sexta-feira, 17 de maio de 2013

E assim passou a semana...


Entre viagens, reuniões, consultas, salas de espera e peregrinações para conseguir "o papel"... A sensação é tão frustrante quanto esta primavera temperada a chuva e frio.
Planos para o fim-de-semana? Entre tentar acabar todo o trabalho acumulado desta semana desesperante, sem dúvida ir ver The Great Gatsby (que já aqui falei) ao cinema. Estou ansiosa, adorei o livro. Deixo-vos uma música para sonharmos com um dia de Agosto enquanto ouvimos a chuva cair...

August Day Song, by Bebel Gilberto

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Avós


Fora o parto, a segunda coisa que me mete medo nisto da maternidade são os avós. Medo. Muito medo. Imaginar a reacção da minha mãe e sogros mete-me medo. Só pelo que já me deram a conhecer nestes meses em que o mini-moi é meu e só meu dá para perder umas noites de sono. Tantos comentários, tantas perguntas, tantas indicações e tantas sugestões. Ora todo o avô já foi pai. Ora todo o pai já teve um avô a fazer exactamente o mesmo e aposto que a sensação era a mesma. Logo, porque é que os avós não praticam uma metodologia de "não fazer aos outros aquilo que não gostámos que nos tenham feito a nós"? É só uma ideia. Uma sugestão. Será que quando for avó também eu aterrorizarei os meus filhos? Medo. Medo de mim.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A aumentar de dia para dia

Fantasia by Disney 

Depois de passar 10 minutos a tentar encontrar uma t-shirt que ainda me servisse (isto é, em que não mostre o umbigo quando levanto os braços), percebo o quão grande está a minha barriga quando ao almoço a empregada de mesa, uma daquelas grávidas de barriga minúscula, me diz:
- Olhando para a sua barriga eu devo estar de menos tempo.
- Hum… Então quando nasce o seu bébé?
- Em Julho.
- Pois... As aparências iludem. O meu só nasce em Setembro.
Não se assustem se um dia destes virem um balão com forma de Popota a sobrevoar os céus da capital, sou eu que entretanto levantei voo!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vou ser mãe de um menino


Quando o médico nos mostrou o sexo do nosso mini-moi não foi sequer preciso dizer o que era. Estava bem definido no ecran. Confesso que apesar de não ter qualquer preferência pelo sexo do mini-moi, estava convencida que era uma menina. Não fiquei minimamente desiludida, pelo contrário, fiquei surpresa. Eu adoro meninos. Sempre vivi e cresci entre meninos. Sempre gostei do carinho com que tomavam conta de mim. E pensando bem, o mini-moi só podia ser um rapaz. Agora que os três homens mais importantes da minha vida partiram, ele vem restituir o equilíbrio e tirar um pouco o peso de cima dos ombros do pai. Ainda mais terá um pouquinho de cada um deles.
Enquanto contava a grande novidade entre as minhas amigas, percebi pelas reacções que ninguém quer ter meninos. Toda a gente quer ter meninas. Eu não percebo. Não percebo mesmo, principalmente quando é o primeiro. Quando se faz um filho, faz-se um filho. Não queremos saber se é menino ou menina. Faz-se um filho. Mas é só a minha opinião. Para mim é triste porque enquanto menina sempre achei que faltavam meninos de jeito. Que é isso que eu quero que o meu seja. E enquanto mulher sempre achei que faltavam homens a sério. Que é isso que eu quero que o meu seja. Mas bom, para quem prefere meninas podem ficar contentes porque apesar das probabilidades serem 50/50, o que é certo é que a estatística a nível mundial leva a querer que é mais fácil fazer meninas.
E assim me livrei das coisinhas rosa pálido e dos folhinhos... Se bem que a minha mãe acabou de me anunciar que ia fazer um fofo ou um fofinho, tenho que ir pesquisar o que é isto rapidamente.

sábado, 11 de maio de 2013

Na minha mesa de cabeceira

Parece que o tempo nunca nos sobra para ler todos os livros que gostavamos de ler. Nem o tempo, nem por vezes a disposição. Uma das coisas que me dá bastante gozo ler são graphic novels. Desenganem-se aqueles que acham que por serem bd são menos "puxadotas". Nos últimos tempos li as que se seguem e recomendo vivamente.

