quinta-feira, 31 de agosto de 2006

A Ilha

Tudo começa com os preparativos mais ou menos à pressa com aquela ansiedade que surge quando se vai viajar, mesmo que sejam pouco mais de 40 km. A verdade é que nem era suposto ir, mas mediante um convite para A rever, é impossível resisitir. Compra-se o bilhete para a traineira que sempre fiel nos espera para nos levar para o lado de lá e logo surgem notícias alarmantes de uma praga de nuvens de melgas sanguessugas vampirescas trazidas pelo levante da semana anterior. "Eu sabia que nao devia ter deixado o repelente em casa, doh!"

A companhia é um misto de amigos da ilha desde sempre e de amantes tardios que é o meu caso. Desde que lá fui pela primeira vez, resolvi voltar, sem saber como ou quando.

Passado o canal da formosa, esquece-se tudo o que ficou para trás. Carros, bulício citadino, gente mal disposta. Ali volta-se às origens de chinelo no pé.

À chegada ao parque confirma-se. As P#$&% das melgas estão a atacar como nunca e o repelente no móvel da casa de banho. Tá-se bem e welcome to the jungle. Outra praga que se vem alastrando são nuestros hermanos (É a globalização estupido!) mas ao contrário do que é costume, ali também eles adquirem o ritmo insular e falam mais baixo que o normal respeitando o silêncio que é marca deste areal interminável.

Numa altura de tecnologia tembém lá se nota a chegada do século XXI com a proliferação de tendas que se montam em 2 ou 3 segundos (se ao menos eu tivesse tido esta ideia...). Nós, campistas desde sempre e à antiga ainda não cedemos a essas modernices e montamos a nossa em 5, só pa chatear. Em menos de nada estamos a dar um mergulho no sítio onde o mar é mais transparente, a água mais quente e o sol nos abraça como em lado nenhum.

Os dias na Ilha de Tavira passam mais devagar (e isso é bom!) e quando damos por nós já passou mais um. Aquela rotina rotineira dos dias sem fim em que não há nada para fazer excepto torrar ao sol, banhos sem fim, fazer umas pescarias ou ver o barco a chegar são deliciosos e merecedores de serem aproveitados com a simplicidade que a Ilha nos apresenta.


As noites por seu lado, passam tão depressa quanto a bela da imperial demora a escorregar numa garganta seca em Agosto. Não há nada como a arte de esplanar com os pés na areia, em que as conversas vão surgindo ao ritmo das ondas do mar com o som dos batuques ao fundo e as estrelas brilham mais do que em qualquer outro sítio.

Como despedida, só mesmo um concerto good vibe à beira mar com a companhia daquela outra fauna da Ilha, o pessoal do sábado à noite com as suas geleiras cheias de cerveja, sacos cama salgados, e claro, em câmara lenta como na tv.

Recomendo a todos este hotel de 1000 estrelas, único e inolvidável.

Como dizia o outro: "THIS IS MY ISLAND" . Até pró ano!

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos...




Não há nada melhor que uns dias de férias para recarregar baterias e descansar os olhos num horizonte um pouco mais distante.



Espero que os nossos trilhos se voltem a cruzar em breve.
Boas férias a todos!

Vamos de férias!


Estamos algures por aqui... ou não!

LOUIS e ELLA

domingo, 13 de agosto de 2006

Deliciosos dias



Na vida temos duas famílias, a que nos calha em sorte pela força do sangue e aquela que vamos construindo enquanto crescemos - os amigos. As horas passam a correr entre o que tem de ser feito e o que gostamos de fazer, e quando damos conta esgotámos os minutos de mais um dia. Nas férias enganamos o relógio, ou guardamos o dito dentro da gaveta da mesa de cabeceira, e o tempo é nosso ao sabor dos dias. Tem sido assim. Dias de reencontros. Uma mesa cheia, cheia de vida. Os melhores amigos, as deliciosas iguarias, as palavras que saltam de boca em boca em longas conversas, os sorrisos rasgados, as pequenas cumplicidades... as fresquíssimas caipirinhas... Dias em que sentimos que tudo está no sítio certo e exactamente como devia de ser. Sem dúvida dias felizes.

