sexta-feira, 28 de julho de 2006

Procuro-me onde sempre me encontro... junto ao MAR!



Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa
Há muito

O mar azul e branco e as luzidias
Pedras – O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.
Inicial

Sophia de Mello Breyner Andresen

Photo by Ella.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Dias Felizes... Dias Tristes...



Li algures que segundo um estudo realizado pela New Economics Foundation (uma ONG Inglesa), Portugal é o 136º país mais feliz do mundo dos 178 estudados. Ao que parece o país mais feliz do mundo é o Vanuatu, arquipélago de 83 ilhas no Pacifico, onde já se realizou o programa Survivor. Pelas fotos acho que dá para perceber a felicidade de viver lá! Voltando ao Happy People Index (HPI), este é calculado de forma a incorporar 3 indicadores: "ecological footprint", "life-satisfaction" e esperança de vida. "The HPI reflects the average years of happy life produced by a given society, nation or group of nations, per unit of planetary resources consumed. Put in another way, it represents the efficiency with which countries convert the earth’s finite resources into well-being experienced by their citizens." Para quem estiver interessado em saber mais, dirija-se aqui... E para quem quiser calcular o seu próprio HPI, dirija-se aqui. Good Luck! Eu neste momento dispenso, acho que vou dar um pulo até ao Vanuato, pode ser que as coisas melhorem! Alguém sabe onde compro o bilhete??
Ella

PS... as fotos são um escape para todos aqueles que como eu não podem fugir! Ainda por cima parece ser um paraíso para o mergulho, acho que era capaz de ser feliz... e vocês... não?!
PSS... porque será que me veio à cabeça este fado??

Fado - palavra que vem do latim fatum, ou seja, "destino". De origem obscura, terá surgido provavelmente na primeira metade do século XIX.

Ó Gente da Minha Terra
Amália/ Tiago Machado

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi

É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar

quinta-feira, 13 de julho de 2006

My Song



À muito tempo que não se fala de música neste blog, que vergonha Louis! Com o concerto do Keith Jarrett quase quase aí (os bilhetes esses já estão comprados)... apetece-me hoje falar sobre este cd. Podia falar num sem fim de bons cd's do Jarrett nas mais variadissimas formações, podia também falar nos mais emblemáticos a solo como o Koln Concert ou o Facing You... esses são especialíssimos. Este senhor é sem dúvida uma das bandas sonoras da minha vida desde pequenina, pois o meu papá era um afficionado. E este cd é absolutamente melodioso, harmonioso e suave (apesar do som mais que típico dos sax's do Sr. Garbarek), tal e qual um bom domingo de manhã. A tomar o pequeno almoço no sofá de pijama enquanto o papá toma o café e lê o jornal. Há cd's assim. Que me remetem para este universo e para essa traquilidade. Muitos até. Sabe bem depois de um dia mais que complicado pôr o cd, esticar as pernas e pensar em dias assim. Este como outros... I know by heart! Aconselho vivamente a todos! Todos mesmo!
Ella

MY SONG, ECM 1977/11
Keith Jarrett Piano, Percussão
Jan Garbarek, Saxofone Tenor e Soprano
Palle Danielsson, Baixo
Jon Christensen, Bateria

segunda-feira, 10 de julho de 2006

O Amanhã


Hoje é assim... vou suster a respiração e aguardar. Todo o peso do amanhã suspenso no vazio, todo o insustentável peso de ser equilibrando-se no fio da navalha. Dada a natural tendência para a asneira talvez seja preferível desejar o melhor e esperar o pior. Prepara-se o ser. E o que vier... voilá! O passado ensina-nos que o mais profundo golpe sara em tempo devido. Deixa cicatriz mas sara. E essa cicatriz não é mais que o mapa dos caminhos percorridos, a memória intemporal que não nos deixa voltar atrás e perder o rumo. Assim, espero hoje pelo futuro... em paz... quer com o passado quer comigo! Em paz...
Ella


Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.
Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.

Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.

Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos —
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o
compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.

