Este é o último fim-de-semana do 26º Festival Internacional de Banda Desenhada. Não percam a oportunidade de ir até lá. Este ano é dedicado aos mais pequenos, ou melhor dizendo, a crianças de todas as idades. Nós mantivemos a tradição e saímos de casa no fim-de-semana passado debaixo de um temporal para passar por lá. É de louvar o design e criatividade de toda a exposição bem como os conteúdos... Sente-se que melhora de ano para ano. Obrigada Amadora Bd por uma manhã em boa companhia!
sábado, 7 de novembro de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
We Are All Completely Beside Ourselves
de Karen Joy Fowler
by ella
"The happening and telling are very different things. This doesn’t mean that the story isn’t true, only that I honestly don’t know anymore if I really remember it or only remember how to tell it. Language does this to our memories, simplifies, solidifies, codifies, mummifies. An off-told story is like a photograph in a family album. Eventually it replaces the moment it was meant to capture."
Emprestaram-me este livro com uma grande recomendação e não desapontou em nada. Uma história original que nos deixa agarrados desde o início. Sobre a família. Sobre a memória e os seus mecanismos. Sobre a ausência. Sobre o que faz de nós humanos. A realidade pelos olhos de uma criança. As recordações que se guardam e o modo como as revisitamos em adultos. E muito mais... Da história nada vos direi senão perde-se o melhor pois é um livro para twist lovers que me fez ficar a pensar: desta não estavas à espera! Muito bom, daqueles livros que passado semanas ainda pensamos neles.
Se quiserem um teaser!
quarta-feira, 29 de abril de 2015
A Ir... Génesis, Sebastião Salgado
ella
No sábado fomos espreitar a exposição. Esperávamos uma enchente em dia de feriado nacional, mas pela manhã estava tudo tranquilo. Tinha muita curiosidade pela exposição não só porque sou uma apaixonada pelo seu trabalho e pelos muitos elogios que já tinha ouvido de quem já tinha visto, mas também porque parte da exposição é dedicada aos mesmos locais por onde nós já passamos. E não desiludiu. Sebastião Salgado não é aquilo a que se chama um fotógrafo de sorte. Isto é, não é aquele fotógrafo que está no sítio certo no momento certo. Pelo contrário ele tira o melhor partido do sítio onde está, sem encenação. E Génesis é isso... A essência pura capturada a preto e branco. E o melhor elogio da exposição acho que é dizer que era feliz se trouxesse qualquer uma daquelas fotos para casa. (Excepto talvez as que têm pessoas...)
Até dia 2 de Agosto na Cordoaria Nacional.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Da amizade
Quando o amor chega ao fim, os outrora enamorados seguem as suas vidas. Quando só o amor não chega cada um segue o seu caminho. Não interessam os motivos. Não há culpados. Acabam. Com a amizade é igual. Podemos gostar muito de alguém. Reconhecer-lhe as virtudes. Desejar-lhe o melhor. Mas simplesmente não estarmos dispostos a voltar sempre à mesma casa de partida, ao mesmo lugar comum. Não temos que insistir. Não temos que dar um sem fim de oportunidades. E tal como numa relação não temos que nos punir por isso. Não temos que nos culpar. Guardemos os bons momentos e prossigamos viagem.
Ps. Bolas... Há precisamente 2 anos escrevi sobre o mesmo assunto.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Where the wild things are
ella
Alguém que me explique o raciocínio do meu filho que insiste que o melhor sítio para montar o jardim zoológico é atrás do móvel...
Será isto que ele aprendeu com a ida ao jardim zoológico?
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Ode aos dias cinzentos
ella
Não há visão mais deprimente que esta. Chegamos à estação e ups.... Onde esta o meu comboio? Olhamos para o painel e é isto. Mas afinal o que é que se passa? Atirou-se outra vez alguém para a linha? Será que estão outra vez em greve? Andamos ali de um lado para o outro sem perceber, até que ouvimos alguém comentar que "sim senhora, estão com perturbações por motivo de greve". Olhando para o placar eu deveria ter percebido, mas não. E porquê? Porque nos dias de hoje suprimir comboios quando lhes apetece é absolutamente banal. Sim, banal. Eu uso a linha de cascais há mais de 10 anos e sempre considerei um excelente serviço público. Nos últimos anos os serviços deterioram-se como com muitos outros serviços públicos e empresas públicas. A finalidade de todas estas medidas não é a salvação mas a venda. Mais uma política deste governo: a destruição. Convencer as pessoas de que não vale nada, de que é um peso morto. Como os CTT ou a TAP. E depois vamos vender baratinho. Os comboios onde eu ando, estão cheios. E poderiam ainda estar mais cheios se não fossem todas estas novas medidas. Assim como o metro. Os passes não são baratos. Os bilhetes de uma viagem são ao nível de outras cidades europeias com salários mínimos que ao pé dos nossos nada têm de mínimos. Querem repensar os serviços, repensem mas para melhor. Façam greves mas não avisem só com uma semana de antecedência. (E só em português.) Porque por vossa causa também nós temos que repensar as nossas rotinas e gastar em transportes mais do que aquilo que ganhamos por dia a trabalhar. Façam greve mas não em véspera de fim-de-semana ou só por 4 ou 5 horas. Lamento mas isso não é greve.
