photo by ella
Visitar Paris implica sempre uma visita ás exposições no Grand Palais conhecidas pela maneira exemplar com que são concebidas, pela oportunidade única de ver grandes obras e pelas grandes filas (problema que se resolve ao comprar os bilhetes on-line com hora marcada). Quando lá estivemos em Novembro fomos ver a muito aclamada exposição sobre o Hopper. Edward Hopper. E se o nome não vos diz nada garanto-vos que alguns dos quadros vos irão parecer familiares. Tenho muita pena de estas exposições retrospectiva não chegarem a Portugal. É pena.
Quando falam dos seus quadros falam em solidão, falam em personagens em trânsito entre uma situação e outra, situações banais, comuns... E o que é isso que acontece entre uma coisa e outra? Não será isso a vida? A mim o que me veio à cabeça foi... Deus das pequenas coisas. E eu gosto disso. Gosto dos momentos banais, comuns e ordinários de todos os dias. Estar sozinho não implica solidão. E o que mais gosto nos seus quadros é essa possibilidade de poder inventar uma história.
Mais tarde li um artigo onde o jornalista a propósito dos seus quadro dizia:
Cada um deles é a atomização de uma imagem que faz parte de um filme mais comprido. É isso que cria emoção. Isso e a taciturnidade revelada pela pintura, essa harmonia entre o desenho, a cor, a matéria, a luz, a composição. Um género de poesia onde a banalidade se transcende pela arte. Não há procura do grandioso ou sequer do exótico. Apenas o comum, o familiar, o modesto.
Quando falam dos seus quadros falam em solidão, falam em personagens em trânsito entre uma situação e outra, situações banais, comuns... E o que é isso que acontece entre uma coisa e outra? Não será isso a vida? A mim o que me veio à cabeça foi... Deus das pequenas coisas. E eu gosto disso. Gosto dos momentos banais, comuns e ordinários de todos os dias. Estar sozinho não implica solidão. E o que mais gosto nos seus quadros é essa possibilidade de poder inventar uma história.
Mais tarde li um artigo onde o jornalista a propósito dos seus quadro dizia:
Cada um deles é a atomização de uma imagem que faz parte de um filme mais comprido. É isso que cria emoção. Isso e a taciturnidade revelada pela pintura, essa harmonia entre o desenho, a cor, a matéria, a luz, a composição. Um género de poesia onde a banalidade se transcende pela arte. Não há procura do grandioso ou sequer do exótico. Apenas o comum, o familiar, o modesto.
Vítor Belanciano in Público, Novembro 2012
Nighthawks (1942)
Morning Sun (1952)
Room in New York (1932)
Chop Suey (1929)
New york office (1962)
E vocês o que acham?