Álvaro de Campos

sábado, 8 de julho de 2006

Melancolia do "pequeno" Tim Burton


A Morte Melancólica do Rapaz Ostra, conhecem? 23 contos, alguns pequenos e outros "muito pequenos". São as histórias de pequenas personagens com um destino incerto, por vezes também muito pequeno (a morte espreita em cada um desses contos!). Um pequeno condensado de humor negro e drama fantástico metidos num pequeno livro da autoria de Tim Burton. Cada personagem tem também direito a um pequeno desenho próprio do autor, que enriquece assim esta pequena jóia para pequenos e graúdos (não demasiado sensíveis à melancolia...). Recomendo vivamente a versão em inglês (a portuguesa encontra-se esgotada, temos pena).
PS: Ouvi por aí dizer que alguém fez música para este pequeno universo...
LOUIS

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Conto Tradicional da Salamandra Viscosa

Carissimos, este post é dedicado à Ella, por vários motivos, tantos que poderia ficar aqui o resto do dia a enumera-los, mas opto por dizer apenas dois:
1. resposta ao post anterior onde descaradamente a Ella colocou um desenho da minha co-autoria,
2. para não ter a mania que só ela é que vai ao "baú da história" buscar relíquias antigas.

No seguimento da nossa conversa ontem: " - vou despejar estes dossiers, nunca mais vais olhar para isso". Cheguei a casa, olhei para uma das estantes e disse: não é tarde nem é cedo, arranjei um saco de plástico de alças bem grande e comecei a desfazer-me de "histórias" no intuito de construir novo espaço para novas histórias!

Descobri esta pérola. Lembro-me perfeitamente disto, andavamos no 10º ano, eramos colegas de carteira de Língua Portuguesa e a nossa professora certo dia disse: quero que escrevam um conto tradicional...

Aqui está a versão fac-símile, original, sem qq correcção à posteriori, a versão original.

Toma Ella, é para ti!


Conto Tradicional

Introdução
Este conto tradicional foi recolhido algures no nosso país. Antes de ser escrito foi passado oralmente de geração em geração, de avós para netos de e de pais para filhos. ara hoje podermos ler este conto, nós alunas do 10º ano, tivemos que investigar, passar horas com a população, horas que não dormimos por estarmos a investigar; Mas o resultado é este: o Conto Tradicional, mais famoso de todos os tempos.O conto da Salamandra Viscosa que não sabia nadar (yô!)

O conto da Salamandra Viscosa que não sabia nadar (yô!)

Era uma vez, uma linda rapariga, filha de um humilde, que vivia numa floresta.Quando ela tinha apenas 3 anos a sua mãe morreu, e desde então que passava os dias sozinha e triste, na sua fria e isolada casa na floresta.
Um certo dia sentindo-se tão só, resolveu ir dar um passeio até ao rio. Foi então que viu, um belo rapaz montado no mais lindo cavalo que ela vira até àquele dia.Mas também ele estava triste e só, porque não tinha amigos. Ao ver a linda rapariga o rapaz ficou deslumbrado com tanta beleza e logo meteu coversa com ela.
Como ambos passavam os dias sozinhos, começaram a econtrar-se todos os dias no rio. Embora separados pela forte corrente, rapidamente se aperceberam que o que sentiam um pelo outro era amor, puro e inocente.
Porém um dia o jovem não foi ter com a rapariga, e ela ficou muito preocupada, pois não sabia a verdadeira identidade do jovem. Ele não era mais do que um príncipe, cujo pai queria que ele se casasse com uma rica rapariga do reino, mas que era na verdade uma bruxa má. Como ele amava a linda rapariga, não queria casar com a bruxa e resolveu fugir do reino. Mas a bruxa indignada resolveu segui-lo para se vingar. Quando encontrou o principe decidiu vingar-se dele transformando-o em salamandra viscosa.
Como não tinha mais ninguéma quem recorrer, o príncipe foi ter com a linda rapariga.
Quando chegou à margem do rio e viu a sua amada do outro lado, atravessou o rio a nado para ir ao seu encontro. A linda rapariga assustou-se, pois tinha medo de salamandras. Mas o príncipe mesmo transformado conseguia falar e então disse para a rapariga não ter medo e contou-lhe a sua história. Ela, como nutria também por ele um grande amor, perguntou-lhe o que poderia fazer por ele e ele disse-lhe que o feitiço passava se ela lhe desse um beijo. E foi então que ela lhe deu um beijo e ele se transformou no belo príncipe por quem ela se tinha apaixonado.
O príncipe levou-a para a corte, casaram e viveram para sempre felizes no seu ninho de amor.


FIM

P.S. - Já agora... o texto é rematado com um satisfaz muito

Bikinis... quem não gosta ponha o dedo no ar?


