domingo, 18 de junho de 2006

O Castelo Andante

I don't want to run away anymore. I finally found someone to protect no matter what it costs!! That is you. - Howl

O gosto por desenhos animados não passa com a idade. Pelo menos não a mim. Posso não gostar de umas quantas chinesises (tipo Dragon Ball, peço desculpa aos fans, confesso que nunca percebi a piada) e uns quantos outros, mas não resisto a uns Simpsons e pela 1000000 vez choro com o Rei Leão. Ontem vimos O Castelo Andante, a última obra do realizador japonês Hayao Miyazaki e produzido pelo Studio Ghibli. Autores de animes tão conhecidos e queridos entre nós como o Marco ou a Heidi, e também de filmes de animação como A Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro (óscar de melhor filme de animação em 2003). Uma história encantada baseada num livro da escritora inglesa Dianna W. Jones, passada numa Inglaterra irreconhecível quer no tempo quer no espaço. Onde uma jovem heroína, Sophie, após um breve encontro com o Feiticeiro Howl (devorador de corações de donzelas) vê a sua vida de pernas para o ar. Perante uma guerra iminente a Magia toma um lugar decisivo. E mais não digo! Esperem, ainda me falta dizer que a concepção do Castelo é genial (também eu gostáva de passar férias num Castelinho Andante), e a atenção aos pequenos pormenores faz toda a diferença. Apesar de ter gostado mesmo muito, A Viagem de Chihiro continua a ser o meu preferido.
Vejam, enleiem-se na história e deixem-se tocar e embalar pela magia!

Ella

PS: Os ouvidinhos é que continuam a não achar natural o Japonês!

sábado, 17 de junho de 2006

terça-feira, 13 de junho de 2006

The way to LOVE anything is to realize that it may be lost.

Gilbert K. Chesterton

As Ray Porter watched his Mirabelle walk away, he feels a loss. How is it possible - he thinks - to miss a woman whom he kept at a distance so that when she was gone he would not miss her. Only then did he realise how wanting part of her and not all of her had hurt them both and how he cannot justify his actions except that well... it was life.

Script from Shopgirl, by Steve Martin.

Ella

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Afrodisíaco de Afrodite

Afrodisíaco - qualquer substância à qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais.
... o único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Não se ganha em deter a paixão inflamada de duas pessoas enamoradas. Nesse caso não importam os achaques da vida, o furor dos anos, o entorpecimento físico ou a escassez de oportunidades, pois os amantes arranjam sempre formas para se amar, porque esse é por definição o seu destino. Mas o amor, tal como a sorte, vem quando não o chamam, instala-nos na confusão e esvai-se como fumo quando tentamos retê-lo. Do ponto de vista estimulante é, portanto, um luxo de alguns afortunados, mas incansável para os que não foram feridos pelo seu dardo.

Afrodite,
Isabel Allende
Ella

quinta-feira, 8 de junho de 2006

As minhas meninas

Sempre ouvi dizer que para os pais os filhos não crescem, são sempre meninos. Nunca acreditei. Talvez porque sempre achei que os meus pais não me tratavam como criança, mas como uma pessoa pequenina. Hoje começo a acreditar que talvez seja verdade, pois para mim as minhas meninas vão ser sempre as minhas meninas. Porém não me iludo, eu sei que o tempo voa... passa por nós como uma aragem enquanto pestanejamos.
Na sexta, quando a Micas me abriu a porta tinha quase mais 10cm que eu, suspirei de alívio quando percebi que era das Havaianas de sola compensada. Mas a verdade é que me passou, e a Cocas já passou a minha mãe, está visto que a próxima que se segue sou eu. Não é que eu não queira que elas cresçam, não é isso... eu só não quero ser a mais pequena! Antes quando eu perguntava se havia míudos giros diziam-me sempre que não, hoje são elas que dizem "o não sei quantos é muito giro, não achas?". Antes quando apareciam cenas românticas e muitos beijinhos na televisão diziam "que nojo!", agora dão sorrizinhos.
As minhas meninas estão a crescer... e a mim resta-me observá-las e apoiá-las! Roer as unhas e fazer figas para que façam as melhores escolhas, mesmo que nem todas sejam as certas!

Ella

Promessa

Despedi-me de mais um sonho que sonhei menina. Perdiu-o. Mas tenho fé de um dia reencontrá-lo. Muita. A menina de outrora sentou-se no colo de seu pai guardando nas duas mãos fechadas uma pequena concha, o último dos sonhos sonhados. PROMETO-TE QUE NÃO TE PERCO. PROMETO-TE. PROMETO-TE.