Foto by ella.

French Milk, by Lucy Knisley
Diário de uma viagem de mãe-e-filha em visita por Paris durante 6 semanas. É um leve e engraçado relato sobre a relação mãe-e-filha e sobre os dramas do ritual de passagem para aquilo que nos dizem que é a vida adulta. Para além de tudo é Paris.

Poulet aux Prunes, by Marjane Satrapi
Um pequeno conto sobre os encontros e desencontros do amor. Para quem o for ler comparando-o com o Persépolis pode ficar desiludido.

Fun Home - Uma tragicomédia familiar, by Alison Bechdel
Uma tragicomédia familiar sobre os segredos de uma família e sobre os mistérios, as histórias e as perguntas que ficam por fazer e contar aos que nos são tão próximos quando partem. Se tivesse que resumir em duas palavras... Luto e identidade.

Algo em comum entre estes livros é que são autobiográficos. Outras das minhas graphic novels preferidas: Persépolis e Cancer Vixen.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

The Next Big Thing...

E pela primeira vez, agora que sabemos que a Ella carrega "um das Caldas" na sua "pequena" barriga, manifesto a minha mais profunda felicidade em apresentar aquilo que certamente irá acontecer num futuro próximo.....

a constituição do mais formidável e incrível 
DUO DINÂMICO!!!!! 
de 2013!

tirado daqui!

PS: É provável que o cachopo seja um pouco menos loiro....ou então vou ficar preocupado.

LOUIS babado e impaciente

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Em tons de azul




Independentemente de ser menino ou menina a cor do quarto do mini-moi será sempre azul, a nossa cor preferida. Como somos apaixonados pelo mar, desde que vimos este o livro Mar que estamos apaixonados pelas ilustrações do André Letria. Acho que vão ficar muito giras no quarto do mini-moi... Difícil será escolher!








terça-feira, 7 de maio de 2013

Teoria sobre o magnetismo

Foto by The Glow.

Quando passeio com os meus cães irrita-me as pessoas acharem que lhes podem tocar e acariciar sem me pedir permissão. Depois admiram-se que os azares aconteçam. Lá porque um dono passeia com o cão na rua sem açaime não significa que qualquer pessoa se possa aproximar para fazer o que bem entender (atenção: eu sou a favor que as raças perigosas sejam obrigadas a isso). Coisa que me dá um certo prazer é quando os meus cães simplesmente ignoram estas pessoas, isto porque na maior parte das vezes estas pessoas ignoram que existe alguém do outro lado da trela. Eu sempre tive cães e sempre me ensinaram que primeiro pergunta-se aos donos e só depois nos aproximamos. Mas algumas pessoas não conseguem... É puro magnetismo.
Agora que estou grávida e que, por mais que encolha a barriga e estique o peito já não consigo disfarçar, dou por mim na mesma situação... Toda a gente quer tocar e fazer festas na barriga. Claro, sem perguntar! E não estou a ser esquisitinha, a sério, familiares e amigos não me chateia minimamente... Agora quando pessoas sem qualquer intimidade me vêm afagar, confesso que tenho que colocar o meu sorriso mais cínico e controlar-me para não lhes morder. "Ah, que bonita, já se nota a barriga", disse-me a senhora da imobiliária e sem perguntar... PIMBA. Gostava de saber o que a poderia levar a crer que podia afagar a minha barriga? Nós (eu e o mini-moi) não estamos carentes e eu ainda não faço truques de me deitar no chão de barriga para cima para me darem festas. Logo, só pode ser magnetismo.
Penso que o próximo passo vai ser quando toda e qualquer pessoa quiser tocar no mini-moi... Afinal existirá algo mais magnético que um bébé?

