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terça-feira, 14 de maio de 2013

Vou ser mãe de um menino


Quando o médico nos mostrou o sexo do nosso mini-moi não foi sequer preciso dizer o que era. Estava bem definido no ecran. Confesso que apesar de não ter qualquer preferência pelo sexo do mini-moi, estava convencida que era uma menina. Não fiquei minimamente desiludida, pelo contrário, fiquei surpresa. Eu adoro meninos. Sempre vivi e cresci entre meninos. Sempre gostei do carinho com que tomavam conta de mim. E pensando bem, o mini-moi só podia ser um rapaz. Agora que os três homens mais importantes da minha vida partiram, ele vem restituir o equilíbrio e tirar um pouco o peso de cima dos ombros do pai. Ainda mais terá um pouquinho de cada um deles.
Enquanto contava a grande novidade entre as minhas amigas, percebi pelas reacções que ninguém quer ter meninos. Toda a gente quer ter meninas. Eu não percebo. Não percebo mesmo, principalmente quando é o primeiro. Quando se faz um filho, faz-se um filho. Não queremos saber se é menino ou menina. Faz-se um filho. Mas é só a minha opinião. Para mim é triste porque enquanto menina sempre achei que faltavam meninos de jeito. Que é isso que eu quero que o meu seja. E enquanto mulher sempre achei que faltavam homens a sério. Que é isso que eu quero que o meu seja. Mas bom, para quem prefere meninas podem ficar contentes porque apesar das probabilidades serem 50/50, o que é certo é que a estatística a nível mundial leva a querer que é mais fácil fazer meninas.
E assim me livrei das coisinhas rosa pálido e dos folhinhos... Se bem que a minha mãe acabou de me anunciar que ia fazer um fofo ou um fofinho, tenho que ir pesquisar o que é isto rapidamente.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

The Next Big Thing...

E pela primeira vez, agora que sabemos que a Ella carrega "um das Caldas" na sua "pequena" barriga, manifesto a minha mais profunda felicidade em apresentar aquilo que certamente irá acontecer num futuro próximo.....

a constituição do mais formidável e incrível 
DUO DINÂMICO!!!!! 
de 2013!

tirado daqui!

PS: É provável que o cachopo seja um pouco menos loiro....ou então vou ficar preocupado.

LOUIS babado e impaciente

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Em tons de azul




Independentemente de ser menino ou menina a cor do quarto do mini-moi será sempre azul, a nossa cor preferida. Como somos apaixonados pelo mar, desde que vimos este o livro Mar que estamos apaixonados pelas ilustrações do André Letria. Acho que vão ficar muito giras no quarto do mini-moi... Difícil será escolher!








terça-feira, 7 de maio de 2013

Teoria sobre o magnetismo

Foto by The Glow.

Quando passeio com os meus cães irrita-me as pessoas acharem que lhes podem tocar e acariciar sem me pedir permissão. Depois admiram-se que os azares aconteçam. Lá porque um dono passeia com o cão na rua sem açaime não significa que qualquer pessoa se possa aproximar para fazer o que bem entender (atenção: eu sou a favor que as raças perigosas sejam obrigadas a isso). Coisa que me dá um certo prazer é quando os meus cães simplesmente ignoram estas pessoas, isto porque na maior parte das vezes estas pessoas ignoram que existe alguém do outro lado da trela. Eu sempre tive cães e sempre me ensinaram que primeiro pergunta-se aos donos e só depois nos aproximamos. Mas algumas pessoas não conseguem... É puro magnetismo.
Agora que estou grávida e que, por mais que encolha a barriga e estique o peito já não consigo disfarçar, dou por mim na mesma situação... Toda a gente quer tocar e fazer festas na barriga. Claro, sem perguntar! E não estou a ser esquisitinha, a sério, familiares e amigos não me chateia minimamente... Agora quando pessoas sem qualquer intimidade me vêm afagar, confesso que tenho que colocar o meu sorriso mais cínico e controlar-me para não lhes morder. "Ah, que bonita, já se nota a barriga", disse-me a senhora da imobiliária e sem perguntar... PIMBA. Gostava de saber o que a poderia levar a crer que podia afagar a minha barriga? Nós (eu e o mini-moi) não estamos carentes e eu ainda não faço truques de me deitar no chão de barriga para cima para me darem festas. Logo, só pode ser magnetismo.
Penso que o próximo passo vai ser quando toda e qualquer pessoa quiser tocar no mini-moi... Afinal existirá algo mais magnético que um bébé?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Barriguita

Hihihihihi...

