quarta-feira, 11 de setembro de 2013

For the colorful

Para não se falar só de bébés, fraldinhas, cólicas e afins... Aqui vos deixo a última colorida criação da apple, o iPhone 5c. Aquele que, dizem, será o iPhone lowcost. Quanto a isso não sei e tenho dúvidas, pelo menos em Portugal graças às "nossas" operadoras móveis e ao contrário de muitos países ter um iPhone ainda é um luxo. E quem me conhece sabe como sou ultra-sovina no que toca a gastar dinheiro no geral e, em particular, com telemóveis. O que é certo é que antes achava que receber e fazer chamadas era tudo o que eu precisava... Estava tão enganada. Hoje sou dependente do meu iphone'zinho herdado do Louis. Dá-me muito mais coisas do que eu poderia imaginar. Enfim... Todo um mundo de aplicações sem as quais poderíamos viver mas não seria a mesma coisa. De qualquer modo estes 5c são girinhos, girinhos de ver. E de certeza mais fáceis de encontrar na mala.








E pronto, agora vou ali dar de mamar.
É verdade, o que não faltam são aplicações para quem dá de mamar poder controlar o tempo entre e durante, assim como qual das mamas. Coisas muito práticas quando se acorda a meio da noite com uma pedrada de sono e já não nos lembramos do que fizemos 4 horas atrás. Acreditem, vão por mim!
 Eu uso a da Pais&Filhos que é grátis, mas há muitos outros.


domingo, 8 de setembro de 2013

Uma semana depois...

Foto do Louis.


Estou aqui sentada no sofá a ver o meu filho dormir. Num instante passou uma semana. O meu filho tem uma semana. O meu filho. Ninguém nos prepara para esta avalanche de sentimentos. Ainda é difícil acreditar que tudo passou. Que está aqui, connosco.
E enquanto as hormonas do "esquecimento" não começaram a actuar vamos ver se ainda consigo colocar a história de pé...
Tudo começou com uma mãe incrédula de que estaria efectivamente em trabalho de parto, um pai em negação, e um dia de contracções irregulares que se foram regularizando aos poucos. Quando finalmente o pai se convenceu, pelo sim pelo não, metemo-nos no carro rumo a Lisboa enquanto ouvíamos na rádio o concerto do Carlos do Carmo no Festival do Crato. Ao chegarmos, como as contracções já estavam de 5 em 5 minutos e cada vez mais intensas, decidimos fazer uma visita à Maternidade para tirar as dúvidas. Com a descontracção e a calma de quem achava que a iam mandar para casa enganei a enfermeira da triagem, mas o CTG e os 3 cm dilatação não deixavam dúvidas... O mini-moi ia nascer. Depois da bendita epidural foi esperar que a dilatação chegasse lá. A noite foi passando e ao nascer do dia, assim do nada, tinha as médicas a dizer-me para fazer força. Nós incrédulos. Mas é agora? Rapidamente perceberam que iam precisar de ajuda para fazer nascer este pacotinho de 3,780g.  Em pouco tempo e uma ventosa depois, o mini-moi estava cá fora. O meu grande peixinho nasceu ainda dentro do seu aquário. Tudo assim... Muito, muito, muito intenso. Num instante. Não senti dor, mas senti tudo. E sentir tudo, chega a doer. Tenho hoje um respeito enorme pela minha mãe e por todas as mães que passaram por isto sem epidural. Como é que é possível? E como é que é possível a nossa cabeça não explodir com um aneurisma? Mistério. Enfim... Segundo as médicas para primeiro filho todo o processo não poderia ter corrido melhor, eu continuo a achar que a nossa evolução tem de continuar... Isto não pode ser a melhor solução.
Ao contrário do que tinha pensado não chorei quando o vi pela primeira vez quando o colocaram em cima da minha barriga. Chorei momentos mais tarde quando o vi vir ter comigo ao colo do Pai e ficamos, por fim, os três.


Estrela da tarde
de José Carlos Ary dos Santos

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.



Carlos do Carmo & Bernardo Sasseti

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

Épico!!!