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Exercício da semana

Perdemos mais tempo do que gostaríamos preocupados com coisas e pessoas que não merecem a atenção que lhes devotamos. Pesos, culpas e julgamentos que são descarregados nos nossos ombros apenas para limpeza da alma alheia. Numa espécie de passa ao outro e não ao mesmo este pacote de energia negativa que estava aqui a dar-me cabo do espírito. E ficamos nós ali sem saber de onde apareceu aquele presente que não merecemos mas que na surpresa e sem saber aceitamos. 

Solução seguir o conselho do Doctor House...


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Bom fim-de-semana...

Deixo-vos algumas pérolas que tenho encontrado aqui pela net de pais com muita imaginação e sentido de humor!

É bom saber que as noites sem dormir não nos tiram o bom humor...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Barriguita

Hihihihihi...

Pelo menos agora quando me sento já não faço "pregas" na barriga!

Foto do iphonezinho fofo da dona!


A boy and his atom

Vi este pequenino filme hoje no Público e achei uma delícia porque me lembrou as dúvidas existenciais  da minha irmã Micas há alguns bons anos atrás. Hoje teria sido mais fácil ver e acreditar no infinitamente pequenino!
Aqui fica o filme para que um dia quando o mini-moi tiver as mesmas dúvidas, eu ter finalmente uma resposta mais convincente... E lúdica!


A Boy And His Atom: The World's Smallest Movie,
by IBM

PS. Se tiverem curiosidade para como foi feito... aqui!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Não percebo porque ninguém nos leva a sério...

Na foto Jane Birkin.

Quando digo que andamos a preparar um plano alternativo ao parto. E não, não é o teletransporte. Eu e o mini-moi temos conversado muito sobre isto e o melhor mesmo era uma solução tipo "Querida encolhi os miúdos". Se tiverem outra ideia melhor, partilhem. Claramente, a natureza não fez a coisa bem feita... O parto não pode ser a melhor solução.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Boys will be boys



Bastou um almoço em família com duas avós, uma bisavó e uma tia para nós, futuros papás, começarmos a pensar que talvez fosse boa ideia o mini-moi ser um menino.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Em véspera de feriado...

Os primeiros dias de sol e calor deixam-nos a sonhar com mergulhos e gelados! (Pelo menos a mim!) Mas por enquanto tenho que me agarrar ás primeiras correcções do primeiro capítulo...  E continuar a sonhar! Ouvi dizer que amanhã é feriado... Só falta fazer-se a revolução.



Fotos de Mark Tipple.


Deixo-vos uma aplicação para descobrirem no feriado e uma música...

Depois de semanas a ouvir o Louis relatar todas as maravilhas do Spotify hoje fiz o download da aplicação, mas ele ainda não sabe. E o que é o Spotify? Bom, vamos lá a ver se aprendi a lição... É mais uma aplicação para ouvir música em streaming directo grátis e que pagando uma módica quantia por mês pode inclusive se fazer downloads. E porque é que o Spotify é tão especial? Porque tem a maior parte dos artistas de que nos podemos lembrar, até os mais obscuros, e tem uma série de opções que nos permitem descobrir outros grupos com base naquilo que gostamos de ouvir. Enjoy!




The Lightning Strike,
by Snow Patrol

terça-feira, 23 de abril de 2013

Das histórias que nos contam


Escultura de Ron Muek, foto roubada daqui.


Este bichinho da maternidade tem um sintoma muito específico no género feminino... Aquilo que eu chamo de: a Partilha. Quando sabemos que alguém está grávida temos esta necessidade de partilhar, quer já se tenha sido mãe ou não, quer sejam experiências pessoais, quer seja o que aconteceu com a prima da vizinha da amiga da nossa tia. É inevitável. E sim, confesso que também estou a falar de mim. Sou como as outras.
Há dias recebi um e-mail muito querido de uma colega que está de licença de maternidade em que me dizia aquilo que gostava que lhe tivessem dito. Trocar experiências, truques, dicas é uma mais valia que ninguém deve menosprezar. Porém não percebo o porquê de algumas pessoas insistirem em contar, descrever e relatar o parto a alguém que está numa situação em que esse destino é certo. Neste momento não há nada que possam dizer que me faça voltar atrás. Foi concebido, tudo está e esperemos que assim continue a correr bem, logo um dia vamos ter que tirar daqui esta criança de alguma maneira. A bem ou a mal. Relatos de partos tipo "filme de terror" não ajudam ninguém a preparar-se psicologicamente para a coisa. No meu caso, apesar de temer esse momento, confesso que essas histórias não me incomodam e é como se fossem barulho de fundo. No entanto, era mais agradável falar de outras coisas com pessoas que não são tão íntimas quanto isso. Tipo dicas para os calar quando choram sem parar a meio da noite. Isso sim era útil.
Talvez, a partilha, seja algo que passa de geração em geração desde os tempos em que a sabedoria era passada de boca em boca. Não sei. Sei apenas que nunca vi um homem dar a sua opinião sobre o assunto sem que esta não lhe fosse directamente pedida.