Pelo menos agora quando me sento já não faço "pregas" na barriga!

Foto do iphonezinho fofo da dona!


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Não percebo porque ninguém nos leva a sério...

Na foto Jane Birkin.

Quando digo que andamos a preparar um plano alternativo ao parto. E não, não é o teletransporte. Eu e o mini-moi temos conversado muito sobre isto e o melhor mesmo era uma solução tipo "Querida encolhi os miúdos". Se tiverem outra ideia melhor, partilhem. Claramente, a natureza não fez a coisa bem feita... O parto não pode ser a melhor solução.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Boys will be boys



Bastou um almoço em família com duas avós, uma bisavó e uma tia para nós, futuros papás, começarmos a pensar que talvez fosse boa ideia o mini-moi ser um menino.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Das histórias que nos contam


Escultura de Ron Muek, foto roubada daqui.


Este bichinho da maternidade tem um sintoma muito específico no género feminino... Aquilo que eu chamo de: a Partilha. Quando sabemos que alguém está grávida temos esta necessidade de partilhar, quer já se tenha sido mãe ou não, quer sejam experiências pessoais, quer seja o que aconteceu com a prima da vizinha da amiga da nossa tia. É inevitável. E sim, confesso que também estou a falar de mim. Sou como as outras.
Há dias recebi um e-mail muito querido de uma colega que está de licença de maternidade em que me dizia aquilo que gostava que lhe tivessem dito. Trocar experiências, truques, dicas é uma mais valia que ninguém deve menosprezar. Porém não percebo o porquê de algumas pessoas insistirem em contar, descrever e relatar o parto a alguém que está numa situação em que esse destino é certo. Neste momento não há nada que possam dizer que me faça voltar atrás. Foi concebido, tudo está e esperemos que assim continue a correr bem, logo um dia vamos ter que tirar daqui esta criança de alguma maneira. A bem ou a mal. Relatos de partos tipo "filme de terror" não ajudam ninguém a preparar-se psicologicamente para a coisa. No meu caso, apesar de temer esse momento, confesso que essas histórias não me incomodam e é como se fossem barulho de fundo. No entanto, era mais agradável falar de outras coisas com pessoas que não são tão íntimas quanto isso. Tipo dicas para os calar quando choram sem parar a meio da noite. Isso sim era útil.
Talvez, a partilha, seja algo que passa de geração em geração desde os tempos em que a sabedoria era passada de boca em boca. Não sei. Sei apenas que nunca vi um homem dar a sua opinião sobre o assunto sem que esta não lhe fosse directamente pedida.

PS. O que penso do parto dá outro post para outra altura.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

De dia para dia...

Os meus pés estão a desaparecer!
Eu sabia que ter uma boa base de sustentação me iria dar jeito um dia... 


Photo by ella's iphonezinhoooo!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Baby rooms

Ainda andamos longe de pensar muito no quarto do mini-moi mas algumas ideias já foram surgindo. Das minhas passeatas pela blogosfera tenho me cruzado muito com aquilo que penso ser a nova moda no que toca a baby rooms... Quartos cinzentos. Desde um cinzentinho leve até ao preto. Confesso que não me cativa minimamente. Alguns acho engraçados e até bonitinhos, mas não seria a minha escolha para o quarto do mini-moi. Confesso que acho triste, deprimente, cansativo e não rima com Infância. Infância é alegria, é sonhos e fantasia.

E vocês o que acham?




