domingo, 11 de fevereiro de 2007

Abstenção 56,39% - Sim 59,25% - Não 40,75%

Balanço:
Vitória da abstenção - Mesmo com os tais 7% de abstenção técnica não se explica o desinteresse geral do Zé Povinho.
Derrota da demagogia - O argumento "Pela vida" caiu por terra. Todos somos pela vida, a nossa constituição defende isso mesmo e os arautos dos bons costumes e da moral geral, tiveram de mudar de discurso a meio do campeonato. Alguém lhes deve ter explicado que não era essa a pergunta...
Apartidarismo - Gostei muito de ver "inimigos" políticos lado a lado a defender ideais comuns.
Empenho pessoal do PM - Ao contrário de 98 o Primeiro Ministro empenhou-se pessoalmente na campanha, e bem quanto a mim. Ganhou novo fôlego, mas segunda feira recomeça a contestação social.
Mau ganhar e mau perder: Apesar da muita estima que tenho por ele, não ficou bem ao Francisco Louçã gabar-se da mensagem que os católicos tinham dado à sua Igreja. Tal como não era uma luta de partidos, também não era de Credos.
O mau perder de alguns elementos pelo Não que sugeriram que o resultado não valia não lhes fica nada bem... Em 98 valeu, ontem nao?
Tempo de antena- Se o PSD não assumiu uma posição oficial sobre o assunto, porque é que também fez uma declaração formal?
Como é possível? - Com uma taxa de abstenção destas se ter deixado de falar nos projectos piloto para o voto electrónico. (Até o Benfica nas ultimas eleições lá chegou)
50% + 1 ? - Acho excessivo ter de haver uma maioria absoluta para vincular uma lei sujeita a referendo. Quem fica sentado no sofá a ver repetições de filmes do Jackie Chan ainda se fica a rir...
Telegenia - É sempre um prazer ver a Joana Amaral Dias na televisão. Brains and looks :)
Dever Cívico - No Sábado ao jantar falava-se num certo orgulho e pose de peito inchado no povo quando vai votar. Verifiquei isso mais uma vez e o espírito de Abril continua vivo.
Ex-presidente numa mesa de voto? Brilhante! A democracia na sua plenitude.
Mais uma vez - Se não contar com eleições europeias, que ninguém perde, não me lembro de ter ganho alguma votação, a maior parte das vezes por acreditar piamente na importância do contra. Ontem perdi outra vez, por menos de 7%, desta vez para os cinco milhões que não quiseram ou não puderam deslocar-se à sua mesa de voto.
Mulheres - Foram sem duvida as grandes vencedoras do dia. Todas! A Mulher portuguesa ganhou ontem mais uma liberdade. A liberdade de não ser ostracizada por uma lei hipócrita e medieval. A liberdade de escolha. Agora senhoras e senhores deputados fazem favor de desenhar uma lei justa e solidária.
P.S. Hoje sai o novo PÚBLICO. O jornal de sempre foi renovado e está todo a cores. Um autentico festim para os olhos. Gostava muito do símbolo antigo, não gosto assim tanto daquele P vermelho e gorducho, mas vou-me deliciar a folheá-lo como sempre, ainda mais com a notícia de capa.

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