É a melhor palavra para definir tudo o que aconteceu. E como em qualquer epopeia, houve um herói para tornar todos estes acontecimentos épicos: Ella! Aguentou, aguentou e aguentou "quase" como se nada fosse, tal como os heróis fazem com o peso do destino da Terra nos seus ombros (ou nas suas barrigas, neste caso). Nem as enfermeiras queriam acreditar! E quando chegou o momento, transformou-se em super guerreira (passo a referência…) e deitou tudo cá para fora para dar vida ao ser mais lindo deste planeta. Uma palavra: Épico! Nunca conseguirei agradecer o suficiente todo aquele esforço e sacrifício. Só me resta fazer como nas epopeias: venerar e contar a história.

 Mil milhões de obrigados Ella, és a minha super-heroína para todo o sempre.


ps: por acaso vimos o filme na semana passada, é bem simpático. É sobre filhos e pais! :)

LOUIS eternamente agradecido e babado.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

38 semanas


Nós pelo nosso iphone'zinho.



Estes últimos dias têm sido muito interessantes. Contracções a intensificarem-se e a multiplicarem-se. Ontem foi a primeira noite em que não dormimos bem, com dores na zona lombar. E o pequeno mini-moi, que normalmente está sossegado durante a noite, claramente também não estava muito contente com a situação. Será que é isto? É agora? Não, não deve ser, se não estaria a contorcer-me no chão de dores! Cada vez estou mais convencida que este sistema está mal feito. Não só pelo péssimo sistema de evacuação, mas também porque chegado "o momento" devia soar um alarme (tipo sirene dos bombeiros) para a malta saber... OK, é agora! Porque isto do corpo dar sinais é muito subjectivo, e eu nunca fui boa a interpretar sinais ou a ler nas entrelinhas. E passam-nos uma série de coisas pela cabeça... Todas as histórias que ouvimos. O que aprendemos nas aulas de preparação para o parto. O que lemos. Tudo isso vai pairando sobre a nossa cabeça... Mais de 60% das crianças nasce depois das 40 semanas. Se não rebentarem as águas têm que esperar até ao "5-1-1" para irem para a maternidade. O trabalho de parto leva em média 12 horas para o primeiro filho (depois do 511). A minha irmã foram 4 horas. A minha prima foram 48 horas. A barriga hoje parece mais descaída. Não essa barriga ainda está muito para cima. Mais isto e aquilo. E as histórias mirabolantes do programa I didn't know I was Pregnant? Pois é. Para além dos mixed signals, fica a imagem das grávidas que encontro quando tenho consulta na urgência da MAC que são mandadas para casa porque ainda não é nada de "especial". A minha médica diz: Não te preocupes quando chegar o momento não vais ter dúvidas. Será? Vale um pai ultra mega calmo para quem nunca há stress. Zen absoluto. Está tudo bem e temos mais que tempo. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Finalmente...

Vimos o filme!
Depois de muito ter falado por aqui e aqui.




Before Midnight

(Richard Linklater, 2013)

Aqui por casa gostámos muito. Grande parte do filme, eu e o Louis, passámos a rir e a olhar um para o outro sem precisar de trocar uma palavra. Na realidade, pelo menos enquanto casal, não somos tão diferentes uns dos outros quanto julgamos. Chega mesmo a ser constrangedor, senti que estava a assistir  a um "teatrinho" da nossa própria relação. Outros problemas, a mesma dinâmica. Enquanto espectadores apercebemo-nos daquilo que dentro de casa passa despercebido.

Também tiveram essa sensação?

Aqui fica a verdadeira história que deu o mote a estes 3 filmes e que para sempre ficará imortalizada no cinema.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cada vez mais é isto que sinto...



Curiosamente não é um comportamento típico das novas gerações...
Invadiu todas as gerações!
E vocês também já foram invadidos?
Antes dizíamos: vi ali, li ali, ouvi ali.
Agora está tudo aqui. Na palma da nossa mão. Na ponta do nosso dedo.
Tenho saudades de quando surgiam aquelas dúvidas existênciais e via a avó do Louis levantar-se e ir buscar o Le Petit Larousse Illustré



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Para acabar a semana...

