quinta-feira, 18 de abril de 2013

Do tempo e da amizade


Photo by James Burke, via Green Eyes 55.


Em tudo o que fazemos existe um equilíbrio entre o que damos e o que recebemos. O quanto investimos em alguma coisa e o que recebemos em troca. Quer seja no trabalho, numa relação ou com nós próprios. Todo o sistema em equilíbrio sofre perturbações. Não é preciso saber muito de termodinâmica para perceber isso. E cabe a nós repor esse equilíbrio ou alcançar um novo estado de equilíbrio.
Na amizade também é assim. Recebemos aquilo que damos. Damos aquilo que recebemos. Ou deveria ser assim. Quando não é desistimos, desinvestimos.
Para a amizade como para o amor é preciso tempo. É preciso, por vezes, encontrar tempo. A amizade quando é amizade tem um carácter quase intemporal. Pode ficar perdida no tempo uma década enquanto percorremos caminhos divergentes e quando retomada voltamos a encontrar-nos no sítio onde tínhamos ficado. Mas não podemos esperar que um amigo corra para sempre atrás de nós, do mesmo modo que desistimos de investir numa relação descompensada. Não podemos cobrar do outro aquilo que não sabemos dar. É o essencial.

1 comentário:

  1. Tudo, tudo isso... em especial "Não podemos cobrar do outro aquilo que não sabemos dar. É o essencial." Beijinhos da BB***

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