
Cada vez mais estudos demonstram que crianças que crescem na companhia de animais de estimação tem um risco reduzido de desenvolver as alergias mais comuns, menor propensão a apresentar problemas de hipersensibilidade e a ter canais de ventilação facilmente irritáveis - que se trata de um factor de risco para asma. Durante muito tempo pensou-se o contrário. Neste momento considera-se a hipotese de que as endotoxinas produzidas por bactérias dos animais forcem o sistema imunológico do organismo a desenvolver um padrão de resposta que é menos propenso a desencadear reações alérgicas.
Na minha casa, desde que comecei a crescer na barriguinha da mamã até hoje, sempre tivemos cães. Quando cheguei da maternidade a minha Ronda fez uma birra - afinal era como uma irmã mais velha. Mas não durou muito, apaixonamo-nos e desde aí tomou conta de mim, sempre. Dormia aos pés do meu berço, comia os caramelos que a avó me dava, fazia-me cócegas nos pés, deixava-me dormir em cima dela e ainda hoje afugenta os monstros que deambulam pelos meus pesadelos. Hoje é a minha Blackie que está a ficar velhota, a minha companheira e confidente, crescemos muito as duas. Mesmo que passem meses sem visitarmos o nosso esconderijo no parque, ela descobre sempre o caminho até ele. O ano passado chegou o Airbus, o papa-açorda que conquistou o meu coração e que gosta de me fazer sorrir. Quando era pequena todos os fins-de-semana ia para a quinta dos meus tios, e onde com os primos me emporcalhava entre cavalos, galinhas, ovelhas, cabras, patos, gatos e afins... Eramos muitos felizes e nenhum de nós tem ou teve alergias, ou mesmo asma. Gostei de crescer assim, mesmo que outros estudos provem o contrário, será certamente assim que vou querer educar os meus piolhinhos!
Photo superior by J.L.