Agora o que eu acho muito engraçado é ter uma parte da parede forrada com ardósia.
Na fase em que decidimos escrever por todo o lado a minha mãe forrou uma parede do meu quarto com papel de cenário e ainda hoje o tenho guardado todo rabiscado!
Ou então assim... Atrás de uma porta...

domingo, 14 de abril de 2013

Quando decidiste começar a dar notícias


Foto da autoria do meu iphonezinho.

Foi então que escolheste o concerto do Uri Caine ao lado da orquestra Gulbenkian sobre direcção da maestrina Joana Carneiro para que os papás nunca se esquecessem de quando começaste aos xutos e pontapés. Pequenino e com bom gosto. Isso ou estavas aliviado com o fim das peças da Andreia Pinto Correia...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A balança



Esta ideia de achar muito bonito ver uma mulher grávida só é verdade nos outros. Eu sempre achei as minhas amigas grávidas muito bonitas, mas duvido que alguma grávida olhe para sim e ache que está bonita. Duvido. As mulheres, ou melhor dizendo algumas mulheres, têm um problema crónico com o espelho. Eu sou uma delas. Por melhor que possamos estar naquele que é o nosso peso ideal, infelizmente nunca estamos satisfeitas. Ora na gravidez não havia de ser diferente. O peso é uma questão sensível. Agora e sempre. A mim, pessoalmente, preocupa-me mais o corpo depois da gravidez que o corpo durante a gravidez.
Há um mês que ando para escrever este texto... A nossa ecografia do rastreio dos 3 meses foi tudo menos simpática. Se não fosse pelo pequenino mini-moi no ecrã e a minha capacidade de filtrar o que me dizem, acho que tinha saído de lá traumatizada e angustiada. Já ia avisada que o médico era intragável em questões do peso das mães, mas ia tranquila porque achava que 2Kg naquela altura era normal. Pelos vistos para o senhor doutor o NORMAL é aos 3 meses ter engordado 1/2Kg (na realidade, basta não ir ao WC para se estar grávida!). Claro que, tal como ele afirmou escandalizado: hoje ainda não atendi uma única grávida normal. Eram 19 horas. O conceito de "grávida normal" parece-me não existir. Com todas as mães com quem tenho falado e de tudo o que tenho lido, não existe uma grávida normal. Todas são diferentes. Umas engordaram 9, outras 20Kg (ou mesmo mais) e na maior parte dos casos tinham atenção ao que comiam. Compreendo que antigamente houvesse aquele habito do comer por dois, mas penso que hoje em dia estes casos são raros.
O que me chateou não foi o chamar de atenção, foi o facto de não me ter perguntado mais nada. Fazer um juízo de valor sem saber nada sobre mim ou sobre a minha gravidez, porque nem se quer é o médico que me acompanha. Se não saberia que desde que engravidei tenho passado os dias sentada a escrever a tese. Se não saberia que o meu peito aumentou 12 cm. Se não saberia que faço exercício 3/4 vezes por semana. Etc... Enfim... Acredito que nenhuma mulher se sinta feliz por engordar mesmo quando está grávida. Resultado, na ecografia morfológica quando me perguntar pelo peso vou mentir... Há um limite para as idiotices que ouvimos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os aliados