Ella

segunda-feira, 5 de junho de 2006

My dear Moleskine...


O lendário bloco de notas companheiro predilecto inseparável de tantos escritores, pintores, entre outros artistas e do cidadão comum - também o meu predilecto - decidiu lançar algo novo. Os Moleskine City Notebook, blocos de notas dedicados a várias cidades que servem de guia das mesmas. Que incluiem mapas em grande e pequena escala, indeex das ruas, páginas em branco para o que nos passar pela cabeça, páginas removiveis ideais para trocar mensagens e muitas outras agradáveis surpresas. O lançamento da 1ª série de cidades ocorrerá em Outubro de 2006 (Amesterdão, Barcelona, Berlim, Dublin, Londres, Madrid, Milão, Paris, Praga, Roma, Viena, e Lisboa) e da 2ª série na Primavera de 2007 (Boston, Chicago, Los Angeles, Miami, Montreal, Nova York, São Francisco, Washington). Great idea para quem gosta de guardar "todos os papelinhos e todos os pormenorzinhos" a não esquecer! Vou aguardar por desfolhá-los... mas algo me diz que vou adorar!
Qual o destino que se segue?

Ella

domingo, 4 de junho de 2006

Caldas Late Nigth 2006

Decorreu a semana passada, de quarta-feira a sexta, a 10ª edição do Caldas Late Night (CLN). Para quem não conhece trata-se de um evento artístico alternativo produzido pelos alunos da ESAD que ao longo destes dias promovem uma série de actividades e intervenções por toda a cidade e nas suas residências, aqui fica o link para o site. Como cliente assídua deste evento, não faltei. Munida de máquina fotográfica, do indispensável mapa e da companhia mais que indispensável da Mystic... lá fomos nós...


The best one...
"Zaragata Meet Manufactor - Fabrica 13",
Inês Ribeiro, Bruno Perdiz, Cristiano Lopes.


A "mais original"...
Os paralelipípedos flutuantes, infelizmente não consegui descobrir o autor.


E é claro, não posso deixar de referir aquela na sede do PC em que tive de esperar durante 1/2 hora, pois cada pessoa entrava sózinha numa experiência sui generis! Valeu a pena...


"Porque será que os defeitos de alguém se tornam mais importantes que as suas virtudes?"

Ella

PS: algo de que gosto mesmo no CLN é ver gente a passear pelas rua, e encontrar sempre gente conhecida com quem se troca 2 dedos de conversa!

terça-feira, 30 de maio de 2006

Dito isto...

Depois destes belos dias de "frio esquesito" surgiu-me um ditado completamente falso:
-Quando o calor aperta, "a gente" desperta!!


Quem é que não enlouquece com este calor?

LOUIS

domingo, 28 de maio de 2006

Mar


De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Sophia de Mello Breyner Andersen

No próximo fim-de-semana não vão haver desculpas... nada me vai impedir de te sentir o toque! E que saudades!
Photo by Louis
Ella

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Descoberta!

"Joshua Redman Quartet: Spirit of the Moment - Live at the Village Vanguard."
Porquê este cd e não os outros milhares que existem? Ou então porque não qualquer um dos outros de Joshua Redman?
Porque este aqui descobri-o hoje e foi imediatamente adoptado! Claro que na maioria dos casos os amores à primeira vista são acompanhados de uma grande desilusão e o verdadeiro amor só é revelado depois de uma longa e atenta convivência (estarei só a falar de cd's...?). Ok, tudo bem, mas este é um album ao vivo no qual importa a reacção imediata e espontânea, a adrenalina da actuação ao vivo que contagia os espectadores. E posso dizer que fiquei contagiado apesar de não estar lá! (eu e o meu ipod adoramos estes momentos...). Chega de conversa, se quiserem comprar um album de jazz ao vivo a "partir a loiça toda" está aqui um grande cd, e, como às vezes "uma" não chega (...) este album é duplo! Que maravilha.
Já agora: O Joshua Redman é o saxofonista monstruoso. O também não menos incrível pianista é o Peter Martin (bela descoberta), Brian Blade na bateria (grande forma) e Christopher Thomas no contrabaixo (sim, os músicos são importantes).
Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir!
LOUIS

terça-feira, 23 de maio de 2006

A minha Alma

A minha alma
Está armada e apontada
Para a cara do sossego
Pois paz sem voz
Não é paz, é medo

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero conservar
Para tentar ser feliz

As grades do condomínio
São para trazer protecção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe
Sentar na poltrona
No dia de domingo

Procurando novas drogas de aluguer nesse vídeo, coagido pela paz que eu não quero seguir admitindo.

