sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quando não estás

Atonement (2007), by Joe Wright

No primeiro dia chego a casa, descalço os sapatos e atiro-os para o meio do corredor. Silêncio. Estou sozinho. Abro o frigorífico. Jantar... Taça de korn-flakes. Estendo-me no sofá, abro o computador, ligo a televisão. Barulho. Estou sozinho. Sabe bem.
No segundo dia igual. Estou sozinho. Sabe bem.
Ao terceiro dia ainda o silêncio. Pego no telemóvel. Quando é que é mesmo que voltas? De novo o silêncio. Estou sozinho.
Ao quarto dia chego e ainda não estás. As horas passam lentamente. Silêncio. Vazio. Estou sozinho. E não sabe bem. Fazes-me falta.

ella

Das conversas que continuam para lá do que escutamos.

1 comentário:

  1. Que bonito este texto... solitário e profundo. Beijinhos, já com saudades BB*

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