quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Mar Adentro

Este foi um dos muitos filmes que gostava de ter visto no cinema, mas que infelizmente, deixei passar... até que, na semana passada por mero acaso num zapping antes de ir dormir, apanhei o início do filme. Ou melhor, fui apanhada porque acabei por vê-lo até ao fim. Ainda me lembro de ver Ramón Sampedro nos telejornais, aclamando por um direito dele e de todos nós. O direito de cada um poder julgar o que é para si viver e morrer, dignamente. Não pretendo falar hoje, da eutanásia, talvez noutro dia. Hoje, quero falar do filme e do homem que aposto, não deixou quem viu indiferente. À parte da realização (Alejandro Amenábar) e da interpretação (Javier Bardem) notáveis, com uma personagem "presa" a uma cama, o filme flui...voa. É de uma humanidade...avassaladora. Ramón Sampedro era um homem capaz de tocar todos aqueles que o conheciam e diria até, encantador.
E para mim, a pergunta que fica no ar é: até que ponto o nosso amor por outra pessoa se poderá transformar em egoísmo?? Até que ponto podemos "obrigar" alguém a viver usando apenas como justifucação para isso, o nosso amor. Apenas porque sabemos o quanto a ausência dessa pessoa nos fará sofrer. Para mim, esta é a derradeira prova de amor...sermos capazes de pôr de lado os nossos sentimentos, e abdicar de alguém em prole da sua felicidade.
Vale a pena ver!(aconselho aos mais sensíveis um pacotinho de lenços!)
Ella

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