terça-feira, 16 de janeiro de 2007

A problemática da homeostasia do meio interno




A homoestasia do meio interno é um tema fulcral em Biologia. Eu diria que é uma problemática central em todas as ciências.

Será provavelmente a questão fundamental da Vida, do Homem, dos seres e do Universo.

Bioquimicamente a coisa é fácil de explicar, os sistemas tendem para o equilíbrio ponto final. A psicologia dá-lhe muitas voltas e acaba por dizer que o ser busca a felicidade e passa por uma série de processos internos que se revelam externamente na forma de comportamentos como fruto dessa busca, que no fundo motiva toda e qualquer acção humana.
Claro, o biólogo descomplica dizendo que os sistemas biológicos tendem para o equilíbrio mas como resultado da adaptação ao constante mundo em evolução.
O físico e o astrónomo vão mais longe, às origens do Universo, explicando como é que um amontoado de electrões, neutrões, protões e forças que ninguém vê mas toda a gente sente, tendem para um equilíbrio intangível, sendo ele provavelmente o motor de tudo o que existe e existirá.
O químico tem tudo muito claro, duas moles para um lado, uma seta com dois sentidos no meio e duas moles para o outro. Lavoisier dizia nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma, e a gente obedece.
O músico dirá que isso não lhe interessa nada, desde que não estrague a propagação do som através do ar estrague a acústica da sala...
Depois chega o filósofo que não sabe nada de físico-química mas diz logo que pensa e logo existe. Segue-se o Damásio que vem explicar o erro de Descartes que se prolongou enraizado na cultura humana ao longo dos séculos, que diz que afinal é preciso existir para pensar, e que a consciência humana não passa de uma série de reacções químicas e radiações electromagnéticas produzidas por diferenças de potencial entre iões de cálcio e magnésio que se propagam a diferentes velocidades ao sabor da existência ou não de mielina. No meio de tudo isto estava o Alberto Caeiro a guardar o seu rebanho e a dizer que pensar é estar doente dos olhos.
Mas o povo é que sabe e quem não vê é como quem não sente.
Bem com tudo isto, as conversas são como as cerejas e uma leva a outra e esqueci-me de explicar o que era a homeostasia do meio interno e o propósito deste post.
Mais filósofo, menos filósofo, menos científico, mais científico, a verdade é só uma: Quero ser Feliz! Como dizia José Mário Branco: Quero Ser Feliz Agora!



... mesmo que para isso seja precisa a homeostasia do meio interno!

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