Dizem-me que o melhor trimestre da gravidez já passou, que a partir de agora é uma exponencial de mau estar que culmina em rezas e suplicas para que esta criança saía daqui. A verdade é que, depois dos quatros primeiros meses de dores de estômago constantes, temos sido muito felizes juntos. Apesar de todos os efeitos secundários dispensáveis desfrutamos felizes a companhia um do outro. O dia corre mal, o dia corre bem, nunca estou sozinha. Tenho alguém que me lembra constantemente que tudo é relativo. Sabe bem.
E se um dia o tempo me fizer esquecer tudo o resto, lembrar-me-ei apenas do quão bom era sentir o meu pequeno mini-moi no seu movimento tosco de quem se sente de dia para dia mais apertado. Lembrar-me-ei do sorriso maravilhado do Pai perante este gratificante bailado. Lembrar-me-ei do ar surpreso das avós, das tias e dos amigos com as suas acrobacias nada tímidas. Finalmente percebo porque só se partilham maravilhas sobre a gravidez... Já ninguém se lembra. Na memória só ficam guardados os bons momentos.











