PS. O que penso do parto dá outro post para outra altura.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

ABC do kamasutra


Para aprender a fazer bébés ou simplesmente "have fun"!



Encontrei isto no Fubiz e achei o máximo (no site original mexem-se)! Fez-me recordar uma exposição  já não me lembro onde e quando com objectos de decoração chineses inteiramente decorados de cenas "kamasutricas" minúsculas. Se acharem ordinário, têm o fim-de-semana para recuperar. Blame it on my hormones!
Deixo-vos uma TED conference para ouvir no fim-de-semana de uma senhora que gosto muito de ouvir e ler... Helen Fisher! Não será nada de novo para alguns, mas acho que vem a propósito e sabe sempre bem ouvi-la.

The Brain in LOVE



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Do tempo e da amizade


Photo by James Burke, via Green Eyes 55.


Em tudo o que fazemos existe um equilíbrio entre o que damos e o que recebemos. O quanto investimos em alguma coisa e o que recebemos em troca. Quer seja no trabalho, numa relação ou com nós próprios. Todo o sistema em equilíbrio sofre perturbações. Não é preciso saber muito de termodinâmica para perceber isso. E cabe a nós repor esse equilíbrio ou alcançar um novo estado de equilíbrio.
Na amizade também é assim. Recebemos aquilo que damos. Damos aquilo que recebemos. Ou deveria ser assim. Quando não é desistimos, desinvestimos.
Para a amizade como para o amor é preciso tempo. É preciso, por vezes, encontrar tempo. A amizade quando é amizade tem um carácter quase intemporal. Pode ficar perdida no tempo uma década enquanto percorremos caminhos divergentes e quando retomada voltamos a encontrar-nos no sítio onde tínhamos ficado. Mas não podemos esperar que um amigo corra para sempre atrás de nós, do mesmo modo que desistimos de investir numa relação descompensada. Não podemos cobrar do outro aquilo que não sabemos dar. É o essencial.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

De dia para dia...

Os meus pés estão a desaparecer!
Eu sabia que ter uma boa base de sustentação me iria dar jeito um dia... 


Photo by ella's iphonezinhoooo!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Baby rooms

Ainda andamos longe de pensar muito no quarto do mini-moi mas algumas ideias já foram surgindo. Das minhas passeatas pela blogosfera tenho me cruzado muito com aquilo que penso ser a nova moda no que toca a baby rooms... Quartos cinzentos. Desde um cinzentinho leve até ao preto. Confesso que não me cativa minimamente. Alguns acho engraçados e até bonitinhos, mas não seria a minha escolha para o quarto do mini-moi. Confesso que acho triste, deprimente, cansativo e não rima com Infância. Infância é alegria, é sonhos e fantasia.

E vocês o que acham?




Agora o que eu acho muito engraçado é ter uma parte da parede forrada com ardósia.
Na fase em que decidimos escrever por todo o lado a minha mãe forrou uma parede do meu quarto com papel de cenário e ainda hoje o tenho guardado todo rabiscado!
Ou então assim... Atrás de uma porta...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

100% Automotivação

As pequenas coisas, os pormenores, cansam... Está quase mas. Aquele mas. Mas falta ainda mais isto e aquilo. E aquilo. Lembras-te?! Pfff... Enfim, tem de ser. Ponto final.








domingo, 14 de abril de 2013

Quando decidiste começar a dar notícias


Foto da autoria do meu iphonezinho.

