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- Sabes eu ainda não acredito muito nessa história dos “átomos”! – Micas.
That is ze question! Hoje não tenho nada para dizer. Cansado, embora com um dia pouco atarefado. Mas "postar" por "postar" optei por "postar" mas sem "postar" nada que se "poste". O que eu queria era fazer um post que contivesse um outro post. Um post autosuficente. Portanto este é um post em homenagem aos post. Viva!
Trio de Mário Laginha no Cine-Teatro de Alcobaça, sexta 3 de Fevereiro 22 horas. A expectativa antes do concerto era elevadíssima. Ficou na minha memória (e também da Ella) um concerto fabuloso repleto de energia contagiosa dado por esta formação no Jazz Valado de 2004. Um dos primeiros deste trio, senão mesmo o primeiro. Portanto, fui ao Cine-Teatro (sem Ella, infelizmente) assistir a uma possível reedição desse mesmo concerto. Mas como sabem ou deveriam saber, uma das características mais curiosas de um concerto de jazz é ele nunca se repetir, tornando-os momentos únicos (para o bem ou para o mal!). Este foi portanto um concerto diferente e não uma reedição. Se fiquei desiludido? Claro que não! Momentos super especiais: 2º tema da noite, "Berenice", subtil, doce, com cores orientais, delicioso; 4º ou 5º tema, o impressionante "Fisicamente" (que ficou aquém em termos de energia à prestação do Jazz Valado, não se pode ter tudo); a introdução do "fado". 2, 3 minutos de introdução totalmente improvisada um pouco ao estilo Keith Jarrett mas sensibilidade Laginha, totalmente irrepetível e de chorar por mais! Por fim "as meninas do coro", piscadela de olho aos coros africanos, muito dançante e energético, com uma coda final repleta de humor (só vendo!). Prestação também muito boa de Alexande Frazão (baterista), e um dia menos feliz para Bernardo Moreira (contrabaixo), os músicos são só humanos... Ficou então um concerto mais íntimo, com um pouco menos de energia para mais delicadeza. Terá sido do ambiente da sala (mais fria que o efeito clube estufa do Jazz Valado) ou da maturidade do grupo? De qualquer maneira espero continuar a ser surpreendido por este trio!
Dia 2 de Fevereiro c’est la fête des Crêpes! Francesices está claro! Mas a estas francesices é fácil aderir, afinal quem é que não gosta de crepes? Dia 2 é também o dia da Fête de la Chandeleur, que em bom português significa Festa das Velas, onde se celebra a purificação da virgem Maria (não percebo estas incoerências da religião, porque será que alguém virgem precisa de se purificar?), e a apresentação de Jesus ao Senhor no Templo de Jerusalém. Ao que parece esta tradição dos crepes baseia-se num mito antigo relativo ao rei Sol, em que neste dia se celebra a passagem do Inverno para a Primavera, e os crepes simbolizam o Sol que reaquece a terra. Se não se comerem crepes no dia da Chandeleur, corre-se o risco de durante o resto do ano o trigo estragar-se. Que rica história só para comer crepes!
Kiss Kiss Bang Bang!!
Estão aí de novo os Razzies, os infames prémios que glorificam os maiores flops (ou não) da luminosa Hollywood.
Vai começar a 2ª edição do «InJAZZ - Jazz em Português», único festival de jazz itinerante do nosso país, com um programa que vai durar 3 meses e distribuir-se por cinco cidades: Alcobaça, Faro, Torres Novas, Aveiro e Montemor-o-Velho. Alguns dos nomes do jazz português que vão poder ser ouvidos, são: Mário Laginha, Carlos Bica, Hugo Alves e a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Aconselho desde já a assistirem ao concerto do Mário Laginha trio (Alcobaça 3/2, Faro 10/2), que da última vez que os ouvi arrebataram ritmadas emoções, e ao concerto da Orquestra de Jazz de Matosinhos (Alcobaça 11/2, Faro 23/2), com alguns colegas do Louis e com o nosso João Guimarães no Sax, vale a pena! Em torno dos concertos surgem workshops, feiras de discos, exposições e concertos didácticos.
Hoje nevou. Nada de extraordinário para um outro país europeu ou até para a nossa Serra da Estrelinha nacional. Mas hoje nevou no meu jardim! Será isto normal? Devemos ficar em pânico ou voltar a cantar canções de Natal? Do meu lado apenas aproveitei para tirar fotos para mais tarde recordar! A sensação de talvez estar a assistir a um momento único torna as coisas realmente especiais. Aqui está um momento especial para partilhar convosco!
O Instituto de Tecnologia Química e Biológica volta a abrir as suas portas a todos os interessados em ver a ciência de perto, no próximo Sábado, dia 28 de Janeiro.
