quinta-feira, 27 de abril de 2006

Barreira Invisível

Há dias em que acordamos e a barreira invisível que nos separa dos outros é demasiado grande. Ou pensando melhor, talvez seja o contrário. Talvez seja demasiado fina, de tal forma que tudo nos toca demasiado... e todo o gesto do outro é uma invasão ao nosso espaço. Hoje foi um desses dias. Peguei no tabuleiro e tentei encontrar uma mesa para almoçar sozinha. Tudo o que eu queria era almoçar sozinha, e não ter que falar com mais ninguém a não ser comigo. Infelizmente, não havia mesa e acabei por ter que pedir para me sentar numa mesa já ocupada. Pelo menos era alguém estranho com quem não havia necessidade de manter uma conversa. Ou pelo menos foi isso que pensei. Mas não, a dada altura começou a conversar comigo. Hoje não, não me apetece. Mas a pessoa insistia. E acabei por dar a minha opinião sobre o assunto que me lançou... e como digo sempre o que penso, bom digamos que sempre acabei por almoçar sozinha. E o dia continuou assim... em dias assim só alguns têm permissão de nos tocar.

It's the sense of touch.
What?
Any real city, you walk, you know?
You brush past people.
People bump into you.
In L.A., nobody touches you.
We're always behind this metal and glass.
I think we miss that touch so much that we crash into each other just so we can feel something.

Script do filme Crash

Ella

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