Foi então que escolheste o concerto do Uri Caine ao lado da orquestra Gulbenkian sobre direcção da maestrina Joana Carneiro para que os papás nunca se esquecessem de quando começaste aos xutos e pontapés. Pequenino e com bom gosto. Isso ou estavas aliviado com o fim das peças da Andreia Pinto Correia...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Choupana Caffe

No sábado passado antes de irmos espreitar a exposição da Clarice Lispector na Gulbenkian fomos tomar o pequeno almoço ao Choupana Caffe. Este recente café-pastelaria-padaria situado no coração de Lisboa é um sítio simpático, amplo e luminoso, onde podemos encontrar os clássicos da pastelaria portuguesa, mas também levar para casa bom pão de centeio, bagels, pão com chouriço e por aí fora... Tudo o que provamos era muito bom e vamos com toda a certeza voltar lá. A única coisa que ficou longe de ser perfeito foi o atendimento. O serviço é muito demorado não apenas em alturas de casa cheia mas também em alturas mais calmas.










Todas as fotos são do Louis.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A balança



Esta ideia de achar muito bonito ver uma mulher grávida só é verdade nos outros. Eu sempre achei as minhas amigas grávidas muito bonitas, mas duvido que alguma grávida olhe para sim e ache que está bonita. Duvido. As mulheres, ou melhor dizendo algumas mulheres, têm um problema crónico com o espelho. Eu sou uma delas. Por melhor que possamos estar naquele que é o nosso peso ideal, infelizmente nunca estamos satisfeitas. Ora na gravidez não havia de ser diferente. O peso é uma questão sensível. Agora e sempre. A mim, pessoalmente, preocupa-me mais o corpo depois da gravidez que o corpo durante a gravidez.
Há um mês que ando para escrever este texto... A nossa ecografia do rastreio dos 3 meses foi tudo menos simpática. Se não fosse pelo pequenino mini-moi no ecrã e a minha capacidade de filtrar o que me dizem, acho que tinha saído de lá traumatizada e angustiada. Já ia avisada que o médico era intragável em questões do peso das mães, mas ia tranquila porque achava que 2Kg naquela altura era normal. Pelos vistos para o senhor doutor o NORMAL é aos 3 meses ter engordado 1/2Kg (na realidade, basta não ir ao WC para se estar grávida!). Claro que, tal como ele afirmou escandalizado: hoje ainda não atendi uma única grávida normal. Eram 19 horas. O conceito de "grávida normal" parece-me não existir. Com todas as mães com quem tenho falado e de tudo o que tenho lido, não existe uma grávida normal. Todas são diferentes. Umas engordaram 9, outras 20Kg (ou mesmo mais) e na maior parte dos casos tinham atenção ao que comiam. Compreendo que antigamente houvesse aquele habito do comer por dois, mas penso que hoje em dia estes casos são raros.
O que me chateou não foi o chamar de atenção, foi o facto de não me ter perguntado mais nada. Fazer um juízo de valor sem saber nada sobre mim ou sobre a minha gravidez, porque nem se quer é o médico que me acompanha. Se não saberia que desde que engravidei tenho passado os dias sentada a escrever a tese. Se não saberia que o meu peito aumentou 12 cm. Se não saberia que faço exercício 3/4 vezes por semana. Etc... Enfim... Acredito que nenhuma mulher se sinta feliz por engordar mesmo quando está grávida. Resultado, na ecografia morfológica quando me perguntar pelo peso vou mentir... Há um limite para as idiotices que ouvimos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os aliados