Para quem não conhece a história... foi há 60 anos que um engenheiro mecânico (go figure!) francês Louis Réard se lembrou de inventar o dito Bikini. Na altura apesar de não ter as dimensões micro de alguns da actualidade era absolutamente chocante. A 30 de Junho de 1946, depois de terminada a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os norte-americanos testaram uma bomba atómica na ilha do Pacífico Atol de Bikini, deixando o mundo inteiro chocado (para variar!). Louis Réard querendo causar com a sua invenção o mesmo efeito bombástico da bomba e "rebentar com as ideias conservadoras da sociedade", baptizou a sua criação de Bikini.
E esta hein??? Uma história curiosa ou como diz a minha Fadinha "estes franceses têm mesmo a mania!"!
Ella

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Café Central



Não me lembro de quando entrei lá pela primeira vez. Como sempre acontece com os sítios que nos acompanham desde a meninice, e neste caso desde a barriguinha da mamã. Mas desde sempre os unicórnios me fascinaram. E ainda fascinam. Antes a minha imaginação voava com eles enquanto raspáva com a colher os deliciosos pastéis de nata.
- Ouviste o que a mamã disse?
- Ãnh? Desculpa estáva a voar, mas já estou aqui outra vez.
Lembro-me dos desenhos nas manhãs de sábado enquanto a mamã ia à praça e o papá fumava um cigarro, lembro-me das torradinhas ao lanche quando os ia buscar ao trabalho, lembro-me dos sorrisos nas caras conhecidas de sempre, lembro-me das conversas cruzadas nas mesas, lembro-me das piscinas intermináveis na praça, lembro-me de um sem fim de pormenores agora que tento recordar!
Durante muito tempo esteve fechado e com destino incerto. Voltou a reabrir à pouco tempo com uma cara nova, mas fico contente por saber que apesar dos hábitos daqueles que lá se encontravam se tenham alterado com o tempo... continuam a procura-lo, talvez com saudades. E que os unicórnios esses continuam lá, a sobrevoar as mesas. Bons velhos hábitos!
Photo by Ella, Café Central (Painel dos unicórnios da autoria de Júlio Pomar).
Desenho da Praça, by Ella & Mystic à muito muito tempo atrás.
Ella

sábado, 1 de julho de 2006

Para que serve o Amor?


E para que serve o amor, diz-me já.
Serve para perder o medo.

Muito meu amor, Pedro Paixão.
Photo by Elliot Erwitt.
Ella

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Cidade de Hidrogénio - H2PIA

Enquanto nós andamos preocupados com o preço do petróleo(e/ou a sua especulação), com refinarias em Sines, com centrais nucleares(ou com medo delas), na Dinamarca inventam coisas novas. E mais uma vez os países nórdicos supreendem-nos com projectos muito futuristas e interessantes: Uma cidade a hidrogénio! A H2PIA, de utopia. Para os cepticos pode não passar de uma utopia mas há um projecto para construir a partir de 2007 uma cidade completamente livre dos combustiveis fosseis. Ou qualquer outra fonte poluente.

O objectivo é recorrer à energia fotovoltaica e eólica para produzir electricidade. Todos os habitantes produzem para si e para a rede, partilhando-na, havendo contudo parques eólicos e solares. A energia eléctrica resultante serve para produzir hidrogénio. Este é armazenado, servindo para alimentar os automóveis e outro tipo de equipamento. Na falta de energia eólica e solar estas reservas de combustível servem para produzir a electricidade em falta.

E tudo isto para libertar apenas água... Pensem nisso!
ver site

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Living upside down!

Eu estou apaixonado por uma menina terra
Signo de elemento terra, do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza, terra para a mão carícia
Terra, Caetano Veloso

A menina terra faz malabarismo para tentar não perder o equilibrio e manter-se firme esvoaçando entre trapézios voadores. Não consegue ver o chão, nem sabe se lá bem no fundo a rede apaziguadoura se estende, nem se aqueles braços a puderão amparar no seu voo. Sabe apenas que uma mão a protege e sente-lhe o toque. Doce e suave... calmamente suspira-lhe ao ouvido... Eu acredito em ti! E nesse momento é tudo o que precisa para como uma borboleta realizar a mais audaz piroeta acrobática... estende os braços e salta!