Photo and words by Ella.

Camembert Surpresa!



Aqui fica mais uma saborosa sugestão culinária para cheese lovers. Esta foi recolhida da Cooking e testada por verdadeiros gourmets ontem. Resultado: passou à primeira com distinção. Bem fácil, bem rápida. Cá vai...

1 Camembert
1 pacote de massa folhada pronta

Estender a massa folhada conforme as instruções do pacote e picá-la com um garfo. Colocar o queijo no centro do circulo da massa folhada e embrolha-lo com a mesma. Colocar o embrulho num tabuleiro com papel vegetal e levá-lo ao forno (já aquecido) até a massa ficar douradinha (cerca de 20 min). Servir com doce ou mel.

Photo by Ella.

sábado, 12 de agosto de 2006

Animais de estimação


Porque precisamos deles? Ficam doentes, por vezes mordem, fazem necessidades onde não devem, retraçam chinelos e bolas de futebol, deitam pelo por tudo o que é sítio, comem toneladas de croquetes caríssimos, cheiram mal, ladram, miam (etc) desalmadamente toda a noite, cheiram rabos, ficam com cio ou então correm atrás de fêmeas como uns loucos…pensando melhor são muito parecidos com os Homens. Mas, mais importante que isso, são de estimação porque são fofos!

LOUIS (sim, tenho um cão!)

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Enternecer ao entardecer


He whose head is in love's shade
Beneath his feet will be paradise
He whose head is in love's shade

Letra da música de Bollywood "Chaiyya Chaiyya", transformada num hit pela banda sonora do filme de The Inside Man de Spike Lee.

Photo by Ella.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

E a menina dança?

Ontem foi a nossa estreia no Andanças, naquela que foi 11ª edição deste festival de danças tradicionais, que se realiza anualmente em Agosto em Carvalhais na região de São Pedro do Sul.

A dança, a música, o pó e claro... os amigos!







Photos by Ella.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Procuro-me onde sempre me encontro... junto ao MAR!



Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa
Há muito

O mar azul e branco e as luzidias
Pedras – O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.
Inicial

Sophia de Mello Breyner Andresen

Photo by Ella.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Dias Felizes... Dias Tristes...



Li algures que segundo um estudo realizado pela New Economics Foundation (uma ONG Inglesa), Portugal é o 136º país mais feliz do mundo dos 178 estudados. Ao que parece o país mais feliz do mundo é o Vanuatu, arquipélago de 83 ilhas no Pacifico, onde já se realizou o programa Survivor. Pelas fotos acho que dá para perceber a felicidade de viver lá! Voltando ao Happy People Index (HPI), este é calculado de forma a incorporar 3 indicadores: "ecological footprint", "life-satisfaction" e esperança de vida. "The HPI reflects the average years of happy life produced by a given society, nation or group of nations, per unit of planetary resources consumed. Put in another way, it represents the efficiency with which countries convert the earth’s finite resources into well-being experienced by their citizens." Para quem estiver interessado em saber mais, dirija-se aqui... E para quem quiser calcular o seu próprio HPI, dirija-se aqui. Good Luck! Eu neste momento dispenso, acho que vou dar um pulo até ao Vanuato, pode ser que as coisas melhorem! Alguém sabe onde compro o bilhete??
Ella

PS... as fotos são um escape para todos aqueles que como eu não podem fugir! Ainda por cima parece ser um paraíso para o mergulho, acho que era capaz de ser feliz... e vocês... não?!
PSS... porque será que me veio à cabeça este fado??

Fado - palavra que vem do latim fatum, ou seja, "destino". De origem obscura, terá surgido provavelmente na primeira metade do século XIX.