Todo o processo de ter uma criança a crescer dentro de nós é muito bonito... O conceito de dar a vida é uma prova de amor incondicional. Mas quando pensamos bem nisso, é perturbador. No bom sentido, mas é perturbador. Há dias, em especial à noite, em que sinto uma pressão na barriga, cãibras nos abdominais... Como se o mini-moi estivesse aos poucos a conquistar espaço dentro de mim. E é nestas alturas que me vem à cabeça as imagens dos filmes dos Alien's. Mas não vamos ser tão dramáticos que ele tem uma forma muito mais simpática de sair daqui... Tenho que começar a deixar esta ironia de lado e abraçar de vez esta realidade aterradora!
Quando pensamos que a nossa barriga vai insuflar como um balão, pensamos no que acontece ao balão quando fica sem ar, murcho... Pensamos na consequência directa, as estrias. Não as queremos nem por  nada, por isso o ideal é começar desde cedo a prevenir. Claro que tudo depende de pessoa para pessoa, mas mesmo com o pior tipo de pele possível prevenir é a palavra chave. E para isso também é preciso ter os aliados certos. Não acredito que seja necessário gastar muito dinheiro em cremes, acredito que é preciso pôr. Pôr todos os dias, sem excepção. A minha mãe das duas vezes que esteve grávida usava creme Nívea e não ficou com uma única estria. É preciso ter disciplina mas demora menos que 5 minutos.
Eu comecei por usar o mesmo creme que sempre usei e continuo a usar, o Vichy Nutriextra, de manhã e à noite. Entretanto como outro grande aliado que temos são os amigos, a Menina dos Lápis-de-Cor ofereceu-me um frasco da sua arma secreta, o Óleo Natural Anti-Estrias da Eucerin que passei a usar nas zonas críticas após o banho. Aconselho vivamente, pois ao contrário dos cremes gordos que a minha pele apesar de muito seca tem dificuldade em absorver este é absorvido facilmente.
E marcas portuguesas? Aconselho o Óleo da Barral que gosto bastante e parece que também têm um creme anti-estrias para grávidas mas não experimentei.
Se funcionar no pós-parto logo vos conto.
Alguém tem mais dicas?!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O nosso pequeno-almoço de domingo preferido


Nada melhor que começar o domingo com um bom pequeno-almoço... Panquecas. Sempre um sucesso aqui em casa. Como a receita nunca falha, é ideal para impressionar os olhos e o estômago.
A receita não poderia ser mais simples e os ingredientes, posso arriscar dizer, são daqueles que toda a gente tem. Hoje fiz panquecas de banana mas a receita funciona simples ou com aquilo que a nossa imaginação ou gula quiser. Mirtilos, framboesas, passas, pêra, maçã, pepitas de chocolate e por aí fora...




Panquecas
1 caneca de farinha
1 caneca (de aproximadamente 250 mL) de leite
1 ovo
1 pitada de sal
Manteiga
(dá para 3 pessoas dependendo da fome e da vontade de comer)

Separar a gema da clara em duas taças. À gema ir juntando e misturando aos poucos o leite e a farinha (peneirada). É importante a massa ficar homogénea e sem grumos, assim como usar a mesma medida de farinha e de leite (eu uso sempre a mesma caneca). Adicionar uma pitada de sal à clara, bater em castelo e incorporar na massa. Deixar repousar durante 15 minutos. (Nota: A receita também funciona sem separar a gema da clara e batendo tudo ao mesmo tempo, mas as panquecas não ficam tão fofas.)





Aquecer uma frigideira antiaderente. Invés de colocar manteiga na frigideira e esta ficar em excesso, o meu truque é passar um papel absorvente com manteiga por toda a superfície da mesma. Quando a frigideira estiver bem quente é só colocar a massa. Segundo truque: para facilitar fazer as panquecas eu coloco a massa num "jarro". Se quiserem colocar alguma coisa nas panquecas este é o momento, no meu caso coloquei rodelas de banana.





Para saber quando virar é muito simples, basta sacudir a frigideira. Se estiverem soltas devem estar boas e com a ajuda de uma espátula viram-se facilmente. Depois de virarem convém pressionar um pouco com a espátula.






Depois é puxar pela imaginação... 
Maple syrup ou mel, iogurte ou gelado, fruta, Nutella, etc...
À vontade do freguês!
Experimentem e deliciem-se!



As fotos são da autoria do Louis e as panquecas da minha!