quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Hormonas



Eu que pensáva que TPM era mau. Abençoado. Fora a felicidade de estar grávida continuo à espera do gloom e do bloom que me prometeram. Até ao momento o único bloom foi no peito, agora com um tamanho aceitável. Não te preocupes isso passa no segundo trimestre, dizem-me. Ainda falta um mês! Um mês de dores de estômago e má disposição quer o estômago esteja cheio ou vazio, quer coma dieta ou não. E sono, muito sono.  E o pai? O pai come tudo. O pai pode tudo. Mas têm que aturar a mãe!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Oh please show me some mercy



Encontrei este pedaço de paraíso e estou cheia de vontade de o recriar aqui em casa!
Acho que este salivar constante só de olhar para as fotos deve ser efeito das hormonas... Ou então não! Pelo sim pelo não vou ali comer um quadradinho de chocolate.
Double chocolate cream tart... Aqui fica a receita desta tentação que não precisa de ir ao forno!

Boa semana para todos!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O princípio de uma viagem


Peter O'Toole and Romy Schneider


Uma das primeiras decisões que tivemos que tomar enquanto futuros pais foi se iriamos contar ou guardar segredo até ao fim do primeiro trimestre. Foi uma decisão fácil porque ambos sabíamos que não iríamos conseguir guardar tamanha alegria dentro de nós em segredo. Decidimos não contar a "toda a gente" mas às pessoas mais próximas.
Quando escrevi o texto em baixo disseram-me: não achas que ainda é um pouco cedo para estares a dizer a toda a gente? Na realidade nem pensei nisso... Até porque "toda a gente" não vê o meu blog e, fora aqueles que aparecem cá pelo azar de alguma pesquisa no google, quem vê ou é amigo ou não me conhece. O que é certo é que há esta espécie de estigma de que não podemos comemorar antes dos 3 meses, como uma espécie de superstição. 
Acho que é um decisão que cabe a cada casal e compreendo as razões de quem decide guardar segredo. No entanto para mim não faz sentido pois eu sei que, aconteça o que acontecer, as pessoas com quem o partilhei serão o apoio que irei precisar.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Aos dias felizes

Na foto Serge Gainsbourg e Jane Birkin.


6 de Janeiro
O teste deu positivo. Afinal sempre era verdade. Aquela vozinha dentro de mim que uma semana antes dizia ainda te vais rir muito deste dia tinha razão. E o meu corpo teve sempre razão não era apenas uma ilusão do meu coração.

13 de Janeiro
Hoje foi o dia em que te vimos pela primeira vez. Dizem que és do tamanho de uma semente de sésamo. E nós ficámos os dois a olhar para ti. Por ti. E naquele momento também o nosso mundo era do tamanho de uma semente de sésamo. Dizem que foi muito rápido, à primeira como o teu Pai gosta de dizer, mas para mim demorou muito tempo. Na realidade há muito tempo que espero por ti. Que esperamos por ti, Sementinha.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sítios para ir...


Só para refrescar a mente entre números, calculadora, teclado e monitor nada como sonhar acordar aqui e tomar o pequeno almoço com estes convidados tão especiais. Giraffe Manor é um pequeno hotel de 1930 que fica no Quénia a 20 Km da cidade de Nairobi e simultaneamente um centro de protecção das girafas de Rothschild. Era simpático... Não custa sonhar!



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Before Midnight



Quase 20 anos depois daquele que foi o filme (Before Sunrise) que apaixonou todas as adolescentes (ou quase todas) Ethan Hawke, Julie Delpy e Richard Linklater voltam a juntar-se pelo que se diz para terminar esta história de amor. Depois do segundo filme (Before Sunset) nos deixar em suspenso vamos finalmente ter a resposta à pergunta: será que é desta que eles ficam juntos?

