos alguém comentar que "sim senhora, estão com perturbações por motivo de greve". Olhando para o placar eu deveria ter percebido, mas não. E porquê? Porque nos dias de hoje suprimir comboios quando lhes apetece é absolutamente banal. Sim, banal. Eu uso a linha de cascais há mais de 10 anos e sempre considerei um excelente serviço público. Nos últimos anos os serviços deterioram-se como com muitos outros serviços públicos e empresas públicas. A finalidade de todas estas medidas não é a salvação mas a venda. Mais uma política deste governo: a destruição. Convencer as pessoas de que não vale nada, de que é um peso morto. Como os CTT ou a TAP. E depois vamos vender baratinho. Os comboios onde eu ando, estão cheios. E poderiam ainda estar mais cheios se não fossem todas estas novas medidas. Assim como o metro. Os passes não são baratos. Os bilhetes de uma viagem são ao nível de outras cidades europeias com salários mínimos que ao pé dos nossos nada têm de mínimos. Querem repensar os serviços, repensem mas para melhor. Façam greves mas não avisem só com uma semana de antecedência. (E só em português.) Porque por vossa causa também nós temos que repensar as nossas rotinas e gastar em transportes mais do que aquilo que ganhamos por dia a trabalhar. Façam greve mas não em véspera de fim-de-semana ou só por 4 ou 5 horas. Lamento mas isso não é greve.




sábado, 28 de março de 2015

Do tempo que é nosso

ella


Como é que tu tens tempo para fazer isso? A resposta é simples não tenho. Hoje a minha gestão é feita por opções, escolhas. Ou isto ou aquilo. Para fazer umas coisas não faço outras. E sobretudo não durmo. Se faço exercício, acordo cedo. Não durmo. Se aterro no sofá a ver séries, filmes ou a escrever, deito-me tarde. Não durmo. Basicamente é isso. Mas também desde quando é que dormimos tudo o que gostaríamos? Às vezes pergunto-me que raio fazia eu com o tempo antes de ser mãe? Parece-me hoje que tinha todo o tempo do mundo e por minha conta. Admiro outras mães que fazem tudo. Mães que riscam todos os itens da lista. Eu não. Eu sou a mãe que termina o dia com menos dois itens na lista e ainda acrescenta mais dois ou três. E fico contente. Porque o mais importante não está na lista. E foi feito.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Not that Kind of Girl

ella

Por altura do Natal enquanto andava em busca de prendas de Natal encontrei o livro da Lena DunhamNot that Kind of Girl. Depois de ter lido uma entrevista com ela fiquei com vontade de a conhecer melhor. Lena Dunham é tudo menos consensual. Quando comecei a ver a série foram precisos uns quantos episódios para entrar no espírito. Primeiro estranha-se depois entranha-se. Tal como na série também no livro Lena é igual a ela própria. Lena é verdadeira e assume-se. O livro não é literatura mas não tem pretensão de o ser. É descontraído, tem momentos divertidos e outros que claramente não foram editados. Lena (ainda) não está ao nível de uma Tina Fey mas está a tentar. Lena não faz um retrato do que é a sua geração, mas faz um retrato do que é a sua realidade. E a verdade é que por muito diferentes que as nossas realidades sejam há certos pontos que são transversais a todas nós.


A Cup of Jo: You've talked about your fascination/fear of death. What would you want written on your tombstone?
Lena Dunham: I know exactly. When my great aunt Doris died last December, she was almost 101. I got a beautiful small watercolor she had painted during her life, and it was of a tombstone. And the tombstone said, "She has done her best."
in A Cup of Jo


PS. Esta semana o meu chérie chamou-me a atenção para este artigo de opinião sobre a série. 