Com um sorriso na cara!
Afinal, apesar da nuvem cinzenta que paira no ar, hoje é um dia muito especial...
A nossa petite pricesse faz 2 anos!

Parabéns Banana!

Os padrinhos têm muita pena de não poder estar aí para te dar muitos beijinhos nessas bochechinhas fofas fofas!




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

C'est ça qu'c'est bon!


A gaiola dourada,
de Ruben Alves

Enquanto o Louis (aka Pai da Criança) não se chega à frente com um post sobre os muitos filmes de ficção científica que estrearam este Verão, eu decidi apelar ao vosso lado mais populucho e incentivar-vos a ir ver a Gaiola Dourada. Num momento em que tanto se fala de emigração... Em que o primeiro ministro nos acena com um lencinho branco a despedida... Em que vemos os nossos familiares e amigos irem... Parece-me muito apropriado este filme, apesar de a realidade da emigração de outrora ser bem diferente da dos dias de hoje. Se é um filme inolvidável? Não é, mas também não me parece que seja essa a ideia. É um filme bem disposto, onde o cliché e o estereotipo são retratados de forma delicada, com carinho e bom gosto. E isso não é um trabalho fácil. Ás críticas que referiam a falta de profundidade dada ao tema e a lightness geral do filme, apenas tenho a dizer que é exactamente isso que acho que falta ao cinema português. Mais Pai Tirano, menos Branca de Neve. Com todo o respeito há espaço para tudo. Se querem um filme simpático para estas noites de verão... É este.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

37 semanas

Na foto Audrey Hepburn grávida.


Hoje faz 37 semanas que vivemos em perfeita simbiose... Perfeita pelo menos para ele. E isso é que é preciso. Que o menino esteja bem. Portanto a partir de agora o dia D pode acontecer. Quando o menino quiser. Como o menino quiser. Ele é que manda. Se estou ansiosa? Quem é que no seu perfeito juízo que vai ter uma coisa com mais de 2.5Kg a sair de dentro de si não estaria? Claro que estou. Estou ansiosa por o ver pela primeira vez. Estou ansiosa por não saber nem onde, nem como, nem quando vai acontecer. Não estou nervosa. Vivo muito bem estes dias desfrutando destas sensações que são únicas. Durmo ainda melhor. Se me conheço, quando chegar o momento, vou ter 5 minutos (no mínimo) de ataque de pânico... E depois vou respirar fundo e com ajuda dos meus homens no final vai ficar tudo bem.


sábado, 17 de agosto de 2013

As Princesinhas e os verdes anos


poster by me!


Faz agora 20/21 anos que as minhas irmãs nasceram. Foram os últimos bébés na minha família. Lembro-me como se fosse hoje o dia em que cada uma delas nasceu e o que senti quando as vi pela primeira vez. Lembro-me de todos os pormenores. Lembro-me de ficar horas a olhar para elas muito quietinhas a dormirem. Também me lembro dos gritos e das birras. Faz parte. Lembro-me de dar banho. Lembro-me de mudar muitas fraldas mal-cheirosas. As primeiras papas. Os primeiros mergulhos. Quando começaram a andar. Lembro-me de tantas coisas boas. Mesmo boas. Espero reviver todos esses momentos. Todos.

***

Hoje dizem-me: Fazer anos é deprimente... Primeiro penso: Tótós! Depois dou por mim a pensar no que eu sentia quando tinha a idade delas. É verdade, não foi a altura mais feliz da minha vida. Pelo contrário. Tudo estava ainda por realizar. Um mundo de contrariedades. As frustrações. Todos à nossa volta parecia terem aquilo que nos faltava. E depois uma vida inteira à nossa frente. Hoje posso lhes dizer... O melhor está ainda por chegar! Mau seria o contrário.


The best is yet to come...
You think you've seen the sun,
but you ain't seen it shine... 




The best is yet to come,
Tony Bennett & Diana Krall

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

É mais ou menos isto...

Que acontece quando me quero levantar...
Da cama. Do sofá. Do carro.


