segunda-feira, 15 de abril de 2013

100% Automotivação

As pequenas coisas, os pormenores, cansam... Está quase mas. Aquele mas. Mas falta ainda mais isto e aquilo. E aquilo. Lembras-te?! Pfff... Enfim, tem de ser. Ponto final.








domingo, 14 de abril de 2013

Quando decidiste começar a dar notícias


Foto da autoria do meu iphonezinho.

Foi então que escolheste o concerto do Uri Caine ao lado da orquestra Gulbenkian sobre direcção da maestrina Joana Carneiro para que os papás nunca se esquecessem de quando começaste aos xutos e pontapés. Pequenino e com bom gosto. Isso ou estavas aliviado com o fim das peças da Andreia Pinto Correia...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Choupana Caffe

No sábado passado antes de irmos espreitar a exposição da Clarice Lispector na Gulbenkian fomos tomar o pequeno almoço ao Choupana Caffe. Este recente café-pastelaria-padaria situado no coração de Lisboa é um sítio simpático, amplo e luminoso, onde podemos encontrar os clássicos da pastelaria portuguesa, mas também levar para casa bom pão de centeio, bagels, pão com chouriço e por aí fora... Tudo o que provamos era muito bom e vamos com toda a certeza voltar lá. A única coisa que ficou longe de ser perfeito foi o atendimento. O serviço é muito demorado não apenas em alturas de casa cheia mas também em alturas mais calmas.










Todas as fotos são do Louis.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A balança



Esta ideia de achar muito bonito ver uma mulher grávida só é verdade nos outros. Eu sempre achei as minhas amigas grávidas muito bonitas, mas duvido que alguma grávida olhe para sim e ache que está bonita. Duvido. As mulheres, ou melhor dizendo algumas mulheres, têm um problema crónico com o espelho. Eu sou uma delas. Por melhor que possamos estar naquele que é o nosso peso ideal, infelizmente nunca estamos satisfeitas. Ora na gravidez não havia de ser diferente. O peso é uma questão sensível. Agora e sempre. A mim, pessoalmente, preocupa-me mais o corpo depois da gravidez que o corpo durante a gravidez.
Há um mês que ando para escrever este texto... A nossa ecografia do rastreio dos 3 meses foi tudo menos simpática. Se não fosse pelo pequenino mini-moi no ecrã e a minha capacidade de filtrar o que me dizem, acho que tinha saído de lá traumatizada e angustiada. Já ia avisada que o médico era intragável em questões do peso das mães, mas ia tranquila porque achava que 2Kg naquela altura era normal. Pelos vistos para o senhor doutor o NORMAL é aos 3 meses ter engordado 1/2Kg (na realidade, basta não ir ao WC para se estar grávida!). Claro que, tal como ele afirmou escandalizado: hoje ainda não atendi uma única grávida normal. Eram 19 horas. O conceito de "grávida normal" parece-me não existir. Com todas as mães com quem tenho falado e de tudo o que tenho lido, não existe uma grávida normal. Todas são diferentes. Umas engordaram 9, outras 20Kg (ou mesmo mais) e na maior parte dos casos tinham atenção ao que comiam. Compreendo que antigamente houvesse aquele habito do comer por dois, mas penso que hoje em dia estes casos são raros.
O que me chateou não foi o chamar de atenção, foi o facto de não me ter perguntado mais nada. Fazer um juízo de valor sem saber nada sobre mim ou sobre a minha gravidez, porque nem se quer é o médico que me acompanha. Se não saberia que desde que engravidei tenho passado os dias sentada a escrever a tese. Se não saberia que o meu peito aumentou 12 cm. Se não saberia que faço exercício 3/4 vezes por semana. Etc... Enfim... Acredito que nenhuma mulher se sinta feliz por engordar mesmo quando está grávida. Resultado, na ecografia morfológica quando me perguntar pelo peso vou mentir... Há um limite para as idiotices que ouvimos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os aliados


Todo o processo de ter uma criança a crescer dentro de nós é muito bonito... O conceito de dar a vida é uma prova de amor incondicional. Mas quando pensamos bem nisso, é perturbador. No bom sentido, mas é perturbador. Há dias, em especial à noite, em que sinto uma pressão na barriga, cãibras nos abdominais... Como se o mini-moi estivesse aos poucos a conquistar espaço dentro de mim. E é nestas alturas que me vem à cabeça as imagens dos filmes dos Alien's. Mas não vamos ser tão dramáticos que ele tem uma forma muito mais simpática de sair daqui... Tenho que começar a deixar esta ironia de lado e abraçar de vez esta realidade aterradora!
Quando pensamos que a nossa barriga vai insuflar como um balão, pensamos no que acontece ao balão quando fica sem ar, murcho... Pensamos na consequência directa, as estrias. Não as queremos nem por  nada, por isso o ideal é começar desde cedo a prevenir. Claro que tudo depende de pessoa para pessoa, mas mesmo com o pior tipo de pele possível prevenir é a palavra chave. E para isso também é preciso ter os aliados certos. Não acredito que seja necessário gastar muito dinheiro em cremes, acredito que é preciso pôr. Pôr todos os dias, sem excepção. A minha mãe das duas vezes que esteve grávida usava creme Nívea e não ficou com uma única estria. É preciso ter disciplina mas demora menos que 5 minutos.
Eu comecei por usar o mesmo creme que sempre usei e continuo a usar, o Vichy Nutriextra, de manhã e à noite. Entretanto como outro grande aliado que temos são os amigos, a Menina dos Lápis-de-Cor ofereceu-me um frasco da sua arma secreta, o Óleo Natural Anti-Estrias da Eucerin que passei a usar nas zonas críticas após o banho. Aconselho vivamente, pois ao contrário dos cremes gordos que a minha pele apesar de muito seca tem dificuldade em absorver este é absorvido facilmente.
E marcas portuguesas? Aconselho o Óleo da Barral que gosto bastante e parece que também têm um creme anti-estrias para grávidas mas não experimentei.
Se funcionar no pós-parto logo vos conto.
Alguém tem mais dicas?!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O nosso pequeno-almoço de domingo preferido