domingo, 22 de março de 2015

Da mamã para o papá com amor

ella


É nos dias em que estou sozinha e tenho que fazer tudo sozinha que me apercebo o quão mais fácil é ter alguém com quem partilhar as rotinas. O quão bom é ter uma boa equipa. Alguém que antecipa as nossas jogadas e nos apoia, alguém que partilha da mesma táctica e conhece todas as jogadas, alguém que festeja e chora connosco, alguém que nos dá uma palmadinha e diz "foi bem!", ou "não desiste!" ou "para próxima é melhor!". Alguém que quer o mesmo que nós para NÓS. Tenho a certeza que não poderia ter escolhido um melhor pai. Sempre soube. E sei que um dia também o Kirikou vai dizer de sorriso nos lábios e de peito cheio de orgulho... O meu pai é o melhor do mundo. E é mesmo.


sexta-feira, 13 de março de 2015

Não te faz lembrar ninguém?


Brevemente em Hotel Transylvania 2


Se calhar já está na altura de lhe cortarmos outra vez o cabelo?



quinta-feira, 5 de março de 2015

Exemplar


ella



Um dia depois do intervalo enquanto a professora não vinha a menina sentou-se em cima da sua secretária. Quando a professora chegou pregou-lhe um raspanete porque não era de boa educação sentar-se em cima da secretária. Ao que a menina respondeu: Mas a senhora professora senta-se em cima da sua?

Toda a gente sabe que as crianças aprendem com os exemplos. Mais com os exemplos do que com aquilo que lhes dizemos. Aos poucos com o tempo vão processando, assimilando e sem darem por isso faz parte delas. Como dizemos muitas vezes são “macaquinhos de imitação”. E são. E nós somos um exemplo para eles. Não basta dizermos que temos de lavar as mãos antes de comer temos que lhes mostrar o quão banal isso é para nós, para também um dia o ser para eles. É connosco que aprendem a relacionar-se com o mundo e o que esperar ou não dele. Hoje pensava nisto enquanto ia para o trabalho. E pensava na nossa classe política... Mais propriamente no nosso PM que prega A e faz B. Que exemplo é este? Bolas?! Com que moral, com que direito podemos exigir dos outros o que não exigimos a nós próprios? Mudar o rumo de Portugal é também mudar esta mentalidade. Exigirmos mais. Exigirmos pessoas capazes de dar o exemplo.



terça-feira, 3 de março de 2015

Oh Mr. Darcy I knew you had it in you!


Kingsman: The Secret Service,
Matthew Vaughn, 2015


Sexta-feira e mais uma semana que termina. Sistersitter in the house. Há que aproveitar. The Imitation Game, The Theory of Everything ou Still Alice? Bah... Tudo bom, tudo um pouco deprimente para uma sexta-feira desgastante. Hum... Então nada melhor que um combi de Kill Bill-James Bond-Kick Ass para desanuviar e começar o fim-de-semana em grande. AWESOME. Divertimento garantido. É tudo aquilo que promete e muito mais.


sábado, 28 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mini biblioteca II

foto ella


Como criar um bébé bilingue? Não sei, não faço ideia. Não temos regras por aqui. Aliás, minto, temos apenas uma: ser o mais natural possível. E tem corrido bem. Como desde que nasceu que o papá e a restante família paterna lhe falam em francês para ele é algo natural. Aqui ficam alguns dos livros da mini frenchie biblioteca do kirikou que também servem para a mamã aprender.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Oceanário

A primeira ida ao oceanário com o nosso pequeno explorador foi absolutamente fantástica. Ver aqueles pequenos olhinhos fascinados a abrirem-se para o mundo, a explosão de alegria... Enche-nos o peito e derrete-nos o coração. Não há palavras. Os filhos têm esse poder de nos mostrar o que é ver o mundo pela primeira vez. E também para nós o mundo ganha novas cores, novas texturas, novos sons. Fazem-nos regressar e reviver. Mas a maior lição que o meu filho me ensina todos os dias é a distinguir o que é essencial do que é supérfluo. 














Todas as fotos são do louis!