quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O meu País

Nem sei como começar. Gosto muito do meu País. Portugal. Gosto muito. Estou cansada de ouvir atacarem-no constantemente. Cansada. Estou cansada de ver destruírem-no. Cansada. Gosto muito do meu Povo. Os Portugueses. Estou cansada de ver pedirem-lhe sacrifícios por uma ideia de País que não olha por eles. Vejo-os trabalhar. Vejo-os lutar. Vejo-os ajudarem-se uns aos outros. Vejo-os superarem-se. Vejo-os rir e chorar. Mas sobretudo vejo-os sonhar por um dia melhor. Um País devia proteger o seu Povo, a sua Nação. Esta ideia de País que querem para nós não é a minha. Não é. E não acredito que seja o País que os Portugueses idealizam.
Quem faz um País é o seu Povo, dizia alguém um dia destes.

Pois bem, a minha pergunta é o que é vamos fazer?
Queremos um País com valores e com futuro.



Todo começo é involuntário.
Deus é o agente.
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.
À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
«Que farei eu com esta espada?»
Ergueste-a, e fez-se.

O Conde D. Henrique, Mensagem.
Fernando Pessoa

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