Ella

sábado, 24 de junho de 2006

Pessoa Revisited

Wordsong Pessoa é o projecto que se segue após Al Berto. E tal como no projecto anterior quem espera ouvir Pessoa como o conhecemos desengane-se desde já. Aqui não se declama nem se "musicam" poemas. Aqui os poemas "são antes matéria prima da qual, através de processos de cirurgia que podemos entender num quadro de manipulação de elementos muito em voga em diversas áreas de expressão artística, nascem canções. Canções que não traduzem obrigatoriamente uma lógica estrutural fixa, antes nascendo como afloramentos intuitivos que partem da palavra e ganham vida pelo som."(Nuno Galopim, in Dn) Os músicos que compõem este projecto são Alexandre Cortez, Pedro d´Orey, Nuno Grácio e Filipe Valentim, e apresentam um livro acompanhado de um DADV (DVD e CD) que reúne 16 temas que compõem o álbum e ainda 12 vídeo clips criados pela artista plástica Rita Sá.
Para mim, foi ver Pessoa com a inocência da primeira vez e "sentir tudo de todas as maneiras", tal como Richard Zénith anunciou no ínicio do concerto na Fnac do Chiado. O universo de Pessoa fora de Pessoa, mas com este sempre omnipresente!

Ella

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Wake Up!

All these accidents,
That happen,
Follow the dot,
Coincidence,
Makes sense,
Only with you,
You don't have to speak,
I feel.

Emotional landscapes,
They puzzle me,
Then the riddle gets solved,
And you push me up to this

State of emergency,
How beautiful to be,
State of emergency,
Is where I want to be.

All that no-one sees,
You see,
Whats inside of me,
Every nerve that hurts,
You heal,
Deep inside of me,
You don't have to speak,
I feel.

Emotional landscapes,
They puzzle me - confuse,
Then the riddle gets solved,
And you push me up to this

State of emergency,
How beautiful to be,
State of emergency,
Is where I want to be.

Joga,
by Bjork

Hoje ao acordar era ao som desta canção que o meu coração se espreguiçáva, e quando bati a porta de casa ela continuava a cantar. Adoro esta música, como adoro muitas outras da Bjork... mas esta é especial (sim, e aquela outra que ouço em delírio com o volume ao máximo!). Admiro esta mulher-menina, capaz sempre de me surpreender... é linda! Uma verdadeira visionária. E não posso deixar de recomendar o DVD Medúlla, o último trabalho da senhora (2004), onde podem encontrar para além dos seus vídeos imaginativos, um making-of do próprio cd. Especial e totalmente inovador pois trata-se de um cd em que todo e qualquer som utilizado foi produzido vocalmente (com excepção de sintetizadores e percurssão utilizados apenas em algumas faixas). Com convidados especiais entre gente conhecida e muitos outros ilustres desconhecidos (Rahzel dos The Roots, Mike Patton dos Faith No More, vários coros e human beat voices) a deixarem-nos boquiabertos e maravilhados com o que é possível fazer com a voz. Vale a pena ver/ouvir e deixarem-se surpreender... prometo que não se vão arrepender!

Photo by Ohashi-jin.
Ella

terça-feira, 20 de junho de 2006

Is it TRUE?

Keith Jarrett com o seu trio maravilha (Gary Peacock e Jack DeJohnette) em Portugal no CCB? Será desta?! Após três breves passagens meteóricas pelo nosso país - a primeira em 1966 integrando o grupo de Charles Lloyd no clube Luisiana, a segunda em 1971 num concerto memorável com a banda de Miles Davis no Cascais Jazz, a terceira em 1981 a solo no Coliseu de Lisboa (num concerto interrompido por causa do barulho da plateia...) - e após 25 anos, será desta?? O que é certo é que o rumor já corre, e ao que se espera terá confirmação amanhã a quando da apresentação da nova programação de António Mega Ferreira para o CCB.
Desta vez vou ficar bem amuada e fazer birrinha se forem só rumores... É que com coisas sérias não se brinca!
Onde é que é a fila para os bilhetes?
Ella

domingo, 18 de junho de 2006

O Castelo Andante

I don't want to run away anymore. I finally found someone to protect no matter what it costs!! That is you. - Howl

