segunda-feira, 27 de novembro de 2006
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
O meu pior defeito

Deixem-me que vos conte uma história verdadeira...
Uma destas noites fomos a um bar ouvir, pela terceira semana consecutiva, os "Cauda da Tesoura", dois rapazinhos que tocam e cantam muito bem.
Foi uma bela noite de convívio entre 3 amigos dos tempos do Liceu, daqueles amigos que passaram juntos pela adolescência, que viveram coisas inesquecíveis, e que agora, passados alguns anos, têm perspectivas de vida muito diferentes, no entanto o tipo de relação que nos une continua a ser o mesmo, por mais anos que nos separe a vida! (não sei estão a ver a ideia).
Estes belos amigos quando se juntam, conversam sempre sobre diversos assuntos, mas inevitavelmente o primeiro assunto é sempre fazer um ponto da situação sobre a vida dos nossos amigos dos mesmos tempos de escola: como está, com quem está, o que faz, o que fez e tal e coisa... raramente escapa algum a esta espécie de censura!
Relembra-se sempre uma história ou outra e depois sim, conversa-se um pouco sobre a "actualidade", das nossas vidas, das dos outros, do que sentimos, do que se passou entretanto, etc, etc, etc. São momentos únicos, são "intimidades" únicas, são pessoas que nos conhecem bem e sem máscaras, a sua opinião é mtas vezes imprescindível ao desenrolar das nossas vidas (mesmo que façamos o contrário da opinião deles...)
Bem esta história até agora não tem nada de estraordinário, nada de diferente nem nada digno de nota a não ser relatar uma noite de convivio entre amigos. Mas nesta noite, tal como em todas as outras quando nos juntamos, aproveitamos sempre para por as garras de fora e escamotear até ao tutano os defeitos de cada um. Até aqui, nada de anormal.
O verdadeiro problema foi quando a amiga Ella perguntou à amiga Mystic e ao amigo Sharkman:
- Então e e tu, qual é o teu pior defeito?
A Mystic e o Sharkman, como é hábito, responderam muito frescos e com grande gargalhada:
Ao que se seguiu, um entre-olhar, um momento de pausa, uma reflexão. Começamos a falar e a discutir o assunto, e chegamos à conclusão que os nossos piores defeitos rapidamente descobertos, eram mto relativos e que todos nós achamos que o nosso pior defeito, pode ser também a nossa maior virtude.
Seguiu-se um novo entre-olhar, um novo momento de pausa, uma nova reflexão, e a constatação que afinal nenhum de nós foi capaz de responder, qual é o seu pior defeito.
Bem, isto deu que pensar, mas fui para casa dormir porque já era tarde e não dei mta importância ao assunto...
Ontem fui jantar com o Sharkman (à Bella Millano e não comi pizza de atum) e ele diz-me assim:
- Ainda não parei de pensar naquela história de qual é o meu maior defeito, dois dias a pensar nisto e ainda não cheguei a uma conclusão!
Meus caros amigos,
"Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Álvaro de Campos
in Tabacaria
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Dois recados numa mesma canção


sábado, 18 de novembro de 2006
Mulher em Branco

Ando à algum tempo para escrever este post sobre o livro mas tem-me faltado a coragem. Tem-me faltado a coragem porque é impossível escrever sem revivê-lo. E ainda me dói. À livros que se colam a nós e teimam em não nos desabitar, livros que adormecem connosco. São assim os livros bons, pelo menos comigo.
Lembro-me muitas vezes deste verso...
Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Muitas vezes. Quando me abraças e te sinto meu. E penso no quão rápida é a sorte, nas pequeninas coisas que mudam e principalmente naquelas impensáveis que se precipitam. O nosso destino em mãos que não são as nossas. Dói-me pensar na crueldade do mundo e se sobreviveremos. Dói-me.
Este livro fala disto mesmo, desses breves instantes decisivos. Da crueldade da realidade em que vivemos e como vamos sobrevivendo a ela.
Adorei o livro. Sofri mas adorei. Gostei muito da forma expressiva como escreve. Pela segunda vez em muitos anos confesso saltei um capítulo. Da primeira vez que o fiz recusei-me a ler o último capitulo de um livro que amo, pois para mim essa história não terminará. Desta vez li-o mas aos soluços, a direito doí-a muito (e quem já leu o livro já imagina qual terá sido). Isto é o melhor dos livros, e a prova irrefutável que os livros não são de quem os escreve mas sim de quem os lê, na minha opinião.
Se por acaso precisam de um empurrãozinho para o lerem deixo uma breve sinopse... Uma mulher ao receber a notícia do desaparecimento do filho perde a memória.
Ella
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
A minha caixinha de Bombons
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
Ontem foi assim...
domingo, 12 de novembro de 2006
Confissão
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
Após 26 anos... a confirmação
O meu cérebro funciona!
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Definição do verbo Amar
Desafio

A verdade é esta meus amigos: É impossível reduzir-vos a algumas palavras pois vocês para mim são um Mundo!
Ella
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Children of Men

