domingo, 1 de abril de 2012

Home sweet home

Foto roubada do STIL inspiration!

A casa perfeita não existe. Pelo menos aquela que vimos nas revistas e blogs de decoração não existe. Tudo arrumadinho, branquinho e limpinho é uma quimera. "Quem é que ali vive?", é o que me pergunto quando as admiro. A realidade é que a desarrumação é pessoal. Quando falo em desarrumação falo em desalinho não em caos. Falo em sapatos aos pés do sofá, numa chávena de café na ponta da mesa, num monte de revistas e livros ao lado da cama, nuns chinelos no corredor, numa pilha de CD's ao lado da aparelhagem, num estendal de roupa na casa de banho, num cesto de roupa por passar ou nas caixas que ainda temos por arrumar porque nos falta sempre aquele armário mágico que ficou por comprar. Isto faz uma casa pessoal e intransmissível. Se eu gostava de ter uma casa como a das revistas? É claro que sim, mas a realidade é que isso é impossível. Ainda que vivêssemos sozinhos tenho duvidas. Muitas.
O melhor conselho que me deram para a vida a dois foi de contratar uma empregada e até hoje não me arrependo. É um luxo, sim, o primeiro que me concedi quando comecei a trabalhar. Se gostava de poder poupar esse dinheiro? Sem dúvida mas, mesmo implicando ter que me privar de outros prazeres da vida, vale cada tostão e é um bem essencial para o bem estar da minha relação. Depois de 8 horas de trabalho por dia ninguém tem vontade de fazer mais que o jantar, e por vezes nem isso. Quando por fim chega o fim-de-semana queremos aproveitar o tempo, não ficar a limpar a cozinha ou a casa-de-banho. Se nós não temos disposição para tal, o outro também não. Porquê chatearmo-nos e zangarmo-nos? Ter alguém que o faz por nós é uma benção, só é pena ser só uma vez por semana. E se os meus pais tivessem feito o mesmo talvez não se tivessem separado.
Não sou maníaca das limpezas mas adoro chegar a casa depois da magia acontecer. Desarrumação, desalinho, sim, mas limpinho.
Eu gosto da minha casa assim, imperfeita mas singular. Nossa.

ella

Ps. Lembrei-me desta música porque a menina dos lápis-de-cor contou-me que o marido de uma amiga dela é maníaco das limpezas e que ambos têm sempre a casa irritantemente impecável e limpa. Até os rodapés. Pois dizem que os maridos das outras são arquétipos da perfeição, mas eu prefiro o meu imperfeito mais-que-perfeito para mim.

Sem comentários:

Enviar um comentário