Todo o processo de ter uma criança a crescer dentro de nós é muito bonito... O conceito de dar a vida é uma prova de amor incondicional. Mas quando pensamos bem nisso, é perturbador. No bom sentido, mas é perturbador. Há dias, em especial à noite, em que sinto uma pressão na barriga, cãibras nos abdominais... Como se o mini-moi estivesse aos poucos a conquistar espaço dentro de mim. E é nestas alturas que me vem à cabeça as imagens dos filmes dos Alien's. Mas não vamos ser tão dramáticos que ele tem uma forma muito mais simpática de sair daqui... Tenho que começar a deixar esta ironia de lado e abraçar de vez esta realidade aterradora!
Quando pensamos que a nossa barriga vai insuflar como um balão, pensamos no que acontece ao balão quando fica sem ar, murcho... Pensamos na consequência directa, as estrias. Não as queremos nem por  nada, por isso o ideal é começar desde cedo a prevenir. Claro que tudo depende de pessoa para pessoa, mas mesmo com o pior tipo de pele possível prevenir é a palavra chave. E para isso também é preciso ter os aliados certos. Não acredito que seja necessário gastar muito dinheiro em cremes, acredito que é preciso pôr. Pôr todos os dias, sem excepção. A minha mãe das duas vezes que esteve grávida usava creme Nívea e não ficou com uma única estria. É preciso ter disciplina mas demora menos que 5 minutos.
Eu comecei por usar o mesmo creme que sempre usei e continuo a usar, o Vichy Nutriextra, de manhã e à noite. Entretanto como outro grande aliado que temos são os amigos, a Menina dos Lápis-de-Cor ofereceu-me um frasco da sua arma secreta, o Óleo Natural Anti-Estrias da Eucerin que passei a usar nas zonas críticas após o banho. Aconselho vivamente, pois ao contrário dos cremes gordos que a minha pele apesar de muito seca tem dificuldade em absorver este é absorvido facilmente.
E marcas portuguesas? Aconselho o Óleo da Barral que gosto bastante e parece que também têm um creme anti-estrias para grávidas mas não experimentei.
Se funcionar no pós-parto logo vos conto.
Alguém tem mais dicas?!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Menino ou menina? Parte II














Enquanto não sabemos o sexo do pequeno mini-moi, as pessoas vão dando palpites e sugestões de coisas engraçadas e altamente sofisticadas cientificamente que permitem saber o sexo sem margem para dúvidas. A última foi esta... O calendário chinês! Espectacular, basta cruzar a idade da mãe na altura da concepção com o mês da mesma e CHARANNNNN.... No nosso caso menina. O que deixou a minha mãe muito irrequieta e a fazer contas de cabeça. E agora quem terá razão: a agulha ou os chineses?

Deixo-vos o link, experimentem e digam lá de vossa justiça.

PS. Este post tem o patrocínio da Menina dos Lápis-de-cor que fez chegar até mim esta pérola de sabedoria oriental.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Beware of the Pregnant Hungry Woman




The Grumpy Cat, na Times!


Se antes quando a fome apertava ficava com mau feitio... Agora, tem a dimensão de uma catástrofe mundial. A sério, não se coloquem entre mim e a comida... Posso transformar-me no Hulk e não respondo por mim! E o Pai tem esta tarefa simpática de tentar controlar este pacote de nervos.

terça-feira, 26 de março de 2013

Das histórias que ficam por contar


Pregnant Meryl Streep with her mom.


Há dias, enquanto lanchava com a BB* ela dizia-me: É engraçado, antes era raro falares de ti no blog, agora parece que tens necessidade de partilhar aquilo que estás a passar e a sentir.
É verdade. Não porque tenha uma visão romântica da maternidade ou porque ache que comigo se está a passar algo de único. Pelo contrário. Para mim é um milagre. Assim como foi para a minha mãe e para todas as mulheres que desejaram e desejam ser mães.
Escrevo porque a mim não me contaram esta história. Assim como também nunca me contaram a história da cegonha. Nunca me reservaram muitos mistérios sobre a ciência ou a magia da maternidade. No entanto, apesar de saber todos os pormenores sobre o meu parto, a minha mãe nunca me contou muito sobre experiência que hoje sinto e vivo. Não a culpo, talvez já não se lembre ou não queira lembrar. Ouvi dizer que existe um hormona muito boa para isso. Ou talvez, porque também um dia queira ser avó.
Escrevo porque um dia os meus filhos terão filhos, ou não, e talvez eu também já não seja capaz de lhes contar esta história.
Ou então, talvez sejam as hormonas.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Afinal o Tio Patinhas tem uma sobrinha



Nas compras...

Ella: Olha aqui... Diz lá que não é giro?
Louis: É.
Ella: Posso levar? Posso?
Louis: Se queres leva. Então, não vais levar?
Ella: Sabes quanto é que este pedacinho minúsculo de tecido que vai durar um mês custa?! Temos panos do pó maiores que isto!

