sábado, 5 de janeiro de 2013

Fim-de-semana na cidade: Fundação José Saramago

Ao visitarmos pela primeira vez a Fundação José Saramago na antiga e restaurada Casa dos Bicos fica claro que aquela casa é uma prova de amor ao Homem, à sua obra, aos livros e aos leitores em geral. Fica uma sensação de que parte daquilo também é nosso, ou somos nós. Não sei explicar. Enquanto desvendavamos as pessoas e os locais por entre as muitas fotos na parede veio uma voz familiar que nos guiou com carinho. Quando por fim nos deixou perguntei ao Louis. Sabes quem era? Era a Pilar. E ficou depois por momentos parada em frente a um ecrã onde passava uma entrevista do seu José.
A mim Saramago ensinou-me que nunca é tarde. Nunca é tarde demais para fazermos aquilo de que gostamos. Nunca é tarde. Nem para sonhar. Nem para escrever. Nem para amar.



















Todas as fotos são do Louis.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!

Há aqueles que não acreditam em superstições. Há aqueles que vestem cuecas novas. Alguns azuis. Outros brancas. Há aqueles que comem doze passas. Uns todas de uma só vez. Outros pedem um desejo por cada uma das passas. Há aqueles que sobem para cima de um banco, cadeira ou degrau. Há aqueles que pisam dinheiro. Há aqueles que se atiram ao mar. Há aqueles que bridam, abraçam-se e beijam-se. Enfim... Cada um nós tem a sua tradição de desejar o melhor para si e para aqueles que são seus.

Espero que os nossos desejos se realizem!

Aqui fica uma músiquinha para entrar com o pé direito em 2013!


What are you doing New Years Eve?,
by Zooey Deschanel and Joseph Gordon-Levitt

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

E assim passou o Natal...



Com mais um aninho... 32 parece-me uma boa idade. Com os amigos a dançar até às tantas e a mostrar que 32 é de facto uma boa idade. Com almoços de família a provar que apesar das circunstâncias mudarem há coisas que nunca mudam. Mantendo as velhas tradições e adoptando novas. Nos encontros de última hora para desejarmos Feliz Natal àqueles que estimamos. Nos reencontros com velhos amigos e nas conversas que perduram no tempo e no espaço. Nos telefonemas e video conferências com aqueles que estão longe mas ao mesmo tempo tão perto. Na cozinha com a minha mãe e a minha avó aprendendo que o carinho e dedicação que colocamos naquilo que fazemos é uma prova de amor. À esperar da meia-noite no sofá a ver um clássico do cinema com toda a família a rir em uníssono. Com chá e rabanadas enquanto trocamos carinhos. Com a minha avó a implicar com o meu avô e a mostrar que o amor não tem idade. Com as memórias daqueles que continuam sempre connosco. E por fim terminar este dia com os meus cães a ressonar exaustos aos meus pés enquanto o meu amor tenta pela 5ª vez solucionar o Rubik Cube. Isto é felicidade. Isto é Natal!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Doce Outono em tons de castanho

Os dois últimos fins-de-semana foram passados a aproveitar o melhor do Outono... As castanhas, as folhas caídas pela nossa Mata da Rainha e claro, a família. Ontem houve ainda tempo para fazer umas quantas Broas Castelares.















As minhas Broas Castelares

Tal como a minha bisavó não consigo seguir uma receita à risca - talvez daí a minha falta de jeito no que toca a bolos - e fiz algumas alterações de acordo com o meu gosto pessoal. Quem comeu diz que estão óptimas, por isso parece-me seguro passar-vos a receita baseada numa que estava no baú da família.

2 Kg de batata doce previamente cozida e em puré
1Kg de açúcar (na receita original tinha mais 1/2Kg mas garanto ser mais que suficiente)
100g de miolo de amêndoa
80g de côco ralado
180g farinha de milho (na receita original 350g)
80g farinha de trigo
mel e canela a gosto
raspa de 3 laranjas e sumo de 2
6 ovos batidos (podem colocar apenas 4)

Colocar o açúcar ao lume com água até ficar em ponto espadana (qualquer coisa como dissolver, levantar fervura e começar a borbulhar). Em lume brando adicionar a batata doce e mexer. Em seguida a amêndoa, o côco, a raspa e o sumo de laranja, o mel, a canela e voltar a mexer. Adicionar a farinha de trigo e milho, e por último os  ovos. Deixar durante alguns minutos até os ingredientes ligarem bem. Forrar uma travessa com papel vegetal e deixar o preparado a arrefecer. Aquecer o forno a 220ºC. Forrar os tabuleiros para o forno com papel vegetal e adoptando a técnica dos pasteis de bacalhau ir fazendo as broas - de acordo com o gosto e o jeito pessoal - e dispondo no tabuleiro (com pelo menos 1 cm de distância entre cada uma). Pintam-se com ovo batido e começa por colocar-se o tabuleiro a meio do forno e após cerca de 5 minutos passar para o topo. Tirar quando acharem que estão ao vosso gosto (no meu caso ao todo 10/15 minutos cada tabuleiro).
Depois é só deixar arrefecer e desfrutar! Espero que gostem!