Hoje eu, a menina que anda nas núvens, fui almoçar com a minha amiga, a menina dos óculos cor-de-rosa. A caminho da hora marcada e como sempre já um pouco atrasada, meti-me no metro. No meio de tantos olhares indiferentes, sentou-se à minha frente um casal de velhotes. Nada de especial, dizem vocês. Mas foi então que fui contagiada por um gesto inesperado...o velhote pegou na mão da sua velhota, acariciou-a e deu-lhe um beijo, ela olhou-o como só se olham dois velhos amantes. Não fui capaz de esconder um sorriso de ternura por aquele amor. Já durante o almoço discutiamos o final de uma das minhas séries favoritas, Sex and the City. "Foi um final muito realista!", dizia a menina dos óculos cor-de-rosa. "Achas mesmo que na vida real, um dia, todas nós vamos nos sentir tão realizadas enquanto mulheres como elas? E para sempre?", disse a menina que anda nas núvens. E ficaram as duas em silêncio. Enquanto me arrastava para casa sob um vento frio..."I could not help but wonder?"... se aquele velho casal conseguiu manter aquele amor e ternura durante tanto tempo... será que é possível na vida real também encontrarmos e conservarmos um amor assim?? Ás vezes tenho medo de todas as coisas, e de todas as sombras que podem surgir no espaço entre dois amantes, mas também sei que são esses obstáculos que regeneram o amor e o fortalecem. Ás vezes acho que quem tem razão é ela, vale a pena pôr uns óculos cor de rosa e caminhar nas núvens!

"The man who said 'I'd rather be lucky than good’ saw deeply into life. People are afraid to face how great a part of life is dependent on luck. It's scary to think so much is out of one's control. There are moments in a match when the ball hits the top of the net and for a split second it can either go forward or fall back. With a little luck, it goes forward and you win…or maybe it doesn’t, and you lose.”
Mário Soares, reagindo aos resultados eleitorais: «Eu não desisto de lutar»
Pois é, com mais 0,7% do que era suposto acontece isto. Uma coisa mínima, um punhado de eleitores (tipo kalash...). Mas é uma boa lição para quem diz que mais ou menos um voto não fazem a diferença. Pois hoje fizeram muita falta. Talvez fosse apenas para adiar o inevitável, mas pelo menos abalava um pouco o ego inchado do senhor doutor economista. Mas temos que nos resignar. Já temos presidente novo. Cá está uma foto que mostra talvez o (único) lado doce da personagem (já viram a ternura com que ele beija a mulher? brrrr...). Boa sorte Portugal!!
No redondo do ventre materno, já ali aprendíamos o ritmo e os ciclos do tempo. Essa foi a nossa primeira lição de música. O coração - esse que a literatura elegeu como sede das paixões -, o coração é o primeiro órgão a formar-se em morfogénese. Ao vigésimo segundo dia da nossa existência esse músculo começa a bater. É o primeiro som que não escutamos - nós já escutávamos um outro coração, esse coração maior cuja presença reinventaremos durante toda a nossa existência -, mas é o primeiro som que produzimos. Antes da noção da Luz, o nosso corpo aprende a ideia do Tempo. Com vinte e dois dias, aprendemos que essa dança a que chamamos Vida se fará ao compasso de um tambor feito da nossa própria carne.
"Uma investigação sueca baseada no fóssil de um peixe com 370 milhões de anos mostra, segundo os seus autores, que os órgãos auditivos se desenvolveram como órgãos respiratórios"...Portanto, logicamente se conclui que antigamente as pessoas respiravam música! Que época fantástica para vender cd's! Agora acho que a situação se inverteu. Na maior parte dos casos, a música cheira mal...
Um regaço para chorar, mas um regaço enorme, sem forma, espaçoso como uma noite de verão, e contudo próximo, quente, feminino, ao pé de uma lareira qualquer... Poder ali chorar coisas impensáveis, falências que nem sei quais são, ternuras de coisas inexistentes, e grandes dúvidas arrepiadas de não sei que futuro...(...)
Tai Chi é o meu mais recente hobby com que preencho os sábados de manhã. Para quem não conhece, o Tai Chi é uma arte marcial chinesa. Não me vou prolongar mais em conhecimentos teóricos, pois na verdade ainda sou uma pequena aprendiz na matéria. De qualquer forma, quero deixar aqui o testemunho e promover a prática. Na minha opinião é um complemento a outro desporto, porque só por si não serve para esgotar as energias acumuladas neste corpinho. Mas é uma bela forma de descomprimir, aliviar o stress, deixar os problemas bem longe... Enfim, um momento zennnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn no tempo do mundo que teima em fugir! Até porque o tempo no Tai Chi é muito relativo, e para quem tal como eu passa a vida a correr, ali aprende o valor de cada segundo. A músiquinha zen também ajuda a isso! No meu caso, é também uma oportunidade de poder partilhar e passar algum tempo com a minha mãe e o Zé, o que só por si é fantástico...e trás uma grande componente lúdica visto que, gostamos de fazer pouco das figurinhas uns dos outros! Mais engraçadas são as demonstrações em casa!
Não, sinceramente, digam lá se o chocolate não é uma das melhores coisas do mundo? Satisfaz qualquer tipo de apetites, dá energia, e, mais importante que tudo, dá prazer! Por sinal também engorda um pouco mas isso são pormenores fúteis. E há tanta variedade de chocolate. O preto bem negro que combina na perfeição com uma boa bica, o de leite para os mais fraquinhos, o branco para os mais gulosos e com mau gosto, o de avelãs para quem não sabe apreciar, etc. Ao fim de contas só o chocolate preto é que vale a pena. Na minha opinião. Quero comentários, qual é o vosso chocolate preferido?