Quanto tempo teremos que esperar para estrear em Portugal?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Edward Hopper no Grand Palais

photo by ella

Visitar Paris implica sempre uma visita ás exposições no Grand Palais conhecidas pela maneira exemplar com que são concebidas, pela oportunidade única de ver grandes obras e pelas grandes filas (problema que se resolve ao comprar os bilhetes on-line com hora marcada). Quando lá estivemos em Novembro fomos ver a muito aclamada exposição sobre o Hopper. Edward Hopper. E se o nome não vos diz nada garanto-vos que alguns dos quadros vos irão parecer familiares. Tenho muita pena de estas exposições retrospectiva não chegarem a Portugal. É pena.
Quando falam dos seus quadros falam em solidão, falam em personagens em trânsito entre uma situação e outra, situações banais, comuns... E o que é isso que acontece entre uma coisa e outra? Não será isso a vida? A mim o que me veio à cabeça foi... Deus das pequenas coisas. E eu gosto disso. Gosto dos momentos banais, comuns e ordinários de todos os dias. Estar sozinho não implica solidão. E o que mais gosto nos seus quadros é essa possibilidade de poder inventar uma história.
Mais tarde li um artigo onde o jornalista a propósito dos seus quadro dizia:

Cada um deles é a atomização de uma imagem que faz parte de um filme mais comprido. É isso que cria emoção. Isso e a taciturnidade revelada pela pintura, essa harmonia entre o desenho, a cor, a matéria, a luz, a composição. Um género de poesia onde a banalidade se transcende pela arte. Não há procura do grandioso ou sequer do exótico. Apenas o comum, o familiar, o modesto.
Vítor Belanciano in Público, Novembro 2012



Nighthawks (1942)


Morning Sun (1952)


Room in New York (1932)


Chop Suey (1929)


New york office (1962)

E vocês o que acham?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Hoje foi o primeiro dia de muitos...

Que irei passar agarrada ao meu Mac'inho!
A.K.A. dia em que comecei oficialmente a escrever a tese.
De momento a única coisa que me vem á cabeça é que se tivesse tido menos trabalho tinha menos coisas para escrever! D'Oh! (com direito a palmadinha na cabeça à Homer Simpson)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

Fim-de-semana na cidade: Conserveira Nacional

A Conserveira Nacional rapidamente se tornou uma das nossas lojas tradicionais preferidas onde nos abastecemos daquilo que são as melhores conservas nacionais. A simpatia com que somos atendidos e a qualidade daquilo que é nacional e muito bom faz desta casa uma referência. Perfeito para aqueles dias em que não apetece cozinhar ou nos apetece simplesmente trincar qualquer coisa. É o meu jantar preferido dos  domingos sonolentos... Sobre uma fatia de pão torrado e uma salada.











Todas as fotos são do Louis.


Passem por lá e provem, vão ver que vale a pena!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Fim-de-semana na cidade: Fundação José Saramago

Ao visitarmos pela primeira vez a Fundação José Saramago na antiga e restaurada Casa dos Bicos fica claro que aquela casa é uma prova de amor ao Homem, à sua obra, aos livros e aos leitores em geral. Fica uma sensação de que parte daquilo também é nosso, ou somos nós. Não sei explicar. Enquanto desvendavamos as pessoas e os locais por entre as muitas fotos na parede veio uma voz familiar que nos guiou com carinho. Quando por fim nos deixou perguntei ao Louis. Sabes quem era? Era a Pilar. E ficou depois por momentos parada em frente a um ecrã onde passava uma entrevista do seu José.
A mim Saramago ensinou-me que nunca é tarde. Nunca é tarde demais para fazermos aquilo de que gostamos. Nunca é tarde. Nem para sonhar. Nem para escrever. Nem para amar.



















Todas as fotos são do Louis.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!

Há aqueles que não acreditam em superstições. Há aqueles que vestem cuecas novas. Alguns azuis. Outros brancas. Há aqueles que comem doze passas. Uns todas de uma só vez. Outros pedem um desejo por cada uma das passas. Há aqueles que sobem para cima de um banco, cadeira ou degrau. Há aqueles que pisam dinheiro. Há aqueles que se atiram ao mar. Há aqueles que bridam, abraçam-se e beijam-se. Enfim... Cada um nós tem a sua tradição de desejar o melhor para si e para aqueles que são seus.