Ora aqui está um belo filme. Enfim, “belo” talvez não seja o melhor adjectivo para descvrever a filmaça. Mas é uma grande filmaça. Filme de ficção científica praticamente sem efeitos, sem sabres de luz, sem personagens feitas a computador, sem naves e mauzões vestidos de preto com vozes esquesitas. Aqui é tudo muito normal, o mundo está mal, as nações autodestroem-se, a poluição está ao rubro, os imigrantes são deportados, os políticos são cada vez mais corrompidos, etc. O pequeno toque de ficção científica está num pormenor bem grande: os humanos ficam incapacitados de se reproduzirem, as crianças deixam aos poucos de existir, a população envelhece globalmente rumo a um futuro sem futuro! A personagem principal deste futuro sem esperança é o cada vez mais admirável Clive Owen. O filme consegue criar um delicioso ambiente de opressão e desespero em torno das personagens ao jeito de um bom “survival”. A crueza das imagens de Cuaron , a representação de um mundo muito realista com problemas não menos realistas e a luta da humanidade contra a sua própria humanidade dão a este filme o impacto apropriado para sairmos da sala a pensar nele (são esses filmes que têm direito à menção "filmaça"!). E para aqueles que reduzem ficção científica a guerras no meio das estrelas, este é com certeza um bom filme para abordar o género.
PS: Também gostei de ver os curtos bons momentos de Michael Caine.
LOUIS
sábado, 4 de novembro de 2006
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
May the force be with you
Finalmente... Finalmente fez-se justiça
a milhares de fãs desta incomparável e histórica saga inter-galáctica, que encantou gerações.

É a oportunidade Lusa de poder ver ao vivo e a cores, protótipos, roupas e modelos usados nos filmes deste clássico da ficção científica.
Mais de 150 objectos, modelos originais, 2 naves, story-boards e muito mais para (re) descobrir em cerca de 2000m2 daquela que é a exposição oficial da saga inter-galáctica.

Quem?
Quem é que não se emociona até às lágrimas
só de ouvir o "The Main Theme of Star Wars"?

O Museu da Electricidade foi o espaço escolhido para mostrar, agora que passam trinta anos, depois de ter dado origem a seis filmes, livros, jogos e um número incalculável de merchandising, uma viagem que percorre os 12 mundos da galáxia Star Wars:

Começa no mundo que viu nascer Anakin Skywalker e termina numa Sala de Projecção, após um percurso de cerca de 2 horas, com a exibição dos filmes da saga e documentários sobre o imaginário “Star Wars”.
Obrigada George Lucas!
Sem qualquer sombra de dúvida, o ex-libris desta exposição é
o AUTÊNTICO, o único, o verdadeiro e o tenebroso, provavelmente o mais temido de toda a história do cinema:
O ORIGINAL de DARTH VADER.

- WELCOME TO DARTH SIDE OF THE FORCE -
Quando é que vamos ver?
May the force be with you, young SKYWALKER...
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
My all times favorite singers
Hoje decidi finalmente explorar o Youtube, e o resultado foi este... Espero que gostem! Exclusivamente ladies, os gentlemen ficam para uma próxima vez.
(aconselho a deixarem carregar tudo antes de ouvirem!)
Ella Fitzgerald - Summertime (berlin, 1968)
sábado, 28 de outubro de 2006
Para uma amiga

domingo, 22 de outubro de 2006
Les temps sont durs pour les rêveurs.
Eva

Ma petite Amélie, vous n'avez pas des os en verre. Vous pouvez vous cogner à la vraie vie. Si vous laissez passer cette chance, alors avec le temps, c'est votre coeur qui va devenir aussi sec et cassant que mon squelette. Alors, allez-y, nom d'un chien! L'homme de Verre
Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
J'aime bien ce filme. Um filme feliz, colorido de verde esperança e vermelho paixão. Que nos delicia a cada momento e nos deixa de sorriso nos lábios do princípio ao fim. Filmes assim sabem bem e caiem bem em qualquer altura. Mesmo para aqueles que já o viram algumas vezes, revê-lo é sempre uma surpresa. Há sempre um pormenor que nos escapou, um gesto... Foi isso que fiz esta semana, e enquanto escrevo este post acabo de ver o anúncio que daqui a alguns momentos vai passar na RTP1. Pequenas coincidências. Para os cinéfilos que gostam de bandas de sonoras... esta a cargo do talentoso homem dos 7 instrumentos, Monsieur Yann Tiersen, vale a pena ouvir. Bem francesa, com um toque tradicional mas muito jovial, leve, e feliz. Caso não conheçam a obra deste realizador, Jean-Pierre Jeunet, aconselho vivamente a verem o Delicatessen e La Cité des enfants perdus. Filmes menos alegres mas igualmente surpreendentes e repletos de diversos pormenores inventivos e imaginativos captados à sua maneira. E ao que parece o Senhor vai adaptar para o cinema, A vida de Pi, o best-seller do Yann Martel. Aguardemos espectantes portanto!

Make a Wish!
Ella
Friends

Seinfeld
sábado, 21 de outubro de 2006
UH LA LA !!!