Maria Rita
Composição: Marcelo Yuka
Photo by Madame Mayoly
Ella

segunda-feira, 22 de maio de 2006

The Constant Gardener


Some very nasty things live under rocks,
especially in foreign gardens.

Adorei quando o vi no cinema, e ontem depois de terminar o livro ainda mais apaixonada pela história me sinto. Foi o primeiro livro do John Le Carré que li e, mesmo conhecendo a história, fiquei fascinada pela maneira como escreve (dentro do género). Adaptar um livro a filme é sempre um trabalho complicado e nem sempre é fácil agradar a todos os que o leram, mas neste caso a adaptação foi muito inteligente. Quiçá, das melhores que vi até hoje. Uma história de corrupção de nível internacional perturbante, emocionante, "enleada" numa história de amor que derreteu o meu coração de manteiga. Revejo-me na Tessa, e revolto-me. É impossível ficar indiferente à dimensão humana esmagadora das imagens captadas pelo Fernando Meirelles (com que já nos tinha desconcertado na Cidade de Deus), e ao intimismo e realismo das cenas entre os protagonistas. Quanto aos actores, tanto a linda Rachel Weisz como o Ralph Fiennes estão irrepreensíveis. É uma pena que o título com que o filme estreou por cá perca todo o sentido do original. Melhor será impossível dizer sem revelar mais sobre a história, mais uma vez consegui não cair na tentação! Enfim... um filme e um livro a não perder!

"No, there are no murders in Africa. Only regrettable deaths. And from those deaths we derive the benefits of civilization, benefits we can afford so easily... because those lives were bought so cheaply. I know all your secrets, Tess. I think I understand you now. You want me to come home. But I am home."

The Constant Gardener,
by John Le Carré
Screenplay by Jeffrey Caine
Directed by Fernando Meirelles

Ella

P.S. How much we manage not to know??

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Onde pára a Justiça?


Num país em que indivíduos que conduzem sem carta ou que são apanhados com uma taxa de alcoolémia superior à permitida por lei são absolvidos (entre um sem número de outros casos), é caso para dizer que a justiça está e vai mal. Quando uma educadora de infância é constituída arguida com termo de identidade e residência porque um aluno ao correr choca com outro e lhe caí um dente de leite que já "abanáva", dá vontade de rir... é anedótico, patético e parece mentira. Mas é a verdade! Numa altura em que se tenta tornar a justiça mais rápida e eficaz libertando-a de alguns processos, como é o caso dos "cheques carecas", onde se encontra o bom senso para enviar para tribunal um caso como este? E será que a mãe e o pai desta criancinha não tem mais sítio onde gastar tempo e dinheiro? Enfim, só nos resta esperar que o juíz restabeleça a razão e o bom senso, para que a Menina dos lápis de cor possa continuar a educar os seus meninos a ser Homens melhores... e quiçá, talvez um dia teremos um Portugal melhor! É por estas e por outras que quando é precisa a justiça, ela não funcione!

Ella

terça-feira, 16 de maio de 2006

Making time!

Os dias de hoje passam a correr, num instante pestanejamos e o hoje transforma-se em amanhã. Sem querer facilmente caímos numa rotina que nos fecha sobre nós próprios. A minha solução para manter a mente sã passa muitas vezes por optar perder umas horas de sono, ou roubar umas quantas horas a outras coisas para poder fugir do tempo e partilhar um jantar, um café, uma corridinha, um passeio, com aqueles a que gosto de chamar Amigos. Eles são sem dúvida a nossa melhor terâpia! Foi o que aconteceu ontem... finalmente parámos para aquele jantar à muito prometido. E mais não é preciso dizer, resta-me apenas partilhar um jantar simples com toque Oriental, para quem quer experimentar algo diferente e muito saboroso!