Espero que os nossos desejos se realizem!

Aqui fica uma músiquinha para entrar com o pé direito em 2013!


What are you doing New Years Eve?,
by Zooey Deschanel and Joseph Gordon-Levitt

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

E assim passou o Natal...



Com mais um aninho... 32 parece-me uma boa idade. Com os amigos a dançar até às tantas e a mostrar que 32 é de facto uma boa idade. Com almoços de família a provar que apesar das circunstâncias mudarem há coisas que nunca mudam. Mantendo as velhas tradições e adoptando novas. Nos encontros de última hora para desejarmos Feliz Natal àqueles que estimamos. Nos reencontros com velhos amigos e nas conversas que perduram no tempo e no espaço. Nos telefonemas e video conferências com aqueles que estão longe mas ao mesmo tempo tão perto. Na cozinha com a minha mãe e a minha avó aprendendo que o carinho e dedicação que colocamos naquilo que fazemos é uma prova de amor. À esperar da meia-noite no sofá a ver um clássico do cinema com toda a família a rir em uníssono. Com chá e rabanadas enquanto trocamos carinhos. Com a minha avó a implicar com o meu avô e a mostrar que o amor não tem idade. Com as memórias daqueles que continuam sempre connosco. E por fim terminar este dia com os meus cães a ressonar exaustos aos meus pés enquanto o meu amor tenta pela 5ª vez solucionar o Rubik Cube. Isto é felicidade. Isto é Natal!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Doce Outono em tons de castanho

Os dois últimos fins-de-semana foram passados a aproveitar o melhor do Outono... As castanhas, as folhas caídas pela nossa Mata da Rainha e claro, a família. Ontem houve ainda tempo para fazer umas quantas Broas Castelares.















As minhas Broas Castelares

Tal como a minha bisavó não consigo seguir uma receita à risca - talvez daí a minha falta de jeito no que toca a bolos - e fiz algumas alterações de acordo com o meu gosto pessoal. Quem comeu diz que estão óptimas, por isso parece-me seguro passar-vos a receita baseada numa que estava no baú da família.

2 Kg de batata doce previamente cozida e em puré
1Kg de açúcar (na receita original tinha mais 1/2Kg mas garanto ser mais que suficiente)
100g de miolo de amêndoa
80g de côco ralado
180g farinha de milho (na receita original 350g)
80g farinha de trigo
mel e canela a gosto
raspa de 3 laranjas e sumo de 2
6 ovos batidos (podem colocar apenas 4)

Colocar o açúcar ao lume com água até ficar em ponto espadana (qualquer coisa como dissolver, levantar fervura e começar a borbulhar). Em lume brando adicionar a batata doce e mexer. Em seguida a amêndoa, o côco, a raspa e o sumo de laranja, o mel, a canela e voltar a mexer. Adicionar a farinha de trigo e milho, e por último os  ovos. Deixar durante alguns minutos até os ingredientes ligarem bem. Forrar uma travessa com papel vegetal e deixar o preparado a arrefecer. Aquecer o forno a 220ºC. Forrar os tabuleiros para o forno com papel vegetal e adoptando a técnica dos pasteis de bacalhau ir fazendo as broas - de acordo com o gosto e o jeito pessoal - e dispondo no tabuleiro (com pelo menos 1 cm de distância entre cada uma). Pintam-se com ovo batido e começa por colocar-se o tabuleiro a meio do forno e após cerca de 5 minutos passar para o topo. Tirar quando acharem que estão ao vosso gosto (no meu caso ao todo 10/15 minutos cada tabuleiro).
Depois é só deixar arrefecer e desfrutar! Espero que gostem!



Todas as fotos são do Louis.