O gosto por desenhos animados não passa com a idade. Pelo menos não a mim. Posso não gostar de umas quantas chinesises (tipo Dragon Ball, peço desculpa aos fans, confesso que nunca percebi a piada) e uns quantos outros, mas não resisto a uns Simpsons e pela 1000000 vez choro com o Rei Leão. Ontem vimos O Castelo Andante, a última obra do realizador japonês Hayao Miyazaki e produzido pelo Studio Ghibli. Autores de animes tão conhecidos e queridos entre nós como o Marco ou a Heidi, e também de filmes de animação como A Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro (óscar de melhor filme de animação em 2003). Uma história encantada baseada num livro da escritora inglesa Dianna W. Jones, passada numa Inglaterra irreconhecível quer no tempo quer no espaço. Onde uma jovem heroína, Sophie, após um breve encontro com o Feiticeiro Howl (devorador de corações de donzelas) vê a sua vida de pernas para o ar. Perante uma guerra iminente a Magia toma um lugar decisivo. E mais não digo! Esperem, ainda me falta dizer que a concepção do Castelo é genial (também eu gostáva de passar férias num Castelinho Andante), e a atenção aos pequenos pormenores faz toda a diferença. Apesar de ter gostado mesmo muito, A Viagem de Chihiro continua a ser o meu preferido.
Vejam, enleiem-se na história e deixem-se tocar e embalar pela magia!

Ella

PS: Os ouvidinhos é que continuam a não achar natural o Japonês!

sábado, 17 de junho de 2006

terça-feira, 13 de junho de 2006

The way to LOVE anything is to realize that it may be lost.

Gilbert K. Chesterton

As Ray Porter watched his Mirabelle walk away, he feels a loss. How is it possible - he thinks - to miss a woman whom he kept at a distance so that when she was gone he would not miss her. Only then did he realise how wanting part of her and not all of her had hurt them both and how he cannot justify his actions except that well... it was life.

Script from Shopgirl, by Steve Martin.

Ella

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Afrodisíaco de Afrodite

Afrodisíaco - qualquer substância à qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais.
... o único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Não se ganha em deter a paixão inflamada de duas pessoas enamoradas. Nesse caso não importam os achaques da vida, o furor dos anos, o entorpecimento físico ou a escassez de oportunidades, pois os amantes arranjam sempre formas para se amar, porque esse é por definição o seu destino. Mas o amor, tal como a sorte, vem quando não o chamam, instala-nos na confusão e esvai-se como fumo quando tentamos retê-lo. Do ponto de vista estimulante é, portanto, um luxo de alguns afortunados, mas incansável para os que não foram feridos pelo seu dardo.

Afrodite,
Isabel Allende
Ella

quinta-feira, 8 de junho de 2006

As minhas meninas

Sempre ouvi dizer que para os pais os filhos não crescem, são sempre meninos. Nunca acreditei. Talvez porque sempre achei que os meus pais não me tratavam como criança, mas como uma pessoa pequenina. Hoje começo a acreditar que talvez seja verdade, pois para mim as minhas meninas vão ser sempre as minhas meninas. Porém não me iludo, eu sei que o tempo voa... passa por nós como uma aragem enquanto pestanejamos.
Na sexta, quando a Micas me abriu a porta tinha quase mais 10cm que eu, suspirei de alívio quando percebi que era das Havaianas de sola compensada. Mas a verdade é que me passou, e a Cocas já passou a minha mãe, está visto que a próxima que se segue sou eu. Não é que eu não queira que elas cresçam, não é isso... eu só não quero ser a mais pequena! Antes quando eu perguntava se havia míudos giros diziam-me sempre que não, hoje são elas que dizem "o não sei quantos é muito giro, não achas?". Antes quando apareciam cenas românticas e muitos beijinhos na televisão diziam "que nojo!", agora dão sorrizinhos.
As minhas meninas estão a crescer... e a mim resta-me observá-las e apoiá-las! Roer as unhas e fazer figas para que façam as melhores escolhas, mesmo que nem todas sejam as certas!

Ella

Promessa

Despedi-me de mais um sonho que sonhei menina. Perdiu-o. Mas tenho fé de um dia reencontrá-lo. Muita. A menina de outrora sentou-se no colo de seu pai guardando nas duas mãos fechadas uma pequena concha, o último dos sonhos sonhados. PROMETO-TE QUE NÃO TE PERCO. PROMETO-TE. PROMETO-TE.

Ella

segunda-feira, 5 de junho de 2006

My dear Moleskine...