Sofia Copolla encerra, com Marie Antoinette, a sua trilogia das adolescentes. Depois de As Virgens Suicidas e Lost in Translation - O Amor é um Lugar Estranho, a cineasta apresenta-nos um teen movie épico focado na figura da rainha francesa e ícone historico.
Sofia acolhe-nos no Palácio de Versalhes para uma visita guiada ao mundo do "símbolo do declínio completo de um estilo de vida". Em Marie Antoinette é-nos apresentada a vida da malograda princesa do império austriaco que virá a casar com Luis Augusto, delfim de frança e futuro regente.
Numa abordagem claramente pop e sem se tratar de uma aula de História, vemos a evolução de Marie Antoinette ao longo dos tempos apresentada por Copolla numa vasta palete de cores coadjuvada por uma fotografia sublime e guarda roupa a condizer que acompanha a narrativa como se de uma personagem se tratasse. É impossível ficar indiferente à banda sonora, que mais uma vez surpreende pela frescura e timing perfeito para a situação, misturando inspiração barroca com notas do século XXI dignas de um pub londrino.
Kirsten Dunst interpreta, na segunda parceria com a realizadora, a mulher que se viu rainha de um império ainda teenager, rodeada por um mundo de chantilly e morangos acompanhados por taças de champagne borbulhante, vestidos e sapatos de alta costura ( ou não ;) ), diamantes e perucas extravagantes. É uma boa interpretação da actriz, experimental o suficiente como o filme necessita embora a actriz principal seja mesmo a realizadora.
Vale a pena!
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Paso Doble

À noite, sempre que se sonha a dois, há qualquer coisa de novo que recomeça. Depois, um dia, quando somos grandes, reparamos que sim, que isto foi realmente verdade. ...
Lá longe, o búzio que pousei com a minha mão, toca ainda música. É a melhor de todas que jamais ouvi, porque vem direita do céu.
Por causa disto, sou como tu feliz para sempre.
Pedro Strecht
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Para depois não dizerem que não avisei!

Matthew Herbert vai regressa a terras lusas para apresentar o seu mais recente trabalho já na próxima semana, Scale, dia 18 na Casa da Música (Porto) e dia 19 no Lux (Lisboa). Será que é desta que não vou perder?! I really hope so!
E como se não estivessem já marcados poucos concertos de estrelas internacionais do jazz para este Outono, Mr. Herbie Hancock acho que esta seria a altura perfeita para dar cá um saltinho. Depois de um ano em que já cá tivemos o Brad Mehldau, o Chick Corea, teremos o Keith Jarrett, só cá faltava este peso pesado do piano. O concerto está marcado para dia 16 de Novembro no Coliseu de Lisboa e para dia 18 no do Porto. E o resto grupo será: Vinnie Colaiuta (bat), Nathan East (b) e Lionel Loueke (g).Ella
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
IV Fórum da Química

O IV Fórum da Química realizar-se-á nos dias 24 e 25 de Outubro de 2006, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Ver página para mais informações.
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
3 Pianos?

PS: Hum, não consigo deixar de pensar o que daria substituir o Burmester por um pianista de jazz e deixarem-se de tretas de alternar peças clássicas com jazz. Não tenha nada contra fusões, antes pelo contrário, mas gosto de misturas que façam realmente sentido como um todo!
LOUIS
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Volver II

quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Falsas mentiras!

Ontem fui ver um filme de terror. Daqueles classificados para maiores de 16 anos. Estranho, eu classificaria o filme para maiores de 3 anos. Assim teríamos reacções do tipo: "-papá, quem são aqueles monstros que estão a dar cabo do nosso planeta? -sou eu filho, eu e a tua mãe, a tua família, os teus amigos e os meus, somos todos monstros e estamos a acabar com o mundo! -aiiiiii, pai, fiz chichi nas calças....." bom, talvez para maiores de 6. Fui ver An Incovenient Truth. Estava melancolicamente à espera de um filme documentário choque típico à la Michael Moore, sem o carisma deste e com um sujeito que "costumava ser o próximo presidente do EUA" (Al Gore) à procura de alguma atenção mediática sobre o assunto morno do Aquecimento Global. Descobri que o tal ex-não-presidente é militante deste assunto desde a sua tenra idade, que faz desde muito uma campanha de informação por todo o mundo, apoiado em factos científicos e catástrofes naturais. Descobri que o Aquecimento Global é afinal um assunto muito quente e a precisar de urgente atenção (consequências muito graves daqui a 10 anos). Descobri que é impossível ficar insensível aos factos não científicos que ocorrem por todo o mundo e mesmo à nossa volta (viram a praia da Foz este ano? E a neve nas Caldas? E os fogos?) Descobri que uma vontade geral e uma motivação política podem resolver isto tudo. Descobri que deve partir de nós, individualmente.
E depois disto, vou desde já começar a minha própria campanha anti Aquecimento Global. Passo 1: Vão ver o filme!!! É muito angustiante e esclarecedor. Vão mesmo ver. Mesmo!
link: www.climatecrisis.net Mesmo!!!!!
LOUIS defensor da Terra!