Ó Gente da Minha Terra
Amália/ Tiago Machado

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi

É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar

quinta-feira, 13 de julho de 2006

My Song



À muito tempo que não se fala de música neste blog, que vergonha Louis! Com o concerto do Keith Jarrett quase quase aí (os bilhetes esses já estão comprados)... apetece-me hoje falar sobre este cd. Podia falar num sem fim de bons cd's do Jarrett nas mais variadissimas formações, podia também falar nos mais emblemáticos a solo como o Koln Concert ou o Facing You... esses são especialíssimos. Este senhor é sem dúvida uma das bandas sonoras da minha vida desde pequenina, pois o meu papá era um afficionado. E este cd é absolutamente melodioso, harmonioso e suave (apesar do som mais que típico dos sax's do Sr. Garbarek), tal e qual um bom domingo de manhã. A tomar o pequeno almoço no sofá de pijama enquanto o papá toma o café e lê o jornal. Há cd's assim. Que me remetem para este universo e para essa traquilidade. Muitos até. Sabe bem depois de um dia mais que complicado pôr o cd, esticar as pernas e pensar em dias assim. Este como outros... I know by heart! Aconselho vivamente a todos! Todos mesmo!
Ella

MY SONG, ECM 1977/11
Keith Jarrett Piano, Percussão
Jan Garbarek, Saxofone Tenor e Soprano
Palle Danielsson, Baixo
Jon Christensen, Bateria

segunda-feira, 10 de julho de 2006

O Amanhã


Hoje é assim... vou suster a respiração e aguardar. Todo o peso do amanhã suspenso no vazio, todo o insustentável peso de ser equilibrando-se no fio da navalha. Dada a natural tendência para a asneira talvez seja preferível desejar o melhor e esperar o pior. Prepara-se o ser. E o que vier... voilá! O passado ensina-nos que o mais profundo golpe sara em tempo devido. Deixa cicatriz mas sara. E essa cicatriz não é mais que o mapa dos caminhos percorridos, a memória intemporal que não nos deixa voltar atrás e perder o rumo. Assim, espero hoje pelo futuro... em paz... quer com o passado quer comigo! Em paz...
Ella


Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.
Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.

Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.

Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos —
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o
compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.

Álvaro de Campos

sábado, 8 de julho de 2006

Melancolia do "pequeno" Tim Burton


A Morte Melancólica do Rapaz Ostra, conhecem? 23 contos, alguns pequenos e outros "muito pequenos". São as histórias de pequenas personagens com um destino incerto, por vezes também muito pequeno (a morte espreita em cada um desses contos!). Um pequeno condensado de humor negro e drama fantástico metidos num pequeno livro da autoria de Tim Burton. Cada personagem tem também direito a um pequeno desenho próprio do autor, que enriquece assim esta pequena jóia para pequenos e graúdos (não demasiado sensíveis à melancolia...). Recomendo vivamente a versão em inglês (a portuguesa encontra-se esgotada, temos pena).
PS: Ouvi por aí dizer que alguém fez música para este pequeno universo...
LOUIS

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Conto Tradicional da Salamandra Viscosa

Carissimos, este post é dedicado à Ella, por vários motivos, tantos que poderia ficar aqui o resto do dia a enumera-los, mas opto por dizer apenas dois:
1. resposta ao post anterior onde descaradamente a Ella colocou um desenho da minha co-autoria,
2. para não ter a mania que só ela é que vai ao "baú da história" buscar relíquias antigas.

No seguimento da nossa conversa ontem: " - vou despejar estes dossiers, nunca mais vais olhar para isso". Cheguei a casa, olhei para uma das estantes e disse: não é tarde nem é cedo, arranjei um saco de plástico de alças bem grande e comecei a desfazer-me de "histórias" no intuito de construir novo espaço para novas histórias!

Descobri esta pérola. Lembro-me perfeitamente disto, andavamos no 10º ano, eramos colegas de carteira de Língua Portuguesa e a nossa professora certo dia disse: quero que escrevam um conto tradicional...

Aqui está a versão fac-símile, original, sem qq correcção à posteriori, a versão original.

Toma Ella, é para ti!


Conto Tradicional

Introdução
Este conto tradicional foi recolhido algures no nosso país. Antes de ser escrito foi passado oralmente de geração em geração, de avós para netos de e de pais para filhos. ara hoje podermos ler este conto, nós alunas do 10º ano, tivemos que investigar, passar horas com a população, horas que não dormimos por estarmos a investigar; Mas o resultado é este: o Conto Tradicional, mais famoso de todos os tempos.O conto da Salamandra Viscosa que não sabia nadar (yô!)