Todas as fotos são do Louis.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Xmas List

O meu mês preferido do ano chegou!
Aqui ficam algumas ideias de prendas bem simpáticas!
Espero que gostem e deixem também algumas ideias!




1. Eu só fiel à minha Brita mas esta garrafa de H2O reutilizável portátil Booble é espectacular e ideal para ter na secretária! Como funciona aqui!
2. O novo cd do Mário Laginha e da Mª João, Iridiscente, já aprovado pelos ouvidos aqui da casa.
3. O boneco térmico O Oliveira para combater pézinhos frios na cama. Aqui em casa estamos completamente viciados! Estes bonecos são feitos de caroços de azeitona, aquecem-se num instante  no microondas e a história desta empresa vale a pena conhecer. A almofada de caroços de cereja é igualmente 5 estrelas.
4. Palavras para quê... É ele, é o Sparky!!!! Adoro!
5. O livro The New York Times - 36 Hours - 125 weekends in Europe ideal para quem gosta de viajar ou de sonhar com viagens!
6. A mala multitask Fjallraven Kanken Number 1 Totepack, dá para usar às costas, na mão, a tiracolo... Enfim, ideal para o dia-a-dia e para as viagens!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Flâneur

"esse caminhante sem rumo nem objectivo certo que se perde na multidão e que vai para onde quer que o capricho ou a curiosidade dirija os seus passos"

em Paris, Os Passeio de um Flâneur de Edmund White


Aqui ficam algumas fotos dos nossos passeios por Paris, por vezes com chuva, frio e aquela luz irradiante ao final da tarde. Mostrar Paris pela primeira vez a alguém é muita responsabilidade, mas impossível de ficar desiludido. Afinal, Paris é Paris. É sempre bom rever os sítios mais emblemáticos, caminhar por ruas conhecidas e descobrir novos sítios e ruas desconhecidas. Sair do metro e encontrar a grandiosa Torre Eiffel...






E apanhar uma chuva brutal com granizo à mistura. Acontece, mas como diria a Djibicou "é tão bonita!". Ver o pôr do sol sentados nas Tuileries enquanto nos deliciamos com uns maravilhosos macarons da Ladurée. 







A ponte dos artistas a provar que Love is in the air...




 E passear, passear, passear...








 Ou simplesmente abrir a janela e inspirar Paris...


all photos by ella&louis

sábado, 24 de novembro de 2012

Polisse




Existem as razões pelas quais queremos ter filhos e as razões pelas quais não os queremos ter... E depois há as razões pelas quais muitas pessoas nunca deveriam ter filhos. Este filme é sobre isso, sobre pais que não deveriam ser pais, sobre responsabilidade, educação, respeito, sociedade e, por fim, como a vida de quem nos rodeia entra sorrateiramente em nossa casa. Ninguém é indiferente e ninguém sai ileso.
Excelente. A ver. O dia-a-dia de uma Brigada de Protecção de Menores.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filhos... Ter ou não ter eis a questão?


Paul and Stella McCartney.


Esta semana li este post e este sobre aquela que é uma das maiores decisões que podemos fazer - ter ou não ter filhos - e fiquei a pensar nas razões que nos levam a tomar essa decisão. Pessoalmente sempre me imaginei um dia nesse papel, sempre sonhei ser mãe. Quando leio os jornais, vejo televisão e ouço as experiências dos outros confesso que tenho muitos receios, muitas angustias e pergunto-me vezes sem conta se quero ser mãe sabendo que o mundo nunca será perfeito. Até hoje o meu desejo sempre se sobrepôs a todos os argumentos, o que me leva a pensar que talvez seja uma decisão um pouco egoísta.
Para além deste desejo que sinto também penso que seria absolutamente feliz com o amor da minha vida assim... Só nós os dois. Compreendo por isso quem tendo as suas razões decide não ter filhos.

A minha mãe diz-nos (a mim e à minha irmã) vezes sem conta: os filhos têm que ser desejados. 
A mim esta frase delicia-me, conforta-me e não o imagino de outro modo.



"In fact, people are still expected to provide reasons not to have children, but no reasons are required to have them. It’s assumed that if individuals do not have children it is because they are infertile, too selfish or have just not yet gotten around to it. In any case, they owe their interlocutor an explanation. On the other hand, no one says to the proud parents of a newborn, Why did you choose to have that child? What are your reasons? The choice to procreate is not regarded as needing any thought or justification. (...) We are fortunate that procreation is more and more a matter of choice."
Christine Overall, NY Times


Quais as vossas razões para ter ou não ter?

sábado, 17 de novembro de 2012

A árvore das possibilidades, uma vez mais



“I think we’ve been washed up.” she sighs. “We have so many opportunities that even when you feel deep inside that you are in the right place with the right person, you still think, am I still in the right place with the right person? And it’s terrible. Terrible.”

Marion Cotillard em entrevista para o Sunday Times Style (UK),  chegou até mim pela mão da minha querida BB*.



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