Cubinhos de Peru à la Chefe do Mário
  • Coloca-se o peito de peru cortado aos cubinhos numa tigela e tempera-se com sal, gengibre e sumo de limão, deixa-se a marinar.
  • Aquece-se o óleo numa frideira, e polvilha-se os cubinhos com farinha de milho até os envolver.
  • Fritam-se os cubinhos até ficarem douradinhos, enquanto se faz o molho misturando 1 colher de mel, 1 colher de vinagre balsâmico e o sumo de meio limão.
  • Escorre-se o óleo (como com as batatas fritas), coloca-se o molho sobre os cubinhos e está pronto a servir.
  • Para acompanhar para além de uma fresca salada, servir um Arroz Aromático: colocar a água a ferver com um pau de canela, e quando esta estiver a ferver colocar o arroz basmati, um toque de erva-doce e de flor de anis.
Et voilá... vite fait!
Ella

domingo, 14 de maio de 2006



"Twenty years from now

you will be more disappointed

by the things that you didn't do

than by the ones you did do.

So throw off the bowlines.

Sail away from the safe harbor.

Catch the trade winds in your sails.

Explore. Dream. Discover."


Mark Twain

quinta-feira, 11 de maio de 2006

P.S.

Não te digo para te portares bem, porque eu sei, que, quando tu queres és uma "senhora". Desculpa a minha letra. Um beijo sem fim meu.

Photo by Ella.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

swim by ani difranco

you keep telling me i'm beautiful
but i feel a little less so each time
your love is so colorful
it flashes like a neon sign
but i finally drove out where
the sky is dark enuf to see stars
and i found i missed no one
just listening to the swishing of distant cars

i hope i never see
the ocean again
pushing and pulling at me
as i go deeper and deeper intil i'm so far from my shore
so far from what i came here for
i let you surround me
i let you drown me
out with your din
and then i learned how to swim

i was floating above myself
watching her do just what you wanted
poor little friendly ghost
wondering why her whole house feels haunted
i told myself i was strong enuf
that i had plenty of blood to give
and each elbow cradled a needle
but listless and faint ain't no way to live

so i hope i never see
the ocean again
pushing and pulling at me
as i go deeper and deeper intil i'm so far from my shore
so far from what i came here for
i let you surround me
i let you drown me
out with your din
and then i learned how to swim

you keep telling me i'm beautiful
but i feel a little less so each time
your love is so colorful
it flashes like a neon sign
but i finally drove out where
the sky is dark enuf to see stars
and i found i missed no one
just listening to the swishing of distant cars

ani difranco
"educated guess"
released: January 20, 2004

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Jazz? Só visto...

Hoje um post curtinho porque estou preguiçoso. Apesar de tudo menos preguiçoso que a maior parte dos colaboradores que nem sequer um "commentzito" deixam neste blog tão sozinho e abandonado... para animar a coisa aqui vai um link altamente recomendado. Videos de alguns "Senhores" do Jazz(e "Senhoras" claro, mas não me perguntem como é que a Barbara Streisand aparece a cantar com o Ray Charles. Para quem gosta muito de azeite...). John Coltrane, Art Blakey, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Bill Evans, Louis Armstrong (of corse!), you name it, its there!!
Perder isto é pecado capital, just view it!
PS: Obrigado ao Paulo Rosado do Jazz Clube pelo link.
LOUIS

domingo, 7 de maio de 2006

Obrigada Mamã!


Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade
Ella

A History of Violence

O filme já é velhinho, estreou à quase um ano em Cannes e deste então choveram boas criticas. Na minha opinião o filme é bom mesmo... e desconcertante na forma em que nos faz pensar em nós e no tema central do filme (vejam lá se adivinham!). Primeiro apresentam-nos uma família perfeita (leia-se perfeita em relação à ideia que tenho de família) e durante o filme assistimos à desconstrução da mesma, pois por mais que se queira ou tente o passado não se consegue apagar (temos mesmo que aprender a viver com ele!). O filme está construido de forma a dar-nos o tempo e o espaço entre cada cena para podermos interiorizar, para podermos pensar na nossa própria natureza. Entre muitas cenas bem concebidas, tem para mim um momento brilhante, a cena final em que a união familiar, o perdão e a aceitação ficam suspensos entre os olhares dos protagonistas. Grande interpretação do Viggo Mortensen, que nos deixa presos na dúvida e nas suas transformações.
Ella

PS: Dificilmente escreverei aqui sobre um filme que não tenha gostado, pois seria uma perda de tempo.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Vamos à feira?!