E quando por fim consigo nos levantar vem a contracção do costume.
Nice.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Saudosismo do que nunca foi

Na foto Liam Neeson.


Apareces assim com ele ao colo. Com aquele teu ar calmo, tranquilo e um sorriso.
Também ele respira essa calma e olha-te como se te conhecesse.

Poderemos nós ter saudades daquilo que nunca foi? Dos instantes que nunca vivemos? Dos momentos que sonhámos viver?
Realidade que nunca será real. Imagens que vou construindo sobre a realidade e que guardo carinhosamente como pedaços de memórias perdidas no tempo. Na esperança que um dia de tão entrelaçadas se tornem reais. Na esperança que me esqueça que nunca as poderei viver.


sábado, 10 de agosto de 2013

Exposição da Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda, Parte II


Como prometido aqui ficam as restantes fotos que o Louis fez na exposição.
Espero que gostem, e mais uma vez, vão até lá!

Ao contrário das criticas dos turistas que ao visitarem Versalhes acharam que ter exposições temporárias no palácio lhes estragava a experiência... Eu não concordo. Pelo menos, não neste caso. Não me parece que as obras se desenquadrem tanto assim do espaço envolvente que não permita desfrutar das duas realidades.
Nem em Versalhes, nem na Ajuda.













sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Exposição da Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda, Parte I

Domingo passado fomos passear pelo Palácio Nacional da Ajuda e conhecer a exposição da Joana Vasconcelos. É triste mas é a verdade... Apesar de vivermos aqui há 15 anos nunca tínhamos visitado o Palácio. Shame on us! 

Como o Louis tirou fotografias fantásticas, decidi dividir o post em duas partes.
Aqui fica a primeira parte... Espero que gostem!














A exposição está quase a terminar... 
Por isso não percam uma boa oportunidade de conhecer o Palácio e as obras da Joana Vasconcelo!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Há coisas na vida que não têm preço

Na foto Jessica Lange e Sam Shepard.


O quotidiano é muitas vezes negligenciado no amor,
mas o amor são os pequenos gestos, são as gentilezas do dia-a-dia.
Amor é...
 Enquanto lemos um livro lado a lado antes de dormir,
eu atirar os meus pézinhos para cima dele para me massajar os pés.
Dia-sim-dia-sim.
Hoje os meus pézinhos grávidos agradecem-te.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Made in Portugal



No momento em que parece ninguém acreditar no país que temos, em quem somos e no que podemos fazer... Quase todas as semanas vou descobrindo coisas novas, 100% fruto do talento português e que me fazem acreditar no contrário. Fazer bem, fazer melhor. Aliar tradição com design, inovação e classe... Isso é qualidade. Isso é valor.
A semana passada encontrei esta marca bem portuguesa aqui pela net...







Estou apaixonada. Adoro o conceito, o design. Acho que são peças cheias de estilo, intemporais, daquelas que duram uma vida... Um clássico.



Dentro e fora de água



terça-feira, 30 de julho de 2013

Envelhecer


Foto de Maree Turner.


Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo tão real, conhece o significado das coisas, tudo se repete tão terrível e fastidiosamente. Isso também é velhice. Quando já sabe que um corpo não é mais que um corpo. E um homem, coitado, não é mais que um homem, um ser mortal, faça o que fizer... Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, não, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o estômago, ou o coração. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, começa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decrépito que seja o corpo, a alma ainda está repleta de desejos e de recordações, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recordações, ou a vaidade; e então é que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: já não sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactidão: a Primavera ou o Inverno, os cenários habituais, o tempo, a ordem da vida. Não pode acontecer nada de inesperado: não te surpreeende nem o imprevisto, nem o invulgar ou o horrível, porque conheces todas as probabilidades, tens tudo calculado, já não esperas nada, nem o bem, nem o mal... e isso é precisamente a velhice. 


Sándor Márai, in "As Velas Ardem Até ao Fim"

(Deliberadamente roubado do Facebook do Júlio Machado Vaz, porque nunca como hoje fez tanto sentido.)


segunda-feira, 29 de julho de 2013