sábado, 3 de dezembro de 2005

Para Começar III...


Para acabar a trilogia em beleza...Moçambique! Terra de magia, despertar de odores desconhecidos, cores impossíveis e sabores inimagináveis, blá blá blá blá blá. Ficava porreiro num postal ou na introdução de um guia Michelin. Bem, Moçambique não é isso, mas também o é à sua maneira (sobretudo no que toca aos odores...). Antes de mais, entrando na cidade, é apenas, pura e simplesmente, o caos. E isto não é uma metáfora, nem qualquer tipo de eufemismo. Literalmente o caos. Já não basta o moçambicano preferir conduzir à esquerda, ele ainda tem que atravessar a estrada de qualquer maneira, empilhar-se nas milhares de pequenas camionetas com faixas vermelhas que chamam bus, ir a discutir com o gajo do carro ao lado, buzinar para tudo o que mexe, ultrapassar onde houver mais espaço, mudar de sentido atravessando o separador onde mais lhe convém, etc etc etc, só vendo. Depois de 10 horitas de avião ainda nos perguntamos se não estávamos mais seguros a 18 mil metros de altitude. Mas pensando melhor, não. É tudo uma questão de hábito. Passado umas horas, aquilo tornou-se tão natural como o facto de pagar 50000 meticais para pagar uma cerveja (Lourentina e 2M, um tesouro bem guardado). E de resto? Passados 3 dias com as alminhas (Jazz com Alma featuring Monica Ferraz from the Globo de Ouro award winning group MESA) posso afirmar com certeza que Moçambique tem um ritmo bem próprio e que encontramos nele muitos motivos para lá voltar. A cerveja, a comida, as pessoas, o Sol, o Mar a 29º, e lá está, o constante "kum, tsekum ts-kum, tsekum ts-kum" que se infiltra no rabo de qualquer um após 24 horas de lá estar. Ok, pronto, bastam 4 horitas para ficar contagiado. É tudo uma questão de hábito...
Só fica a 8900km, encontramo-nos lá?
LOUIS

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