O conto da Salamandra Viscosa que não sabia nadar (yô!)

Era uma vez, uma linda rapariga, filha de um humilde, que vivia numa floresta.Quando ela tinha apenas 3 anos a sua mãe morreu, e desde então que passava os dias sozinha e triste, na sua fria e isolada casa na floresta.
Um certo dia sentindo-se tão só, resolveu ir dar um passeio até ao rio. Foi então que viu, um belo rapaz montado no mais lindo cavalo que ela vira até àquele dia.Mas também ele estava triste e só, porque não tinha amigos. Ao ver a linda rapariga o rapaz ficou deslumbrado com tanta beleza e logo meteu coversa com ela.
Como ambos passavam os dias sozinhos, começaram a econtrar-se todos os dias no rio. Embora separados pela forte corrente, rapidamente se aperceberam que o que sentiam um pelo outro era amor, puro e inocente.
Porém um dia o jovem não foi ter com a rapariga, e ela ficou muito preocupada, pois não sabia a verdadeira identidade do jovem. Ele não era mais do que um príncipe, cujo pai queria que ele se casasse com uma rica rapariga do reino, mas que era na verdade uma bruxa má. Como ele amava a linda rapariga, não queria casar com a bruxa e resolveu fugir do reino. Mas a bruxa indignada resolveu segui-lo para se vingar. Quando encontrou o principe decidiu vingar-se dele transformando-o em salamandra viscosa.
Como não tinha mais ninguéma quem recorrer, o príncipe foi ter com a linda rapariga.
Quando chegou à margem do rio e viu a sua amada do outro lado, atravessou o rio a nado para ir ao seu encontro. A linda rapariga assustou-se, pois tinha medo de salamandras. Mas o príncipe mesmo transformado conseguia falar e então disse para a rapariga não ter medo e contou-lhe a sua história. Ela, como nutria também por ele um grande amor, perguntou-lhe o que poderia fazer por ele e ele disse-lhe que o feitiço passava se ela lhe desse um beijo. E foi então que ela lhe deu um beijo e ele se transformou no belo príncipe por quem ela se tinha apaixonado.
O príncipe levou-a para a corte, casaram e viveram para sempre felizes no seu ninho de amor.


FIM

P.S. - Já agora... o texto é rematado com um satisfaz muito

Bikinis... quem não gosta ponha o dedo no ar?


Para quem não conhece a história... foi há 60 anos que um engenheiro mecânico (go figure!) francês Louis Réard se lembrou de inventar o dito Bikini. Na altura apesar de não ter as dimensões micro de alguns da actualidade era absolutamente chocante. A 30 de Junho de 1946, depois de terminada a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os norte-americanos testaram uma bomba atómica na ilha do Pacífico Atol de Bikini, deixando o mundo inteiro chocado (para variar!). Louis Réard querendo causar com a sua invenção o mesmo efeito bombástico da bomba e "rebentar com as ideias conservadoras da sociedade", baptizou a sua criação de Bikini.
E esta hein??? Uma história curiosa ou como diz a minha Fadinha "estes franceses têm mesmo a mania!"!
Ella

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Café Central



Não me lembro de quando entrei lá pela primeira vez. Como sempre acontece com os sítios que nos acompanham desde a meninice, e neste caso desde a barriguinha da mamã. Mas desde sempre os unicórnios me fascinaram. E ainda fascinam. Antes a minha imaginação voava com eles enquanto raspáva com a colher os deliciosos pastéis de nata.
- Ouviste o que a mamã disse?
- Ãnh? Desculpa estáva a voar, mas já estou aqui outra vez.
Lembro-me dos desenhos nas manhãs de sábado enquanto a mamã ia à praça e o papá fumava um cigarro, lembro-me das torradinhas ao lanche quando os ia buscar ao trabalho, lembro-me dos sorrisos nas caras conhecidas de sempre, lembro-me das conversas cruzadas nas mesas, lembro-me das piscinas intermináveis na praça, lembro-me de um sem fim de pormenores agora que tento recordar!
Durante muito tempo esteve fechado e com destino incerto. Voltou a reabrir à pouco tempo com uma cara nova, mas fico contente por saber que apesar dos hábitos daqueles que lá se encontravam se tenham alterado com o tempo... continuam a procura-lo, talvez com saudades. E que os unicórnios esses continuam lá, a sobrevoar as mesas. Bons velhos hábitos!
Photo by Ella, Café Central (Painel dos unicórnios da autoria de Júlio Pomar).
Desenho da Praça, by Ella & Mystic à muito muito tempo atrás.
Ella

sábado, 1 de julho de 2006

Para que serve o Amor?