O lendário bloco de notas companheiro predilecto inseparável de tantos escritores, pintores, entre outros artistas e do cidadão comum - também o meu predilecto - decidiu lançar algo novo. Os Moleskine City Notebook, blocos de notas dedicados a várias cidades que servem de guia das mesmas. Que incluiem mapas em grande e pequena escala, indeex das ruas, páginas em branco para o que nos passar pela cabeça, páginas removiveis ideais para trocar mensagens e muitas outras agradáveis surpresas. O lançamento da 1ª série de cidades ocorrerá em Outubro de 2006 (Amesterdão, Barcelona, Berlim, Dublin, Londres, Madrid, Milão, Paris, Praga, Roma, Viena, e Lisboa) e da 2ª série na Primavera de 2007 (Boston, Chicago, Los Angeles, Miami, Montreal, Nova York, São Francisco, Washington). Great idea para quem gosta de guardar "todos os papelinhos e todos os pormenorzinhos" a não esquecer! Vou aguardar por desfolhá-los... mas algo me diz que vou adorar!
Qual o destino que se segue?

Ella

domingo, 4 de junho de 2006

Caldas Late Nigth 2006

Decorreu a semana passada, de quarta-feira a sexta, a 10ª edição do Caldas Late Night (CLN). Para quem não conhece trata-se de um evento artístico alternativo produzido pelos alunos da ESAD que ao longo destes dias promovem uma série de actividades e intervenções por toda a cidade e nas suas residências, aqui fica o link para o site. Como cliente assídua deste evento, não faltei. Munida de máquina fotográfica, do indispensável mapa e da companhia mais que indispensável da Mystic... lá fomos nós...


The best one...
"Zaragata Meet Manufactor - Fabrica 13",
Inês Ribeiro, Bruno Perdiz, Cristiano Lopes.


A "mais original"...
Os paralelipípedos flutuantes, infelizmente não consegui descobrir o autor.


E é claro, não posso deixar de referir aquela na sede do PC em que tive de esperar durante 1/2 hora, pois cada pessoa entrava sózinha numa experiência sui generis! Valeu a pena...


"Porque será que os defeitos de alguém se tornam mais importantes que as suas virtudes?"

Ella

PS: algo de que gosto mesmo no CLN é ver gente a passear pelas rua, e encontrar sempre gente conhecida com quem se troca 2 dedos de conversa!

terça-feira, 30 de maio de 2006

Dito isto...

Depois destes belos dias de "frio esquesito" surgiu-me um ditado completamente falso:
-Quando o calor aperta, "a gente" desperta!!


Quem é que não enlouquece com este calor?

LOUIS

domingo, 28 de maio de 2006

Mar


De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Sophia de Mello Breyner Andersen

No próximo fim-de-semana não vão haver desculpas... nada me vai impedir de te sentir o toque! E que saudades!
Photo by Louis
Ella

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Descoberta!

"Joshua Redman Quartet: Spirit of the Moment - Live at the Village Vanguard."
Porquê este cd e não os outros milhares que existem? Ou então porque não qualquer um dos outros de Joshua Redman?
Porque este aqui descobri-o hoje e foi imediatamente adoptado! Claro que na maioria dos casos os amores à primeira vista são acompanhados de uma grande desilusão e o verdadeiro amor só é revelado depois de uma longa e atenta convivência (estarei só a falar de cd's...?). Ok, tudo bem, mas este é um album ao vivo no qual importa a reacção imediata e espontânea, a adrenalina da actuação ao vivo que contagia os espectadores. E posso dizer que fiquei contagiado apesar de não estar lá! (eu e o meu ipod adoramos estes momentos...). Chega de conversa, se quiserem comprar um album de jazz ao vivo a "partir a loiça toda" está aqui um grande cd, e, como às vezes "uma" não chega (...) este album é duplo! Que maravilha.
Já agora: O Joshua Redman é o saxofonista monstruoso. O também não menos incrível pianista é o Peter Martin (bela descoberta), Brian Blade na bateria (grande forma) e Christopher Thomas no contrabaixo (sim, os músicos são importantes).
Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir!
LOUIS

terça-feira, 23 de maio de 2006

A minha Alma

A minha alma
Está armada e apontada
Para a cara do sossego
Pois paz sem voz
Não é paz, é medo

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero conservar
Para tentar ser feliz

As grades do condomínio
São para trazer protecção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe
Sentar na poltrona
No dia de domingo

Procurando novas drogas de aluguer nesse vídeo, coagido pela paz que eu não quero seguir admitindo.

Maria Rita
Composição: Marcelo Yuka
Photo by Madame Mayoly
Ella

segunda-feira, 22 de maio de 2006

The Constant Gardener


Some very nasty things live under rocks,
especially in foreign gardens.