Ao almoço...

Belle-mère:  No que diz respeito a carrinho a X andou a fazer um estudo de mercado para comprar o dela e chegou à conclusão que o Y é o melhor.
Ella: E quanto custa o Y?
Belle-mère: Custa 900 e tal euros.
Ella: E já vem com o bébé ou babysitter!?
Belle-mère: Vem com o ovinho e a alcofa.
Ella: Não vai acontecer... A minha chefe vendeu o Opel Corsa dela por 700 ou 800 euros e era um carro a sério, tinha motor. Deve estar aqui qualquer coisa errada...

Não. Aparentemente sou eu. A única pessoa errada sou eu. Esta coisa da maternidade fez-me perceber o quão forreta eu sou. Eu que quando foi do casamento pensei que certas coisas passavam o limite do razoável, percebo hoje que a Família, essa Instituição, é o maior negócio de sempre. Isto sim, é inflação. Bom, nada como nos começarmos a preparar psicologicamente pois mais tarde ou mais cedo vamos mesmo ter que pensar na compra do carrinho, da cadeira para o carro e num sem fim de outras coisas que este pequeno brinquedo vai precisar de muitos acessórios e são todos vendidos em separado. Com paciência vamos falando com os amigos e os amigos-dos-amigos e vamos percebendo o que é ou não importante,  o que é imprescindível ou supérfluo, onde podemos poupar e onde vale a pena investir mais uns trocos.
Razão tem o meu sogro: há que rentabilizar!

terça-feira, 19 de março de 2013

Teoria das Probabilidades


Johnny Depp, Vanessa Paradis & kids by Jean Marie Banier


Na primeira ecografia é mágico vermos pela primeira vez aquele pontinho minúsculo que já tem tudo para ser alguém como nós. É o nosso filho. Depois passamos semanas e semanas a imaginar como aquele pontinho se foi diferenciando e crescendo dentro de nós. Até que chega o dia de fazer a ecografia dos três meses. Enquanto por fora pouco se nota que aquele pontinho já não é um pontinho, agora é quase um pequenino ser como eu e tu. E mexe-se, mexe-se muito. Como se quisesse dizer que está feliz. Apesar de tudo o que ouvi do médico nesse dia, são esses pequenos movimentos que recordo. O bater do coração. Ver que tinha 5 dedos nas mãos e nos pés. O cérebro já com os dois hemisférios diferenciados. Os ossos do nariz (que hoje sei ser de extrema importância). O abrir e fechar a boca. O chuchar no dedo. O passar as mãos na cara. Todas essas pequenas coisas não vou esquecer. Não chorei, porque quando se está maravilhado não se chora. Sei que tu também sentiste o mesmo.
Mais tarde com as análises do rastreio bioquímico veio uma incerteza que tínhamos pensado mas não equacionado. A partir do momento em que sabemos que existe uma possibilidade de existir um pequeno ser a crescer dentro de nós, nasce um receio que se alimenta de tudo aquilo que vamos lendo e das histórias que nos contam que pode correr mal. Ao longo dos meses esse receio vai sendo abafado pelos sonhos que vamos construindo e as imagens que começam a povoar aos poucos a nossa cabeça. Quando ouvimos que aquele pequeno ser que cresce de dia para dia dentro de nós tem X probabilidade de ter uma deficiência, por mais que nos digam que os valores são perfeitamente normais e que o risco é mínimo, o nosso coração salta um batimento. Antes havia essa possibilidade, agora essa possibilidade é uma probabilidade e tem um número. E para quem é pai probabilidade não é ciência. Ciência ou é... Ou não é. Ciência não é alguém nos dizer: está tudo bem, só há X de probabilidade de estar tudo mal. No final do dia, a razão está no lado do médico que nos diz: não devemos valorizar o que não é para valorizar! E continuar... 
Uma coisa maravilhosa é que quando fecho os olhos e vejo o nosso pequenino ser pontapear o que para ele é o infinito ou chuchar no dedo, tudo fica bem. Porque se ele está bem, eu sei que nós também vamos ficar bem. A realidade é que Pai que é Pai quer o melhor para os seus filhos. Deseja o melhor para os seus filhos. E as probabilidades... São probabilidades.
A vida é um milagre. Cada vez mais me convenço disto.
Posso não saber o que vai ser de nós, o que a vida nos reserva... Sei que fiz a melhor escolha possível quando te escolhi para Pai dos meus filhos. E, apesar de todas as nossas dúvidas existências, práticas e materiais diárias e daquelas que são só tuas, eu sei que vais ser para os nossos filhos o melhor pai do mundo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Bjork, Le Zénith 05.03.2013