E para que serve o amor, diz-me já.
Serve para perder o medo.

Muito meu amor, Pedro Paixão.
Photo by Elliot Erwitt.
Ella

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Cidade de Hidrogénio - H2PIA

Enquanto nós andamos preocupados com o preço do petróleo(e/ou a sua especulação), com refinarias em Sines, com centrais nucleares(ou com medo delas), na Dinamarca inventam coisas novas. E mais uma vez os países nórdicos supreendem-nos com projectos muito futuristas e interessantes: Uma cidade a hidrogénio! A H2PIA, de utopia. Para os cepticos pode não passar de uma utopia mas há um projecto para construir a partir de 2007 uma cidade completamente livre dos combustiveis fosseis. Ou qualquer outra fonte poluente.

O objectivo é recorrer à energia fotovoltaica e eólica para produzir electricidade. Todos os habitantes produzem para si e para a rede, partilhando-na, havendo contudo parques eólicos e solares. A energia eléctrica resultante serve para produzir hidrogénio. Este é armazenado, servindo para alimentar os automóveis e outro tipo de equipamento. Na falta de energia eólica e solar estas reservas de combustível servem para produzir a electricidade em falta.

E tudo isto para libertar apenas água... Pensem nisso!
ver site

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Living upside down!

Eu estou apaixonado por uma menina terra
Signo de elemento terra, do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia
Terra, Caetano Veloso

A menina terra faz malabarismo para tentar não perder o equilibrio e manter-se firme esvoaçando entre trapézios voadores. Não consegue ver o chão, nem sabe se lá bem no fundo a rede apaziguadoura se estende, nem se aqueles braços a puderão amparar no seu voo. Sabe apenas que uma mão a protege e sente-lhe o toque. Doce e suave... calmamente suspira-lhe ao ouvido... Eu acredito em ti! E nesse momento é tudo o que precisa para como uma borboleta realizar a mais audaz piroeta acrobática... estende os braços e salta!

Ella

sábado, 24 de junho de 2006

Pessoa Revisited

Wordsong Pessoa é o projecto que se segue após Al Berto. E tal como no projecto anterior quem espera ouvir Pessoa como o conhecemos desengane-se desde já. Aqui não se declama nem se "musicam" poemas. Aqui os poemas "são antes matéria prima da qual, através de processos de cirurgia que podemos entender num quadro de manipulação de elementos muito em voga em diversas áreas de expressão artística, nascem canções. Canções que não traduzem obrigatoriamente uma lógica estrutural fixa, antes nascendo como afloramentos intuitivos que partem da palavra e ganham vida pelo som."(Nuno Galopim, in Dn) Os músicos que compõem este projecto são Alexandre Cortez, Pedro d´Orey, Nuno Grácio e Filipe Valentim, e apresentam um livro acompanhado de um DADV (DVD e CD) que reúne 16 temas que compõem o álbum e ainda 12 vídeo clips criados pela artista plástica Rita Sá.
Para mim, foi ver Pessoa com a inocência da primeira vez e "sentir tudo de todas as maneiras", tal como Richard Zénith anunciou no ínicio do concerto na Fnac do Chiado. O universo de Pessoa fora de Pessoa, mas com este sempre omnipresente!

Ella

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Wake Up!

All these accidents,
That happen,
Follow the dot,
Coincidence,
Makes sense,
Only with you,
You don't have to speak,
I feel.

Emotional landscapes,
They puzzle me,
Then the riddle gets solved,
And you push me up to this

State of emergency,
How beautiful to be,
State of emergency,
Is where I want to be.

