sábado, 9 de dezembro de 2006

Inverno


O nosso tempo esgota-se, sinto-o. Não há nada que possa fazer para atrasar o relógio e gelar o tempo. Não quero perder-te. Não quando em tantas coisas ainda me és estranho. Guardo a tua mão nas minhas. Frágil. Frágil como nunca o foste. Frágil porque pela primeira vez e única na tua vida, não tens mão no destino. A vida já não é tua, e sempre foi. Sempre. Nada podes fazer. Nada podemos fazer. A não ser dar-te a mão e guardar-te.

Ella

Photo by Ella.

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