Com a Primavera chega a minha feira preferida, a Feira do Livro! A feira abre as portas em Lisboa de 25 de Maio a 13 de Junho no Parque Eduardo VII, e no Porto entre 24 de Maio e 11 de Junho no Pavilhão Rosa Mota. Já estou em pulgas! Apesar de não poder fazer como o professor Martelo e andar de saco de compras atrás para poder comprar todos os livros que gostaria (pelas razões óbvias!)... adoro dar lá um pulinho sempre que posso e passear entre os livros. Mesmo que acabe por não comprar nada, é um bom sítio para tomar um café e aproveitar a vista (que é uma das minhas preferidas da cidade de Lisboa). Boas compras e boas leituras!

Ella

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Concerto a esquecer e Concerto a não esquecer


Jazz no Valado dos Frades dia 21 de Abril. Nesta noite, eu e uma casa "quase" cheia abdicámos de uns trocos suplementares ao preço normal de entrada para ir ver um concerto talvez um pouco diferente. Íamos pois ver o Trio de Afonso Pais + Edu Lobo. Não vale a pena mentir ou disfarçar, é evidente que eu e provavelmente o resto de toda a audiência vinhamos ver um Edu Lobo que é uma figura rara de se ver por cá. Pois então começa o concerto com a entrada de Afonso Pais, Carlos Barreto, Alexandre Frazão e...música maestro. Ok, pronto, uma introduçãozita antes para aquecer e preparar a entrada de Edu Lobo, acho que faz todo o sentido. Passada a primeira meia hora o público começou a achar que a introdução talvez não fosse uma introdução. O Afonso Pais ia timidamente apresentando os temas do seu antigo disco e futura gravação. Ao fim de mais uma meia hora relaxei um pouco e pensei que a música brasileira estaria reservada para a 2ª parte do concerto. Depois de relaxar voltei a ficar tenso (o efeito da cerveja e dos amendoins? Acho que não...) e de repente entra Edu Lobo! Senta-se no cantinho que lhe estava reservado, afina calmamente a guitarra estranha (Afonso Pais podia ter aproveitado o momento para fazer o mesmo...) e música maestro! Chega finalmente a bossa-nova do Brasil, Edu Lobo toca e canta, Afonso Pais faz um belo solo, vem a segunda música, um pouco mais ritmada, estou a começar a ambientar-me e ............finito. Perdão? Desculpe? Como? Não entendi bem, vai para intervalo? Não....FINITO! ZE END! NO MORE, GAME OVER! ...e agora acho que vou fazer um "no comments" ao estilo EuroNews para não criar um ambiente desagradável no nosso querido Kind Of Blog.
Segue-se o "Concerto a não esquecer" que foi no dia seguinte. 22 de Abril, sobe ao palco o projecto "Tribology" do pianista Rodrigo Gonçalves com "pequenas grandes" alterações à formação orignal (Tribology com tunning!). Nelson Cascais no contrabaixo, Mário Delgado na guitarra (resurgimento de ultima hora!), Rodrigo Gonçalves of corse, Mário Barreiros na bateria (o primeiro substituto) e o novo Llibert Fortuny no sax alto. Desta vez vou ser breve. Se tiverem a sorte de apanhar esta formação a tocar perto de vocês façam o favor de vos fustigar se não forem ver o concerto. Foi explosivo, arrebatador, cheio de surpresas, entretenimento de grande qualidade para todos os sortudos que lá estiveram. Só vendo! Pode-se afirmar que, não querendo tirar qualquer mérito aos outros, o Llibert Fortuny é uma bomba de adrenalina capaz de levantar qualquer traseiro de quem está a ver e também de quem está a tocar com ele! Mais uma vez, só vendo!
No final da noite, passava a palavra que este concerto valeu por dois...
PS: Desculpem a foto desfocada mas o demoníaco saxofonista não parava quieto!

LOUIS

Barreira Invisível

Há dias em que acordamos e a barreira invisível que nos separa dos outros é demasiado grande. Ou pensando melhor, talvez seja o contrário. Talvez seja demasiado fina, de tal forma que tudo nos toca demasiado... e todo o gesto do outro é uma invasão ao nosso espaço. Hoje foi um desses dias. Peguei no tabuleiro e tentei encontrar uma mesa para almoçar sozinha. Tudo o que eu queria era almoçar sozinha, e não ter que falar com mais ninguém a não ser comigo. Infelizmente, não havia mesa e acabei por ter que pedir para me sentar numa mesa já ocupada. Pelo menos era alguém estranho com quem não havia necessidade de manter uma conversa. Ou pelo menos foi isso que pensei. Mas não, a dada altura começou a conversar comigo. Hoje não, não me apetece. Mas a pessoa insistia. E acabei por dar a minha opinião sobre o assunto que me lançou... e como digo sempre o que penso, bom digamos que sempre acabei por almoçar sozinha. E o dia continuou assim... em dias assim só alguns têm permissão de nos tocar.