Nada melhor que começar o domingo com um bom pequeno-almoço... Panquecas. Sempre um sucesso aqui em casa. Como a receita nunca falha, é ideal para impressionar os olhos e o estômago.
A receita não poderia ser mais simples e os ingredientes, posso arriscar dizer, são daqueles que toda a gente tem. Hoje fiz panquecas de banana mas a receita funciona simples ou com aquilo que a nossa imaginação ou gula quiser. Mirtilos, framboesas, passas, pêra, maçã, pepitas de chocolate e por aí fora...




Panquecas
1 caneca de farinha
1 caneca (de aproximadamente 250 mL) de leite
1 ovo
1 pitada de sal
Manteiga
(dá para 3 pessoas dependendo da fome e da vontade de comer)

Separar a gema da clara em duas taças. À gema ir juntando e misturando aos poucos o leite e a farinha (peneirada). É importante a massa ficar homogénea e sem grumos, assim como usar a mesma medida de farinha e de leite (eu uso sempre a mesma caneca). Adicionar uma pitada de sal à clara, bater em castelo e incorporar na massa. Deixar repousar durante 15 minutos. (Nota: A receita também funciona sem separar a gema da clara e batendo tudo ao mesmo tempo, mas as panquecas não ficam tão fofas.)





Aquecer uma frigideira antiaderente. Invés de colocar manteiga na frigideira e esta ficar em excesso, o meu truque é passar um papel absorvente com manteiga por toda a superfície da mesma. Quando a frigideira estiver bem quente é só colocar a massa. Segundo truque: para facilitar fazer as panquecas eu coloco a massa num "jarro". Se quiserem colocar alguma coisa nas panquecas este é o momento, no meu caso coloquei rodelas de banana.





Para saber quando virar é muito simples, basta sacudir a frigideira. Se estiverem soltas devem estar boas e com a ajuda de uma espátula viram-se facilmente. Depois de virarem convém pressionar um pouco com a espátula.






Depois é puxar pela imaginação... 
Maple syrup ou mel, iogurte ou gelado, fruta, Nutella, etc...
À vontade do freguês!
Experimentem e deliciem-se!



As fotos são da autoria do Louis e as panquecas da minha!

sábado, 6 de abril de 2013

Clarice Lispector: A hora da Estrela

Finalmente um sábado solarengo!
Sair de casa pela manhã e em boa companhia ir fazer uma visita à Gulbenkian para espreitar a exposição sobre a Clarice Lispector. Depois da exposição fantástica sobre o Pessoa esta não lhe fica atrás. Só tenho pena de não haver uma parte reservada à biografia da autora.
Passem por lá até dia 23 de Junho.























Todas as fotos são da autoria do Louis com a preciosa ajuda Fuji'pró!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Bom fim-de-semana

Mais um fim-de-semana na capital, espero que sem chuva e com o sol a aparecer de quando em quando para podermos ir passear com os nossos bibichos (os cães) que já começam a ter saudades de um passeio por Monsanto. E claro, aproveitar para terminar o segundo capítulo...
Deixo-vos a nossa capital vista através de um caleidoscópio...



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Não percebo!?

Apesar de não ser tópico de conversa por aqui...
Sinceramente não percebo!? Alguém que me explique!
Parece que o David O. Russell (realizador do The Fighter e do Silver Linings Playbook) foi contratar estes dois Bons actores para o próximo filme...

Christian Bale e Bradley Cooper.





E depois foi transforma-los numa versão rasca do 
Duarte e Companhia.... Não se faz!




quarta-feira, 3 de abril de 2013

Guardians

Photos by Andy Freeberg








Quando há dois anos visitámos São Petersburgo percorremos muitos museus. E em todos esses museus encontramos uma coisa em comum. Sentada no meio da sala, ao fundo da sala, atrás de um recanto, entre dois quadros, escondida por entre uma escultura estava uma senhora que podia ser minha avó. Nossa avó. Sossegada e em paz, zelava pelas obras que acolhia no seu regaço. Quando perguntámos disseram-nos que dadas as baixas reformas era uma forma de poderem continuar a trabalhar umas horas por dia. Primeiro fez-me confusão. Pensei na minha avó. Uma vida inteira de trabalho e ainda assim ter de trabalhar. Mas depois pensei na minha avó. Pensei nos avós no geral. Para algumas pessoas a reforma faz-lhes perder o propósito. Perder o sentimento de necessidade de existirem. Pensei que afinal talvez fosse uma maneira de continuarem activos, de significarem.
Ontem encontrei isto e recordei com carinho São Petersburgo. Passeei os olhos pelas fotos.  Pelas nossas fotos. E recordei com carinho a velhota que quase me deu um puxão de orelhas em pleno Hermitage, quando sem querer e depois de muitos km percorridos entre quadros, esculturas e afins decidi encostar-me àquilo que me pareceu ser uma mera parede. Subitamente a senhora levantou-se da sua cadeira e desde o fundo da sala veio ter comigo a ralhar-me em russo. Eu respondia-lhe em Português. E apesar da Torre de Babel linguística percebemo-nos. Aparentemente não fui a primeira e isso dava cabo da dita parede outrora doirada. A foto da senhora a apontar e de nós todos a olhar literalmente para o tecto vai sempre fazer-me sorrir.