sábado, 28 de março de 2015
Do tempo que é nosso
ella
Como é que tu tens tempo para fazer isso? A resposta é simples não tenho. Hoje a minha gestão é feita por opções, escolhas. Ou isto ou aquilo. Para fazer umas coisas não faço outras. E sobretudo não durmo. Se faço exercício, acordo cedo. Não durmo. Se aterro no sofá a ver séries, filmes ou a escrever, deito-me tarde. Não durmo. Basicamente é isso. Mas também desde quando é que dormimos tudo o que gostaríamos? Às vezes pergunto-me que raio fazia eu com o tempo antes de ser mãe? Parece-me hoje que tinha todo o tempo do mundo e por minha conta. Admiro outras mães que fazem tudo. Mães que riscam todos os itens da lista. Eu não. Eu sou a mãe que termina o dia com menos dois itens na lista e ainda acrescenta mais dois ou três. E fico contente. Porque o mais importante não está na lista. E foi feito.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Not that Kind of Girl
ella
Por altura do Natal enquanto andava em busca de prendas de Natal encontrei o livro da Lena Dunham, Not that Kind of Girl. Depois de ter lido uma entrevista com ela fiquei com vontade de a conhecer melhor. Lena Dunham é tudo menos consensual. Quando comecei a ver a série foram precisos uns quantos episódios para entrar no espírito. Primeiro estranha-se depois entranha-se. Tal como na série também no livro Lena é igual a ela própria. Lena é verdadeira e assume-se. O livro não é literatura mas não tem pretensão de o ser. É descontraído, tem momentos divertidos e outros que claramente não foram editados. Lena (ainda) não está ao nível de uma Tina Fey mas está a tentar. Lena não faz um retrato do que é a sua geração, mas faz um retrato do que é a sua realidade. E a verdade é que por muito diferentes que as nossas realidades sejam há certos pontos que são transversais a todas nós.
A Cup of Jo: You've talked about your fascination/fear of death. What would you want written on your tombstone?
Lena Dunham: I know exactly. When my great aunt Doris died last December, she was almost 101. I got a beautiful small watercolor she had painted during her life, and it was of a tombstone. And the tombstone said, "She has done her best."
in A Cup of Jo
A Cup of Jo: You've talked about your fascination/fear of death. What would you want written on your tombstone?
Lena Dunham: I know exactly. When my great aunt Doris died last December, she was almost 101. I got a beautiful small watercolor she had painted during her life, and it was of a tombstone. And the tombstone said, "She has done her best."
in A Cup of Jo
PS. Esta semana o meu chérie chamou-me a atenção para este artigo de opinião sobre a série.
domingo, 22 de março de 2015
Da mamã para o papá com amor
ella
sexta-feira, 13 de março de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Exemplar
ella
Um dia depois do intervalo enquanto a professora não vinha a menina sentou-se em cima da sua secretária. Quando a professora chegou pregou-lhe um raspanete porque não era de boa educação sentar-se em cima da secretária. Ao que a menina respondeu: Mas a senhora professora senta-se em cima da sua?
Toda a gente sabe que as crianças aprendem com os exemplos. Mais com os exemplos do que com aquilo que lhes dizemos. Aos poucos com o tempo vão processando, assimilando e sem darem por isso faz parte delas. Como dizemos muitas vezes são “macaquinhos de imitação”. E são. E nós somos um exemplo para eles. Não basta dizermos que temos de lavar as mãos antes de comer temos que lhes mostrar o quão banal isso é para nós, para também um dia o ser para eles. É connosco que aprendem a relacionar-se com o mundo e o que esperar ou não dele. Hoje pensava nisto enquanto ia para o trabalho. E pensava na nossa classe política... Mais propriamente no nosso PM que prega A e faz B. Que exemplo é este? Bolas?! Com que moral, com que direito podemos exigir dos outros o que não exigimos a nós próprios? Mudar o rumo de Portugal é também mudar esta mentalidade. Exigirmos mais. Exigirmos pessoas capazes de dar o exemplo.
terça-feira, 3 de março de 2015
Oh Mr. Darcy I knew you had it in you!
Kingsman: The Secret Service,
Matthew Vaughn, 2015
Sexta-feira e mais uma semana que termina. Sistersitter in the house. Há que aproveitar. The Imitation Game, The Theory of Everything ou Still Alice? Bah... Tudo bom, tudo um pouco deprimente para uma sexta-feira desgastante. Hum... Então nada melhor que um combi de Kill Bill-James Bond-Kick Ass para desanuviar e começar o fim-de-semana em grande. AWESOME. Divertimento garantido. É tudo aquilo que promete e muito mais.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Mini biblioteca II
foto ella
Como criar um bébé bilingue? Não sei, não faço ideia. Não temos regras por aqui. Aliás, minto, temos apenas uma: ser o mais natural possível. E tem corrido bem. Como desde que nasceu que o papá e a restante família paterna lhe falam em francês para ele é algo natural. Aqui ficam alguns dos livros da mini frenchie biblioteca do kirikou que também servem para a mamã aprender.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Oceanário
A primeira ida ao oceanário com o nosso pequeno explorador foi absolutamente fantástica. Ver aqueles pequenos olhinhos fascinados a abrirem-se para o mundo, a explosão de alegria... Enche-nos o peito e derrete-nos o coração. Não há palavras. Os filhos têm esse poder de nos mostrar o que é ver o mundo pela primeira vez. E também para nós o mundo ganha novas cores, novas texturas, novos sons. Fazem-nos regressar e reviver. Mas a maior lição que o meu filho me ensina todos os dias é a distinguir o que é essencial do que é supérfluo.
Todas as fotos são do louis!
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