It's the sense of touch.
What?
Any real city, you walk, you know?
You brush past people.
People bump into you.
In L.A., nobody touches you.
We're always behind this metal and glass.
I think we miss that touch so much that we crash into each other just so we can feel something.

Script do filme Crash

Ella

terça-feira, 25 de abril de 2006

25 de Abril sempre!

Uma das coisas que a minha mãe costuma contar sobre a vida antes do 25 de Abril era que as pessoas não podiam passear na rua em grupo, pois nesse caso já se tratava de um "ajuntamento". Tens razão mamã, nunca poderemos dar o verdadeiro valor à liberdade porque sempre convivemos com ela, e nunca provámos o sabor de não a ter. No entanto, hoje recordei as tuas palavras quando ouvi esta notícia: na comunidade de Montfermeil em França, devido a um aumento de 600% em roubos com violência, supostamente consequência das manifestações de Novembro, o presidente da câmara decretou que menores, entre 15 e 18 anos, não podem circular na rua em grupos com mais de 3 pessoas (tanto de dia como de noite) até 30 de Junho. Quem não cumprir... paga a módica quantia de 38€. Na minha opinião, não é proibindo que se resolve alguma coisa. Mas bom... isso é apenas aquilo que os meus pais me ensinaram com o 25 de Abril! Obrigada Mamã, obrigada Papá... por esse valor que é a liberdade!
Ella

PS: Para mais informações sigam o link.

domingo, 23 de abril de 2006

Mingus Day

Foi ontem dia 22 de Abril que o contrabaixista (e compositor, e pianista, e "grande" músico jazz) Charles Mingus fez anos. Uma "grande" personagem não só pelos seus talentos musicais, mas também pelo seu tamanho e teimosia fora das normas. Este autêntico "Urso" do jazz nasceu em 1922 e deixou-nos em 1979 com uma bela colecção de gravações que não deveriam escapar a ninguém. Para quem não gosta de gravações, pode tentar apanhar um concerto da MingusBigband que tenta recriar um pouco do espírito louco que passava em cada uma das actuações e composições do senhor.
E para acabar, umas palavritas do Charles para todos os músicos e não músicos que andam a criar por aí:
"Making the simple complicated is commonplace; making the complicated simple, awesomely simple, that's creativity."

LOUIS

terça-feira, 18 de abril de 2006

"Façam as vossas apostas!"

Amanhã é a inauguração do Casino Lisboa no antigo Pavilhão do Futuro, no Parque das Nações. Confesso que me custa jogar a dinheiro no que quer que seja (até porque não o tenho), de modo que este é o tipo de espaço que não me desperta grande interesse. Mas hoje ouvi no telejornal que 1/3 do espaço está reservado ao jogo da sorte ou do azar, o resto reserva-se à cultura, gastronomia e divertimento. Fui investigar e encontrei concertos bem interessantes...

24 Abril: Goran Bregovic Wedding and Funeral Band (para quem não conhece, este senhor é um ícone cultural na Europa Oriental que compôs as bandas sonoras de filmes de Emir Kusturica como Times of the Gipsies, Arizona Dream, Underground, e do filme de Patrice Chereu, A Rainha Margot. Uma música bem divertida, étnica e descontraída!)

27 Abril: Rodrigo Leão convida Irene Caracol e Beth Gibbons (dos Portishead)
... entre outros. Talvez seja desta que dê um pulinho ao Casino! Pelo que também tenho lido pela net, o projecto de Frank Gehry para o Parque Mayer irá para a frente, e prevê a construção de três teatros, um anfiteatro, uma escola e clube de jazz, um centro de exposições, uma mediateca e sala de ensaios. Soa muito prometedor.
Ella

E o Papa falou e disse...

"É preciso reconhecer o perigo e aceitar que não se pode comunicar com os que se distanciaram de Deus"
"Quando o perigo de perder a fé é latente, é um dever cortar qualquer comunicação com pessoas que tenham se afastado da doutrina católica"
Papa Bento XVI
Que comentário poderá uma agnóstica fazer face a isto... Mais uma vez, sem comentários!
Ella