All that no-one sees,
You see,
Whats inside of me,
Every nerve that hurts,
You heal,
Deep inside of me,
You don't have to speak,
I feel.

Emotional landscapes,
They puzzle me - confuse,
Then the riddle gets solved,
And you push me up to this

State of emergency,
How beautiful to be,
State of emergency,
Is where I want to be.

Joga,
by Bjork

Hoje ao acordar era ao som desta canção que o meu coração se espreguiçáva, e quando bati a porta de casa ela continuava a cantar. Adoro esta música, como adoro muitas outras da Bjork... mas esta é especial (sim, e aquela outra que ouço em delírio com o volume ao máximo!). Admiro esta mulher-menina, capaz sempre de me surpreender... é linda! Uma verdadeira visionária. E não posso deixar de recomendar o DVD Medúlla, o último trabalho da senhora (2004), onde podem encontrar para além dos seus vídeos imaginativos, um making-of do próprio cd. Especial e totalmente inovador pois trata-se de um cd em que todo e qualquer som utilizado foi produzido vocalmente (com excepção de sintetizadores e percurssão utilizados apenas em algumas faixas). Com convidados especiais entre gente conhecida e muitos outros ilustres desconhecidos (Rahzel dos The Roots, Mike Patton dos Faith No More, vários coros e human beat voices) a deixarem-nos boquiabertos e maravilhados com o que é possível fazer com a voz. Vale a pena ver/ouvir e deixarem-se surpreender... prometo que não se vão arrepender!

Photo by Ohashi-jin.
Ella

terça-feira, 20 de junho de 2006

Is it TRUE?

Keith Jarrett com o seu trio maravilha (Gary Peacock e Jack DeJohnette) em Portugal no CCB? Será desta?! Após três breves passagens meteóricas pelo nosso país - a primeira em 1966 integrando o grupo de Charles Lloyd no clube Luisiana, a segunda em 1971 num concerto memorável com a banda de Miles Davis no Cascais Jazz, a terceira em 1981 a solo no Coliseu de Lisboa (num concerto interrompido por causa do barulho da plateia...) - e após 25 anos, será desta?? O que é certo é que o rumor já corre, e ao que se espera terá confirmação amanhã a quando da apresentação da nova programação de António Mega Ferreira para o CCB.
Desta vez vou ficar bem amuada e fazer birrinha se forem só rumores... É que com coisas sérias não se brinca!
Onde é que é a fila para os bilhetes?
Ella

domingo, 18 de junho de 2006

O Castelo Andante

I don't want to run away anymore. I finally found someone to protect no matter what it costs!! That is you. - Howl

O gosto por desenhos animados não passa com a idade. Pelo menos não a mim. Posso não gostar de umas quantas chinesises (tipo Dragon Ball, peço desculpa aos fans, confesso que nunca percebi a piada) e uns quantos outros, mas não resisto a uns Simpsons e pela 1000000 vez choro com o Rei Leão. Ontem vimos O Castelo Andante, a última obra do realizador japonês Hayao Miyazaki e produzido pelo Studio Ghibli. Autores de animes tão conhecidos e queridos entre nós como o Marco ou a Heidi, e também de filmes de animação como A Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro (óscar de melhor filme de animação em 2003). Uma história encantada baseada num livro da escritora inglesa Dianna W. Jones, passada numa Inglaterra irreconhecível quer no tempo quer no espaço. Onde uma jovem heroína, Sophie, após um breve encontro com o Feiticeiro Howl (devorador de corações de donzelas) vê a sua vida de pernas para o ar. Perante uma guerra iminente a Magia toma um lugar decisivo. E mais não digo! Esperem, ainda me falta dizer que a concepção do Castelo é genial (também eu gostáva de passar férias num Castelinho Andante), e a atenção aos pequenos pormenores faz toda a diferença. Apesar de ter gostado mesmo muito, A Viagem de Chihiro continua a ser o meu preferido.
Vejam, enleiem-se na história e deixem-se tocar e embalar pela magia!