Fotos do concerto no Zénith de Saga Sig e disponíveis for free no site!


Lembro-me de o meu pai dizer-me: Alguma vez eu com a tua idade já tinha ido a todos os sítios que tu foste! E era verdade... Quando o meu pai tinha 5 anos achava que África era um deserto que começava ali nas dunas de Salir. Com 5 anos já me tinha levado a conhecer Portugal de lês-a-lês no nosso carochinha saltitando entre parques de campismo. E daí partimos de país em país, entre férias da Páscoa e férias de Verão. A realidade é que a facilidade com que se compra um bilhete de avião hoje não é a mesma de há 30 anos atrás e com certeza não será a mesma de há 60 anos. Lembrei-me disto aquando da escrita deste post, porque dei por mim a pensar que este pequeno mini-moi ainda não nasceu e já anda por aí nas nuvens a viajar. Começa cedo, diria o avô.
Na semana passada fomos desfrutar do nosso presente de Natal... Concerto da Bjork, no Zénith de Paris. O concerto não, o espectáculo foi excepcional. Não é segredo que é a minha cantora preferida, depois da Ella Fitzgerald, de modo que era assim um daqueles desejos que estavam por realizar. E valeu muito a pena. Todo o espectáculo é pensado do principio ao fim para deleite dos fãs. Sir David Attenborough dá o mote e a partir daí são 2 horas non-stop. Bjork sempre exuberante e igual a si própria numa versão minimalista com apenas 3 músicos, mas muitos instrumentos surpreendentes e fora do comum... Um Tesla gigante a sobrevoar o palco, uma Reactable e outras coisas que nem sei o nome! Acompanhada de um coro de 17 meninas, que cantam, dançam, pulam e fazem do palco uma festa. É fácil deixar-nos contagiar! Fantástico!
Possivelmente o mini-moi só sentiu a vibração... But it was such a good vibe! (Esta saída é muito pirosa mas não resisto!)

terça-feira, 12 de março de 2013

3 meses e 2 semanas

Livros, nossos amigos!
Ou então, não!


    O dele...                   E o meu...

 


Ele: Ouve: "Most pregnancy symptoms like nausea, morning sickness and fatigue are decreasing more and more as the days go on."
Ela: A sério?
Ele: "Constipation, heartburn, indigestion, flatulence and bloating will continue."
Ela: Bem me parecia que era bom demais para ser verdade! Ora portanto mais 6 meses... 1/2 ano! O que é isso?!

What to Expect When You're Expecting, é a enciclopédia, tipo Bíblia, com tudo aquilo que queres e não queres saber, mês a mês. Ao contrário dos muitos livros que existem sobre o assunto para mulheres não existem muitos para homens. Pregnancy for Men: The whole 9 months (de Mark Woods) é um livro para homens e escrito por um homem, que de uma forma pessoal e descontraída tenta ajudar a compreender o que se está a passar com o pacote de hormonas com o qual terão de viver, acompanhar, apoiar e amar durante os 9 meses de gestação do pequenote.
Confesso que o livro que me faz sentir bem e pensar "epá, afinal não estou sozinha", porque coisa que já aprendi é que quando estamos grávidas não é politicamente correcto queixarmo-nos... Não vá tirar a vontade a alguém de ter filhos e a taxa de natalidade cair! E não queremos essa responsabilidade! Bom, divagações à parte, é este livro de BD: Enceinte c'est pas une mince affaire (de Mademoiselle Caroline).