Vi um menino, com um piano, No céu da minha cabeça,
Veio de tão longe, só para me pedir,
Que nunca o esqueça.
Vinha tocar o seu piano,
Vinha tocar o seu piano,
Como só nos sonhos pode ser,
Por entre as núvens e as estrelas,
Apareceu, quando me viu, adormecer.
Ficou sentado, perto de mim,
Onde mora a fantasia,
Quis-lhe tocar, mas não se pode ter,
A noite a iluminar o dia.
Soprou devagarinho, uma estrela,
Que se acendeu na sua mão,
Disse-me podes sempre vê-la,
Se souberes soprá-la no teu, coração.
Vi um menino, com um piano,
A despedir-se de mim,
Como uma núvem, fez o mar e partiu,
Nos sonhos pode ser assim.
Disse-me está a nascer o dia,
Vou para onde a noite se esconder,
Volto com a primeira estrela,
Para tu nunca teres medo, ao escurecer.
O menino do piano,
Mafalda Veiga
Por entre as núvens e as estrelas,
Apareceu, quando me viu, adormecer.
Ficou sentado, perto de mim,
Onde mora a fantasia,
Quis-lhe tocar, mas não se pode ter,
A noite a iluminar o dia.
Soprou devagarinho, uma estrela,
Que se acendeu na sua mão,
Disse-me podes sempre vê-la,
Se souberes soprá-la no teu, coração.
Vi um menino, com um piano,
A despedir-se de mim,
Como uma núvem, fez o mar e partiu,
Nos sonhos pode ser assim.
Disse-me está a nascer o dia,
Vou para onde a noite se esconder,
Volto com a primeira estrela,
Para tu nunca teres medo, ao escurecer.
O menino do piano,
Mafalda Veiga
Ella

Há um elo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. (...) Alguém que queira esquecer um incidente penoso que acaba de viver acelera sem dar por isso o ritmo da sua marcha como se quisesse afastar-se depressa do que, no tempo, lhe está ainda demasiado perto. Na matemática existencial, esta experiência assume a forma de duas equações elementares: o grau da lentidão é directamente proporcional à intensidade da memória; o grau da velocidade é directamente proporcional à intensidade do esquecimento.






















