terça-feira, 23 de maio de 2006

A minha Alma

A minha alma
Está armada e apontada
Para a cara do sossego
Pois paz sem voz
Não é paz, é medo

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero conservar
Para tentar ser feliz

As grades do condomínio
São para trazer protecção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe
Sentar na poltrona
No dia de domingo

Procurando novas drogas de aluguer nesse vídeo, coagido pela paz que eu não quero seguir admitindo.

Maria Rita
Composição: Marcelo Yuka
Photo by Madame Mayoly
Ella

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