Ella

PS: Os ouvidinhos é que continuam a não achar natural o Japonês!

sábado, 17 de junho de 2006

terça-feira, 13 de junho de 2006

The way to LOVE anything is to realize that it may be lost.

Gilbert K. Chesterton

As Ray Porter watched his Mirabelle walk away, he feels a loss. How is it possible - he thinks - to miss a woman whom he kept at a distance so that when she was gone he would not miss her. Only then did he realise how wanting part of her and not all of her had hurt them both and how he cannot justify his actions except that well... it was life.

Script from Shopgirl, by Steve Martin.

Ella

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Afrodisíaco de Afrodite

Afrodisíaco - qualquer substância à qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais.
... o único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Não se ganha em deter a paixão inflamada de duas pessoas enamoradas. Nesse caso não importam os achaques da vida, o furor dos anos, o entorpecimento físico ou a escassez de oportunidades, pois os amantes arranjam sempre formas para se amar, porque esse é por definição o seu destino. Mas o amor, tal como a sorte, vem quando não o chamam, instala-nos na confusão e esvai-se como fumo quando tentamos retê-lo. Do ponto de vista estimulante é, portanto, um luxo de alguns afortunados, mas incansável para os que não foram feridos pelo seu dardo.

Afrodite,
Isabel Allende
Ella

quinta-feira, 8 de junho de 2006

As minhas meninas

Sempre ouvi dizer que para os pais os filhos não crescem, são sempre meninos. Nunca acreditei. Talvez porque sempre achei que os meus pais não me tratavam como criança, mas como uma pessoa pequenina. Hoje começo a acreditar que talvez seja verdade, pois para mim as minhas meninas vão ser sempre as minhas meninas. Porém não me iludo, eu sei que o tempo voa... passa por nós como uma aragem enquanto pestanejamos.
Na sexta, quando a Micas me abriu a porta tinha quase mais 10cm que eu, suspirei de alívio quando percebi que era das Havaianas de sola compensada. Mas a verdade é que me passou, e a Cocas já passou a minha mãe, está visto que a próxima que se segue sou eu. Não é que eu não queira que elas cresçam, não é isso... eu só não quero ser a mais pequena! Antes quando eu perguntava se havia míudos giros diziam-me sempre que não, hoje são elas que dizem "o não sei quantos é muito giro, não achas?". Antes quando apareciam cenas românticas e muitos beijinhos na televisão diziam "que nojo!", agora dão sorrizinhos.
As minhas meninas estão a crescer... e a mim resta-me observá-las e apoiá-las! Roer as unhas e fazer figas para que façam as melhores escolhas, mesmo que nem todas sejam as certas!

Ella

Promessa

Despedi-me de mais um sonho que sonhei menina. Perdiu-o. Mas tenho fé de um dia reencontrá-lo. Muita. A menina de outrora sentou-se no colo de seu pai guardando nas duas mãos fechadas uma pequena concha, o último dos sonhos sonhados. PROMETO-TE QUE NÃO TE PERCO. PROMETO-TE. PROMETO-TE.

Ella

segunda-feira, 5 de junho de 2006

My dear Moleskine...


O lendário bloco de notas companheiro predilecto inseparável de tantos escritores, pintores, entre outros artistas e do cidadão comum - também o meu predilecto - decidiu lançar algo novo. Os Moleskine City Notebook, blocos de notas dedicados a várias cidades que servem de guia das mesmas. Que incluiem mapas em grande e pequena escala, indeex das ruas, páginas em branco para o que nos passar pela cabeça, páginas removiveis ideais para trocar mensagens e muitas outras agradáveis surpresas. O lançamento da 1ª série de cidades ocorrerá em Outubro de 2006 (Amesterdão, Barcelona, Berlim, Dublin, Londres, Madrid, Milão, Paris, Praga, Roma, Viena, e Lisboa) e da 2ª série na Primavera de 2007 (Boston, Chicago, Los Angeles, Miami, Montreal, Nova York, São Francisco, Washington). Great idea para quem gosta de guardar "todos os papelinhos e todos os pormenorzinhos" a não esquecer! Vou aguardar por desfolhá-los... mas algo me diz que vou adorar!
Qual o destino que se segue?

Ella