Adorei quando o vi no cinema, e ontem depois de terminar o livro ainda mais apaixonada pela história me sinto. Foi o primeiro livro do John Le Carré que li e, mesmo conhecendo a história, fiquei fascinada pela maneira como escreve (dentro do género). Adaptar um livro a filme é sempre um trabalho complicado e nem sempre é fácil agradar a todos os que o leram, mas neste caso a adaptação foi muito inteligente. Quiçá, das melhores que vi até hoje. Uma história de corrupção de nível internacional perturbante, emocionante, "enleada" numa história de amor que derreteu o meu coração de manteiga. Revejo-me na Tessa, e revolto-me. É impossível ficar indiferente à dimensão humana esmagadora das imagens captadas pelo Fernando Meirelles (com que já nos tinha desconcertado na Cidade de Deus), e ao intimismo e realismo das cenas entre os protagonistas. Quanto aos actores, tanto a linda Rachel Weisz como o Ralph Fiennes estão irrepreensíveis. É uma pena que o título com que o filme estreou por cá perca todo o sentido do original. Melhor será impossível dizer sem revelar mais sobre a história, mais uma vez consegui não cair na tentação! Enfim... um filme e um livro a não perder!

"No, there are no murders in Africa. Only regrettable deaths. And from those deaths we derive the benefits of civilization, benefits we can afford so easily... because those lives were bought so cheaply. I know all your secrets, Tess. I think I understand you now. You want me to come home. But I am home."

The Constant Gardener,
by John Le Carré
Screenplay by Jeffrey Caine
Directed by Fernando Meirelles

Ella

P.S. How much we manage not to know??

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Onde pára a Justiça?


Num país em que indivíduos que conduzem sem carta ou que são apanhados com uma taxa de alcoolémia superior à permitida por lei são absolvidos (entre um sem número de outros casos), é caso para dizer que a justiça está e vai mal. Quando uma educadora de infância é constituída arguida com termo de identidade e residência porque um aluno ao correr choca com outro e lhe caí um dente de leite que já "abanáva", dá vontade de rir... é anedótico, patético e parece mentira. Mas é a verdade! Numa altura em que se tenta tornar a justiça mais rápida e eficaz libertando-a de alguns processos, como é o caso dos "cheques carecas", onde se encontra o bom senso para enviar para tribunal um caso como este? E será que a mãe e o pai desta criancinha não tem mais sítio onde gastar tempo e dinheiro? Enfim, só nos resta esperar que o juíz restabeleça a razão e o bom senso, para que a Menina dos lápis de cor possa continuar a educar os seus meninos a ser Homens melhores... e quiçá, talvez um dia teremos um Portugal melhor! É por estas e por outras que quando é precisa a justiça, ela não funcione!

Ella

terça-feira, 16 de maio de 2006

Making time!

Os dias de hoje passam a correr, num instante pestanejamos e o hoje transforma-se em amanhã. Sem querer facilmente caímos numa rotina que nos fecha sobre nós próprios. A minha solução para manter a mente sã passa muitas vezes por optar perder umas horas de sono, ou roubar umas quantas horas a outras coisas para poder fugir do tempo e partilhar um jantar, um café, uma corridinha, um passeio, com aqueles a que gosto de chamar Amigos. Eles são sem dúvida a nossa melhor terâpia! Foi o que aconteceu ontem... finalmente parámos para aquele jantar à muito prometido. E mais não é preciso dizer, resta-me apenas partilhar um jantar simples com toque Oriental, para quem quer experimentar algo diferente e muito saboroso!

Cubinhos de Peru à la Chefe do Mário
  • Coloca-se o peito de peru cortado aos cubinhos numa tigela e tempera-se com sal, gengibre e sumo de limão, deixa-se a marinar.
  • Aquece-se o óleo numa frideira, e polvilha-se os cubinhos com farinha de milho até os envolver.
  • Fritam-se os cubinhos até ficarem douradinhos, enquanto se faz o molho misturando 1 colher de mel, 1 colher de vinagre balsâmico e o sumo de meio limão.
  • Escorre-se o óleo (como com as batatas fritas), coloca-se o molho sobre os cubinhos e está pronto a servir.
  • Para acompanhar para além de uma fresca salada, servir um Arroz Aromático: colocar a água a ferver com um pau de canela, e quando esta estiver a ferver colocar o arroz basmati, um toque de erva-doce e de flor de anis.
Et voilá... vite fait!
Ella